Eu acho que um blog que se assume como de tecnologia e inovação não pode ter um viés reducionista da tecnologia e achar que só falamos de gadgets tecnológicos.

Olhe ao seu redor. Seja lá onde estiver lendo esse artigo a tecnologia está lá.

Foi com esse espírito que decidi de última hora visitar a APAS SHOW 2017 e quero já aqui registrar meu agradecimento ao pessoal de assessoria de imprensa que me credenciou num final de semana de feriado. E claro que eu fiz minha lição de casa e pesquisei sobre a feira.

Mas nada do que você ler ou vir na internet vai te dar uma dimensão exata do tamanho do encontro. É sem dúvidas o maior evento de negócios que eu já cobri e não é só percepção. De acordo com a organização do evento foram mais de 74 mil inscritos e 719 expositores nacionais e internacionais na que já pode ser considerada a maior edição da história da APAS Show que já é o maior evento supermercadista do mundo.

“É um prazer anunciar que reunimos 719 expositores, ante os 686 participantes da última edição em 2016. Em volume de negócios, foram R$ 7 bilhões gerados – exatamente R$ 1 bilhão a mais em relação a 2016”, comemora Pedro Celso Gonçalves, presidente da APAS.

Com um evento tão grande minha missão foi fazer uma visita ampla ao espaço e depois ir acertando algumas entrevistas. Na primeira uma hora lá já tinha descoberto que não iria conseguir cobrir tudo. Sorte que um dia antes já tinha feito alguns contatos. Dos tempos de trabalho em TV que coordenei 3 coberturas da Festa do Peão de Barretos para a Globo e uma mega cobertura de visita do Papa para o SBT eu sabia que estratégia nessas horas é fundamental. Nada disso bastou.

Confesso que sai um pouco frustrado de não ter conseguido ver tudo que eu queria e falar com todo mundo que eu tinha contato.

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O que você lerá neste e em outro post desta cobertura especial da APAS SHOW 2017 é um resumo de tudo que eu vi, visitei e senti em detalhes. Há também entrevistas exclusivas com gestores que tem um detalhe em comum: a paixão por inovação e tecnologia. Confira.

Sustentabilidade, tecnologia e inovação

Esse trinômio do título é algo que vemos com muita frequência nesse universo que eu atuo e foi o que eu pude constatar visitando o stand das empresas SOMOV e Sotreq que estavam juntas no mesmo espaço.

Aumentar a atuação no segmento supermercadista faz parte da estratégia das empresas Somov, especializada na comercialização e manutenção de empilhadeiras das marcas Hyster e Yale, e da Sotreq, organização com 75 anos de mercado e uma das maiores provedoras de soluções produtos e sistemas Cat® no Brasil.

Eu pude conhecer de perto algumas dessas máquinas e falar com um especialista nelas, o Bruno Almeida que é coordenador de produtos da SOMOV. Os equipamentos demonstrados no espaço já são todos elétricos, uma tendência mundial hoje quando se fala de veículos de passeios e agora também nos veículos digamos funcionais.

Assim a tecnologia garante uma operação mais atrativa para o empresário que precisa dessa máquina, menos poluente e em alguma instância isso garante melhor qualidade de vida para as pessoas e lucratividade para os empresários. Quer um exemplo? O Bruno me deu um ao mostrar um dos equipamentos:

“Essa essa empilhadeira é menor e portanto garante um espaço de curva também menor e com isso é possível colocar mais colunas de paletes. Ou seja, no mesmo espaço de estoque dá pra colocar mais produtos”, explicou Almeida.

Há tecnologia também para quem opera as máquinas, como preocupação com ergonomia e botões de emergência que quando acionados cancelam tudo. Os controles próximos das mãos garantem uma operação mais simples e segura do equipamento.

A tecnologia aqui garante um consumo energético mais eficiente e sustentável, maior possibilidade de estoque no mesmo espaço e mais qualidade, segurança e conforto para quem opera as máquinas.

Mas será que o mercado está enxergando de fato benefícios nessa atualização de equipamentos? “O nosso cliente está começando a visualizar isso e vendo o baixo custo. Há três anos tínhamos um mercado de 60% de combustão e hoje esse cenário está já com 60% de máquinas elétricas”, finaliza Bruno.

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Comida congelada em nitrogênio e servida “fresquinha” na sua mesa

A comida passa por um processo de cozimento lento dentro de um saco plástico  e são congelados com espiral de nitrogênio, o que garante um resultado ao descongelar igual a de comida feita na hora. São cerca de 100 receitas assinadas pelo chef francês François Christian Pierre Mallard.

O empresário Alexandre Flit – o nome por trás da Brasil Gourmet – veio adivinhe, do setor de tecnologia. Tendo atuado no Peixe Urbano e ClickOn agora se dedica a mostrar como modernos processos de cozimento e congelamento podem proporcionar outra experiência para os consumidores. “Sabe aquela água que sobra do descongelamento ou aparência ruim? Não temos isso nesse processo”, explica Alexandre. E olha lá eu anotando tudo pra não esquecer de contar nada para você querido leitor:

E eu pude provar 5 pratos recém descongelados e de fato estavam todos maravilhosos e se me dissessem que tinham sido preparados na hora eu acreditaria. Com destaque para uma costela que desfiava na boca. O Alexandre teve até dificuldades para me contar qual prato foi o mais difícil de produzir, mas me revelou que o pescado em geral é algo que realmente surpreende na opinião dele.

Já pensou você chegar numa loja de conveniência e descongelar no microondas um prato assinado por um chef francês? Em breve a tecnologia pode proporcionar isso para você.

Degustação feita, foi hora de continuar minha saga por mais tecnologia na APAS SHOW 2017.

 

A tecnologia que gerencia a cadeia de venda

Uma das minhas surpresas ao cobrir a APAS 2017 foi encontrar vários apaixonados por tecnologia como eu. E por conta disso quase não teve fim meu papo com o Marcos Rocha, responsável pela gestão comercial da empresa Queijos Regina.  Enquanto pude experimentar um pouco de cada produto da marca nós conversamos como a empresa tem usado Big Data para coleta de dados nos Pontos de Venda.

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Hoje a empresa consegue fazer a até a gestão do estoque do cliente em tempo real, permitindo que o giro do estoque seja mais eficiente. Com poucos dados coletados pela equipe de venda na rua um sistema nas nuvens vai abastecendo um banco de dados que analisa desde riscos de créditos até uma velocidade de reposição maior ou menor. É a equipe de vendas 100% conectada e online.

“Com uma gestão mais eficiente do estoque nossos clientes conseguem ter uma maior rentabilidade por ciclos de venda e reposição. Eu vivi o tempo de se mandar pedidos por talão e depois por fax: avançamos muito”, definiu Rocha.

Amante de tecnologia foi ele mesmo quem desenhou toda especificação técnica dos softwares e hardwares usados na implantação do sistema criado especialmente para as necessidades da empresa e não esconde o brilho no olhar ao falar dos ganhos da ferramenta. Como eu disse ali em cima era um papo que renderia horas.

Na Queijos Regina a tecnologia garante uma gestão mais eficiente da cadeia o que permite lucro maior aos varejistas e preços mais competitivos ao consumidor.

Continue acompanhando nosso passeio pelo mundo da tecnologia e inovação na APAS Show 2017 na segunda parte deste texto

foto do destaque: divulgação APAS 2017