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O criador de conteúdo para internet precisa aprender a se valorizar

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Foi mais ou menos esse o tema da minha fala no primeiro evento Vale influenciadores realizado na FAAP de São José dos Campos. Cerca de cem pessoas participaram do encontro que discutiu o novo cenário das pessoas que criam conteúdo para internet e eventualmente geram intenção de compra seja ela espontânea ou paga.

E na mesa principal estavam os criadores de conteúdo do Vale Henrique Silva, Gabriel Lucas, Nicole Oliveira e este que vos fala nesse momento.

Foi muito bacana ver que eu estava falando com a terceira geração de criadores do Vale. Lembro de quando a unidade da Heineken de Jacareí era legal e se relacionava com a comunidade (hoje viraram uma unidade fabril fechada – não confunda com a empresa descolada que você vê nos comerciais) realizamos lá o primeiro #radarvale que era um encontro de blogueiros – se eu não me engano em 2008 – do Vale.

Tivemos outros movimentos como o Youtubeer e o Creators do Vale (o que seria a segunda geração) e agora essa moçadinha que eu conheci no Vale influenciadores.

Durante a minha fala reforcei a importância do profissionalismo, ética e o cuidado com as marcas anunciantes. Uma empresa só investe num influenciador digital porque ela espera algum retorno desse investimento.

Falei da importância de lembrarmos que não são os números que nos definem e sim os valores e crenças de cada um e alertei para o risco do que é pra ser legal se tornar algo chato e frustrante.

Não são números que definem uma pessoa. Qualquer pessoa.

Seleção natural

Acredito que nesse mercado conturbado onde as coisas estão mudando muito rápido e o caminho das verbas publicitárias tende a migrar cada vez mais, sobreviverá quem estiver pronto para os novos desafios. E a profissionalização passa sem dúvidas por esse caminho. Na minha opinião cada vez mais os aproveitadores, picaretas e oportunistas darão lugar a quem faz um trabalho ético e focado em resultados.

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E claro não poderia deixar de falar sobre a remuneração do creator profissional que não vive do ar, mas tem contas pra pagar e que não adianta a marca achar que fazendo tudo de graça ou na parceria vai ter resultado sempre. Criadores profissionais tem custos com contadores, agentes, assessores, publicidade e isso demanda investimentos. É um ciclo saudável onde todos ganham.

A marca paga o influenciador que por sua vez investe no seu trabalho profissional

Ao ser profissional o influenciador consegue dar mais resultado para a marca que consegue ganhar mais dinheiro

Agora num caminho inverso

A marca não remunera o influenciador e esse por sua vez faz como dá já que não dispões de muitos recursos

Ao fazer assim ele não consegue dar o retorno esperado para a marca que por sua vez não recupera o valor investido

No final das contas esse cenário só será saudável, competitivo e bom para todos os lados se for criado um ecossistema saudável e que gere valor para todos da cadeia. E também muito cuidado ao se afirmar coisas. Ainda é tudo bem novo e carece de olhares mais críticos e analíticos e menos de conversas acaloradas de Facebook.

Agradecimentos

Quero agradecer aos organizadores do evento Letícia e Gabu não só pelo convite para participar do evento e toda gentileza com o meu trabalho. Dá gosto ver jovens se preocupando com um mercado tão desafiante e isso pra mim foi o mais bacana de ver.

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