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ESPECIAL BLOGS: como cobrar pelos serviços?

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Se em nenhum dos posts anteriores desse especial sobre blogs ( “ainda compensa criar um blog?”, “ainda vale a pena anunciar em blogs“, ” ainda dá pra ganhar dinheiro com blogs“) tivemos respostas fáceis, não é nesse que vamos ter.

Eu já até gravei um vídeo sobre isso no Youtube. A lógica pode valer também para blogs.

Caso você não queira ver o vídeo a lógica por trás disso é você ver quanto você quer ganhar por mês e divide por quantas horas você quer trabalhar e então calcula quanto custa o seu trabalho baseado em horas.

Também não dá para você saber quanto quer cobrar se você não sabe os seus custos. Computador, energia, elétrica, internet. Você tem esses gastos na ponta do papel? Sabe quanto seu projeto editorial custa?

Para te ajudar eu fiz uma planilha abaixo que é um empurrãozinho para você começar a entender a precificação. Mas ela não é perfeita porque dar preço em algo não é tão simples quanto parece. Vou explicar mais sobre isso a seguir. E no final do texto dou dicas extras sobre a planilha.

 

 


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Ao clicar nesse link a planilha vai baixar no seu navegador e deve aparecer em Downloads (no Chrome basta dar CTRL+J)

(problemas para baixar? Me manda um direct com o seu e-mail)


 

 

Sem fórmulas mágicas

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Como sempre já aviso que não há uma fórmula mágica e tenha em mente o seguinte, o trabalho é seu e você cobra o quanto quiser. Se o mercado vai pagar são outros quinhentos. Então de uma maneira geral preço neste tipo de serviço é a relação de quanto você quer cobrar x quanto o mercado está disposto a pagar. Só que nem sempre essa relação vai ser fácil de descobrir.

O trabalho é seu e você cobra o quanto quiser

Mas a minha primeira dica é não queira descobrir quanto você quer cobrar, mas qual valor (no sentido de dinheiro e no sentido de valor percebido) você oferece aos anunciantes. Se você cobra R$ 300,00 por um anúncio o anunciante quer um benefício com isso certo? Se ele investir R$ 300,00 no meu blog ele vai ter esse dinheiro de volta de alguma forma? Meus leitores estarão atraídos por aquele produto a ponto de falar sobre ele, compartilhar sobre ele ou gerar diálogos sobre ele?

A discussão principal não é quanto você cobra, mas o quanto você oferece.

Pense no contrário um anunciante investe R$ 1.000,00 em você e gera vendas extras que lhe dão R$ 2.000,00 de lucro inesperado, opa temos aí um bom negócio. É claro que nem sempre o anunciante vai pensar só em vendas diretas. Ele pode também querer deixar a marca mais conhecida, fazer com que mais pessoas falem sobre a marca ou que conheçam uma determinada peculiaridade de um produto.

É normal me perguntarem também quanto os blogueiros cobram em média e isso dependente imensamente. Não há uma média nem tabela. De uma maneira geral os anunciantes vão analisar (ou deveriam) os seguintes eixos:

  • Número de páginas visitadas
  • Nicho
  • Engajamento dos leitores nos canais sociais
  • Posição ou tipo de anúncio
  • Tempo de exposição
  • Volume de tráfego gerado em ações
  • Marcas anteriores que já anunciaram com você
  • Sua atitude, personalidade e comportamento
  • Valor artístico/criativo

Não adianta você ter 1 zilhão de leitores que não interagem em nada, assim como pra uma joalheria de jóias muito caras não interessa falar com um milhão de pessoas. Não adianta você colocar o anúncio no final do blog onde ninguém vai ver ou postar um publieditorial e sumir com ele da home assim que puder. E não adianta você receber pagamento para falar de uma marca popular se você só cultua marcas de luxo.

Mas então vamos recapitular para não ter mais erro nem dúvida?

Preço é a relação de quanto você cobra x quanto o mercado está disposto a pagar. Ele precisa cobrir seus custos de produção mais o quanto você gostaria de ganhar todo mês para ter segurança e comprar as coisas que gostaria (e se alimentar, se vestir etc… ).

Não é uma ciência exata. E você vai errar no começo. Toda empresa erra. Tem cliente que vai achar caro, tem gente que vai achar muito barato. Tem a concorrência nem sempre leal. Tudo isso impacta no preço de todas as coisas de um mercado e vai impactar no seu negócio também.

Ainda há sim muita insegurança em cobrar

Por conta do conteúdo que eu escrevo e dos eventos que eu organizo eu falo com muitos jovens criadores de conteúdo de diversas plataformas e o que eu vejo é que além das dúvidas técnicas há sim muita insegurança. Vejo nas perguntas:

  • Ah mas se eu cobrar muito barato a marca estará me usando?
  • Se eu cobrar muito caro não vou fechar?
  • Seu eu cobrar a marca vai me excluir?
  • Tem gente que faz de graça e eu não vou conseguir fechar?

E eu infelizmente não tenho respostas para essas perguntas, porque essas respostas não existem. Não fechar negócios por preço errado faz parte do jogo e você vai ajustando –  e – acredite em mim: chega uma hora que funciona.

E não adianta comparar o seu trabalho com o do outro. Cada um é cada um e se você ganha o justo para o seu trabalho, cobre o justo.

Valorize seu trabalho, senão você está pagando para trabalhar para os outros e isso não faz o menor sentido.

O não você já tem então vai lá e manda seu preço. Tem gente que faz de graça? Opa aos montes. Eu mesmo todo mês perco jobs pra quem faz assim. Mas não é o Armindo do Blog do ArmindoPode ser outro menor, pior, melhor mas não sou eu. Se a empresa quer você tem um motivo aí.

E não menos importante é: se você não tem segurança para cobrar, por que alguém deveria ter segurança em lhe pagar?

Dicas para preencher a planilha

Primeiro volte lá em cima no texto e baixe a planilha. Baixou? Então vamos continuar.

Bom acho que já deixei claro que ela não é uma planilha perfeita, mas uma tentativa de ajudar você. Eu deixei ela toda aberta para que você possa modificar de acordo com o seu caso. Se você não está familiarizado com o uso do Excel, basta preencher os espaços amarelos e nunca apagar ou digitar por cima dos laranjas. Caso você apague por engano bem embaixo na tela tem uma “cópia de segurança”.

No campo 1 tente colocar um faturamento mensal plausível. Você quer ganhar R$ 40 mil por mês, ok isso é legal. Mas será que é uma meta de fato que possa ser atingida? Então você pode começar com R$ 5 mil e quando chegar nesse valor você dobra a meta.

No campo 2 veja se você quer trabalhar 8, 6 ou 4 horas por dia. As vezes você trabalha e estuda e só pode dedicar uma hora por dia, coloque ali. Já no campo 3 se você quer trabalhar de segunda à sexta o valor é de 5 dias por semana, se vai incluir sábado então são 6. Lembre de uma coisa: quanto mais horas você investe no seu projeto, mais rápido vem seu retorno. Mas também não adianta largar emprego e tudo para se dedicar a um projeto que pode demorar um pouco pra virar algo rentável.

Dos campos 5 ao 8 você deve colocar seus gastos. Vale a pena você editar para sua realidade. Eu, por exemplo, gasto muito com combustível, gasolina e pedágio. Talvez você gaste com maquiagem, roupa, cola, suplementos. É importante listar mesmo tudo aqui. Até aquele almoço com um parceiro de negócios, um café na esquina ou qualquer outro custo que envolva o blog (separe sempre os custos da sua casa, com os do blog). Gasto de internet não esqueça de colocar o wifi da sua casa e também o 4G do celular. Aqui é muito difícil ser preciso, então vale a pena fazer uma estimativa, mas certinho é sempre difícil (mas é algo que você deve persistir).

O campo 13 funciona da seguinte forma. Imagine que um cliente ligou para você e pediu para publicar uma foto no seu instagram ou que você crie um texto sobre um determinado produto para o seu blog. Quantas horas no total você vai levar para fazer isso? Leve em conta as ligações, e-mails, reuniões, aprovações, mudanças no texto. Talvez você pense que “só leva uns minutinhos para fazer”, mas se você botar no papel vai bem mais, vai por mim. Então coloque esse valor aqui.

O campo 15 corrige uma imperfeição desse método todo: ele não leva em conta sua arte, seu talento, sua experiência, sua autoridade. Isso é a coisa mais difícil do mundo de precificar, então aqui você pode colocar um percentual que eu chamei de “Valor Arte”. Você pode colocar  100%, 300%, 20%. E aí depende de vários fatores, como os que citei há pouco ou ainda se você tem milhões de assinantes ou um engajamento altíssimo. É a parte mais subjetiva da planilha e um jeito que eu criei para que você possa adicionar esse fator arte. Se você paga imposto adicione aqui também o valor que paga.

E no campo 16 sai o valor que você deve cobrar do cliente. Ele pode achar muito barato, muito caro ou fechar com você. E então é só você ir melhorando a planilha até chegar no seu número mágico.

Acredite em mim – e estou de propósito sendo bem repetitivo nisso – eu sei que não é um método perfeito e a planilha tecnicamente deixe de levar em conta alguns fatores (como preço de concorrência, custos fixos e variáveis) mas ela foi feita para quem não tem nem por onde começar. É um marco zero para você começar a ter o seu primeiro preço, e uma contribuição na maior boa vontade minha. Como eu disse ela está totalmente aberta para ser melhorada, modificada, e até distribuída novamente.

Se você não gostou do método, abaixo segue uma outra alternativa que tem uma abordagem totalmente da que eu dei aqui. Afinal de contas, como eu também já disse, há várias formas de cálculo de preço e todas são válidas desde que sejam metodológicas e não façam você perder dinheiro ou trabalhar de graça para os outros.

 Dica Bônus

Se nada acima fez sentido para você, tenho aqui uma outra alternativa. Mais complicada, mas igualmente viável.

Faça um inventário de espaços publicitários em seu blog. Vamos supor que você tenha 3 espaços para banners e gostaria de publicar no máximo 7 publieditoriais por mês e gostaria de ganhar R$ 5.000,00. Então você faz a fórmula de ganho mensal/dividido por total do inventário x o peso do anúncio. Sendo que peso do anúncio é uma proporção que você pode aplicar para anúncios com mais exibição que outros: um banner no topo do site tem peso maior que um na lateral.

Então no nosso exemplo ficaria

(R$ 5.000,oo /10 (3 banners+7 publis)= R$ 500,00

E aí eu posso, por exemplo, cobrar 700,00 por um banner no topo, 500,00 por um banner na lateral e 300,oo num banner inferior.

E se nada disse adiantou, confie no seu feeling. Na real, só você mesmo e mais ninguém para dizer quanto você deve cobrar. Mas por favor? Um pedido meu? Nunca deixe de se valorizar. Ninguém vai fazer isso por você melhor que você.

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