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Funcionários da Ford testam exoesqueletos na linha de produção

Called EksoVest, the wearable technology elevates and supports a worker’s arms while performing overhead tasks.
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A Ford está testanto uma nova tecnologia para reduzir a fadiga e a possibilidade de lesões dos operadores da linha de montagem: um exoesqueleto de vestir em forma de colete, como mostra este vídeo. A ferramenta, chamada EksoVest, foi desenvolvida pela Ford em parceria com a empresa Ekso Bionics, da Califórnia.

 

Realizar tarefas acima da cabeça de vez em quando, como colocar pratos numa prateleira ou trocar uma lâmpada, pode não ser difícil. Mas quando isso é repetido 4.600 vezes por dia, ou cerca de 1 milhão de vezes por ano, a chance de fadiga e lesões corporais aumenta significativamente. Esse é o número aproximado de vezes que alguns trabalhadores das linhas de montagem da Ford levantam os braços em determinados postos.

O EksoVest suporta o peso dos braços do trabalhador enquanto ele executa tarefas acima da cabeça. Ele se adapta a pessoas de 1,50 metro até 1,95 metro de altura e suas molas podem ser ajustadas para oferecer uma assistência de 2,26 kg a 6,80 kg por braço. Por ser leve e não volumoso, é confortável e permite liberdade de movimentos.

“O meu trabalho envolve montar peças acima da cabeça. Por isso, quando chego em casa minhas costas, pescoço e ombros costumam doer”, diz Paul Collins, operador na fábrica da Ford em Michigan, EUA. “Desde que comecei a usar o colete, a situação melhorou e tenho mais energia para brincar com meus netos quando chego em casa.”

Ferramenta de vestir

Projetado e construído para ambientes reais de trabalho, como fábricas, canteiros de obras e centros de distribuição, o colete reduz o estresse de tarefas repetitivas e de longa duração que podem prejudicar o corpo com o tempo.

“Trabalhar em parceria com a Ford nos permitiu testar e aprimorar protótipos iniciais do EksoVest, usando dados coletados diretamente dos seus operadores da linha de montagem”, diz Russ Angold, co-fundador e diretor de tecnologia da Ekso Bionics. “O resultado é uma ferramenta de vestir que reduz a tensão e a possibilidade de lesões no corpo do trabalhador, ajudando-o a se sentir melhor no final do dia, com mais ânimo e produtividade.”

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Com apoio do UAW, sindicato dos trabalhadores da indústria automotiva norte-americana, e da Ford, o EksoVest está sendo testado em duas fábricas dos EUA. E há planos para a ampliação do teste em outras regiões, incluindo a Europa e a América do Sul.

“A saúde e segurança dos trabalhadores sempre foi nossa maior prioridade”, diz Jimmy Settles, vice-presidente do UAW-Ford. “Com a comprovação do sucesso nos testes, esperamos que essa tecnologia seja expandida para outras fábricas.”

Segurança e produtividade

O EksoVest é o exemplo mais recente das tecnologias avançadas que a Ford está usando para reduzir o esforço físico dos trabalhadores no processo de montagem dos veículos. Com isso, o número de incidentes com afastamento ou restrição de trabalho em suas fábricas vem caindo significativamente na última década.

“Nosso objetivo sempre foi manter um ambiente de trabalho seguro e produtivo para nossos trabalhadores em todo o mundo”, diz Bruce Hettle, vice-presidente de Manufatura e Relações Trabalhistas da Ford. “O investimento em pesquisas de ergonomia, melhorias na montagem e tecnologias de assistência aos operadores nos ajudou a projetar linhas de montagem eficientes e seguras, mantendo a alta qualidade dos veículos.”

Fundada em 2005, a Ekso Bionics é líder no desenvolvimento de exoesqueletos e robôs de vestir que ampliam a força, resistência e mobilidade humana para aplicações médicas, industriais e militares.

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