Empresários esperam melhorar as vendas no Carnaval de BH

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Um grande evento representa também uma ótima oportunidade de crescimento para o empresariado. Com a consolidação do Carnaval na capital mineira, o número de turistas que chegam à cidade para a folia, somado à quantidade de belo-horizontinos que permanecem para aproveitar o período, aumenta a cada ano. De acordo com balanço da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), em 2016, 2 milhões de pessoas curtiram a festa. No ano seguinte, foram 3 milhões, sendo 129 mil turistas. Para 2018, a previsão é de que 3,6 milhões de foliões estejam presentes para o festejo de Momo, sendo 154 mil de fora da cidade. Diante desse cenário, 55,5% dos empresários esperam melhorar suas vendas na festa de Momo, em comparação a 2017, conforme mostra levantamento realizado pela área de Estudos Econômicos e o setor de Negócios Turísticos da Fecomércio MG.

Se, no ano passado, 73,8% dos empresários acreditavam que o período seria positivo para o setor do comércio, em 2018, esse percentual subiu para 80,2%. A melhora nos números está atrelada à perspectiva de maior presença de turistas na cidade (conforme 54,4% das empresas avaliadas), seguido pela expectativa de maior movimento, apontado por 29,4% dos entrevistados.

De acordo com a analista de Turismo da Fecomércio MG, Milena Soares, o Carnaval se tornou uma data para as empresas do comércio de bens, serviços e turismo da capital investirem pensando no viés turístico. “Os empresários têm que aproveitar o fluxo de turistas para fidelizar esse nicho de cliente. As ações devem promover uma experiência positiva, como um bom atendimento e prestação de serviço, pois essa experiência será determinante para que o visitante retorne à cidade nos anos seguintes e indique a capital mineira para seus amigos e parentes”, destaca.

O levantamento ouviu empresas das regiões Leste, Oeste e Centro-Sul, totalizando 17 bairros onde está concentrada a maior quantidade de blocos que desfilam durante a festividade, além de eventos que antecedem o Carnaval. Foram avaliados os segmentos de departamento, vestuário, calçados, produtos farmacêuticos (cosméticos e perfumaria) e gêneros alimentícios.

Entre as empresas que irão funcionar durante os quatro dias de Carnaval (66%), 28,6% vão investir na comercialização de itens sazonais. “O Carnaval é considerado pelos empresários um período de grandes oportunidades de vendas. Para isso, o varejo passou a comercializar itens que normalmente não são vendidos no decorrer do ano, como kits e promoções pontuais. Outra ação identificada é o investimento na visibilidade da loja”, destaca a analista de Pesquisa da Federação, Elisa Castro.

Ela explica que, com a consolidação da data na capital mineira, a confiança do empresário aumentou. Por muitos anos, esse foi um período que não trazia impacto para o varejo, já que os consumidores locais viajavam. “A partir de 2014, a população passou a ficar na cidade, muito por conta da crise econômica. Esse cenário ajudou a consolidar a festa em Belo Horizonte. Nos anos seguintes, o Carnaval passou a fazer com que os belo-horizontinos, mesmo com condições de visitar outras cidades, optassem por permanecer na capital”, completa.

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