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A colheita nem tão feliz de dados do Facebook

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Após romper lanços com os veículos de comunicação era de se esperar que esses então rompessem mesmo os laços. Acredite essas coisas nunca são só meras coincidências.

Vem daí que no último final de semana o jornal New York Times veio com uma reportagem bombástica assinada pelos jornalistas  MATTHEW ROSENBERG, NICHOLAS CONFESSORE e CAROLE CADWALLADR. explicando basicamente como pesquisadores ingleses da Universidade de Cambridge conseguiram coletar dados de usuários e através de uma metodologia própria dar informações únicas a candidatos a cargos políticos, como por exemplo, Donald Trump. De acordo com a empresa eles conseguem falar sobre as pessoas mais do que “their parents or romantic partners” (seus pais e parceiros). A reportagem em inglês na íntegra você confere neste link.

Como funciona

A empresa de consultoria criou um app de pesquisas com algumas perguntas, dessas pesquisas que todo mundo faz todo dia no Facebook para brincar. Só que ao instalar o usuário concordava não só em capturar seus dados mas os dados dos seus amigos. Veja no original em inglês publicado pelo jornal:

The data was obtained in 2014, when Cambridge Analytica, through an outside researcher, paid users small sums to take a personality quiz and download an app, which would scrape some private information from their profiles and from those of their friends — activity that Facebook permitted at the time. The approach was based on a technique pioneered at Cambridge University by data scientists who claimed it could reveal more about a person than even their parents or romantic partners knew.

Trata-se de uma colheita de dados nada feliz para usuários que permitiram o acesso do aplicativo mas também para os amigos que nem sabia que estavam com seus dados vazados. Em outra reportagem também do NYT o Facebook afirmou que não trata-se de uma violação de dados, uma vez que as pessoas autorizam o app a minerar os dados da sua conta.

Mas porque isso pode ser ruim?

Vou usar um exemplo bem extremos só para exemplificar. Imagine que a equipe de marketing de um candidato político à presidência da república tivesse super poderes e pudesse ler a sua mente. E então com a informação de tudo que ele sabe sobre você criasse uma linha de campanha política que falasse exatamente tudo que você gostaria de ouvir. E então você pensaria “nossa esse candidato me representa”. Sim pode se considerar ser um jeito de manipular sua opinião.

É fato que profissionais de marketing sempre fizeram algo parecido com isso, mas normalmente com dados públicos ou coletados de forma consciente ou ainda de forma coletiva. Pode parecer algo banal mas é um mercado que movimenta milhões de dólares e pretende oferecer a melhor opção para você no melhor momento.

Mas até que ponto você leitor está disposto a abrir dos seus gostos e preferências para as marcas. Se você não se importa, ok, se você se importa ok também. Mas é preciso que essa relação seja o mais transparente possível e é esse tipo de crítica que o Facebook deve enfrentar nos próximos dias.

O Sistema contra-ataca?

Mas há algo por trás dessa nova polêmica do Facebook um pouco maior.

A empresa ficou com uma hegemonia muito grande o que poderia mexer com os princípios básicos do capitalismo.

É por isso que existem os órgãos de regulação : para evitar que uma empresa quebre, digamos, o equilíbrio do capitalismo do livre mercado.

Mas esse equilíbrio pode vir também do próprio mercado que contra ataca quem está mexendo com isso. Como anticorpos que tentam lidar com um ser estranho. Eu acho que é o que vemos agora.

É fato que o Google também tinha isso mas ele nunca mexeu com o humor e consumo de informação das pessoas – pelo contrário- sempre buscou um algoritmo autêntico de autoridade de dados e que sempre que era manipulado ele corrigia.

A pergunta que se faz agora é: a hegemonia do Facebook é saudável para as bases do livre do mercado? E principalmente como o mercado vai se autorregular?

Uma olhada nas ações do Facebook hoje mostram que a semana não será nada fácil para a empresa:

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