7ª MOSTRA DE CINEMA DE GOSTOSO DIVULGA PROGRAMAÇÃO COMPLETA

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Uma das salas de cinema mais especiais do calendário de festivais brasileiro, a Mostra de Cinema de Gostoso exibe anualmente filmes a céu aberto na paradisíaca Praia do Maceió, em São Miguel do Gostoso (RN). Este ano, a 7ª Mostra de Cinema de Gostoso será realizada de 10 a 14 de março, porém em formato online, sob as condições excepcionais exigidas pela pandemia da Covid-19. Se por um lado nesta edição não será possível contar com a experiência única das exibições ao ar livre, a edição online apresentará uma vasta programação em homenagem ao cinema brasileiro. Serão exibidos 34 filmes que poderão ser acessados através do site www.mostradecinemadegostoso.com.br e estarão hospedados na plataforma de streaming Innsaei.TV https://innsaei.tv/. Toda a programação ficará disponível durante os cinco dias da Mostra.

Com direção geral e curadoria de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, o eixo temático proposto para esta edição irá centrar-se no debate a respeito da memória, em suas diversas facetas, enveredando por temáticas que abordem e valorizem a memória audiovisual brasileira. Esse eixo leva em consideração o estado de crise que se encontram os órgãos de preservação da memória audiovisual brasileira. A Cinemateca Brasileira, maior acervo audiovisual da América do Sul, por exemplo, zela por mais de 250 mil rolos de filmes e, atualmente, passa por uma das maiores dificuldades de sua história.

Além da exibição de filmes brasileiros contemporâneos, realização de masterclasses, laboratório de projetos e vídeos pré-gravados com cineastas, a programação contará com filmes raros de nossa cinematografia, que foram digitalizados recentemente e que são inéditos em plataformas de streaming.

A programação será dividida em:

MOSTRA NACIONAL

Serão exibidos seis longas e dez curtas-metragens brasileiros produzidos em 2020 e 2021. Cada filme será acompanhado de um vídeo com perguntas e respostas com o(a) respectivo(a) diretor(a), a respeito do processo de criação e produção dos filmes e das temáticas abordadas. Filmes selecionados:

Longas-metragens

Açucena – Dir.: Isaac Donato; BA; 2021

Antena da Raça – Dir.: Paloma Rocha e Luis Abramo; SP; 2020

Até o Fim – Dir.: Glenda Nicácio e Ary Rosa; BA; 2020

Cavalo – Dir. Rafhael Barbosa e Werner Salles; AL; 2020

Cidade Correria – Dir.: Juliana Vicente; RJ; 2020

Nũhũ yãg mũ yõg hãm: essa terra é nossa! – Dir.: Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero; MG; 2020

Curtas-metragens

4 Bilhões de Infinitos – Dir.: Marco Antônio Pereira; MG; 2020

A Morte Branca do Feiticeiro Negro – Dir.: Rodrigo Ribeiro; SC; 2020

Casa com Parede – Dir.: Dênia Cruz; RN; 2020

De Vez em Quando eu Ardo – Dir.: Carlos Segundo; MG; 2020

Lora – Dir.: Mari Moraga; SP; 2020

Mestre Marciano – Dir.: Igor Ribeiro e Rubens dos Anjos; RN; 2021

Ser Feliz no Vão – Dir.: Lucas Rossi; RJ; 2020

Trindade – Dir.: Rodrigo Meireles; MG; 2020

Urubá – Dir.: Rodrigo Sena; RN; 2020

Vai Melhorar – Dir.: Bruno Fiuza; RN; 2020

MOSTRA ACERVO

Cada um(a) dos(as) seis diretores(as) dos longas-metragens da Mostra Nacional indicou uma obra brasileira, que inspirou sua formação enquanto realizador(a). Os(as) diretores(as) gravaram um vídeo falando sobre o motivo da escolha, que será veiculado antes do início de cada filme da Mostra Acervo. Além das obras escolhidas pelos(as) realizadores(as), será exibido Cinemateca Brasileira (1993), documentário dirigido pelo cineasta paulista Ozualdo Candeias, que acompanha o início da transferência da Cinemateca Brasileira para a sede atual.

Vidas Secas – Dir.: Nelson Pereira dos Santos; 1963. Escolhido Isaac Donato.

Copacabana Mon Amour – Dir.: Rogério Sganzerla; 1970. Escolhido por Ary Rosa e Glenda Nicácio.

São Bernardo – Dir.: Leon Hirszman; 1972. Escolhido por Rafhael Barbosa e Werner Salles.

Claro – Dir.: Glauber Rocha; 1975. Escolhido por Paloma Rocha.

Bicho de Sete Cabeças – Dir.: Laís Bodanzky; 2000. Escolhido por Juliana Vicente.

Martírio – Dir.: Vincent Carelli; 2016. Escolhido por Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero.

Cinemateca Brasileira – Dir.: Ozualdo Candeias; 1993

SESSÃO XANADU

Serão exibidos dois longas-metragens produzidos pela Xanadu Produções Cinematográficas, filmes raros da história do cinema brasileiro, inéditos em plataformas de streaming.

A Xanadu foi fundada em um parceria entre João Callegaro, Carlos Reichenbach e Antonio Lima. Ainda muito jovens e iniciando suas carreiras, os três cinéfilos decidiram produzir um filme em episódios de teor altamente comercial, de modo que o retorno de bilheteria pudesse viabilizar seus filmes seguintes. Nasce As Libertinas (1968), obra de baixíssimo custo que explorava uma temática capaz de atingir diretamente o grande público. O filme foi distribuído para todo o Brasil pela Cinematográfica Franco Brasileira, de propriedade dos Irmãos Valancy, apresentados aos sócios da Xanadu pelo produtor Renato Grecchi. Foi um enorme sucesso popular, permanecendo 50 semanas em cartaz em São Paulo, nos Cine Coral e Normandie.

Após o lançamento de As Libertinas, Reichenbach inicia uma aproximação com a região da Rua do Triumpho, no centro de São Paulo, onde começava a se aglutinar um pessoal interessado em cinema que depois originaria o polo produtor conhecido como Boca do Lixo. Ainda na euforia do início da Boca, o longa-metragem Audácia (1970), também produzido pela Xanadu, mas sem a presença de João Callegaro, dá continuidade com o projeto anterior. Este, porém, não obteve o mesmo sucesso que seu antecessor.

Será disponibilizado um depoimento em vídeo inédito com o cineasta João Callegaro.

Filmes a serem exibidos:

As Libertinas – Três História de Amor e Sexo| 1968 (Episódio 1 – Alice: dir. Carlos Reichenbach Filho; Episódio 2 – Angélica: dir. Antonio Lima; Episódio 3 – Ana: dir. João Callegaro)

Audácia, a Fúria dos Desejos | 1969 (Prólogo – dir. Carlos Oscar Reichenbach Filho; A Baladíssima dos Trópicos x Os Picaretas – dir: Carlos Oscar Reichenbach Filho; Amor – 69 – dir. Antonio Lima)

SESSÃO CINELIMITE

O CineLimite é uma plataforma online dedicada a fornecer acesso à história do cinema brasileiro nos Estados Unidos. A Sessão CineLimite reúne três filmes que marcaram o turbulento ano de 1968, que terminou com a promulgação do Ato Institucional nº 5: A Vida Provisória, O Bravo Guerreiro e Desesperato. Essas três obras à sombra de Terra em Transe, relacionadas a partir de uma ideia do cineasta Vladimir Carvalho (que apresenta os filmes nesta mostra), sofreram censura devido a suas estéticas revolucionárias e suas narrativas políticas explicitamente críticas. Hoje, esses filmes nos lembram o papel importante que o cinema e as artes podem desempenhar em momentos de turbulência social ou política.

Será disponibilizado um depoimento em vídeo inédito com o cineasta Vladimir Carvalho.

Filmes a serem exibidos:

A Vida Provisória – Dir. Maurício Gomes Leite; 1968

O Bravo Guerreiro – Dir.: Gustavo Dahl; 1968

Desesperato – Dir.: Sérgio Bernardes Filho; 1968

SESSÃO BOI DE PRATA

Será exibido o filme Boi de Prata (dir.: Carlos Augusto da Costa Ribeiro Júnior, 1981), um dos primeiros longas-metragens produzidos no estado do Rio Grande do Norte. Boi de Prata é ambientado na zona rural de Caicó, onde Eloy Dantas, filho de família latifundiária da cidade, ao retornar de uma temporada de estudos na Europa, quer implantar uma empresa de mineração.

Unindo forma e conteúdo, o diretor Ribeiro Júnior conseguiu realizar um longa-metragem no pequeno Estado do Rio Grande do Norte no final da década de 1970, usando atores, figurantes e técnicos nordestinos, contribuindo sobremaneira para a formação e o aprimoramento de profissionais da região Nordeste, que iriam seguir carreira no cinema do Brasil e do exterior por muitos anos, como Walter Carvalho, que fez sua estreia como diretor de fotografia em Boi de Prata, do maquiador Amaro Bezerra, da montadora Jussara Queiroz, entre outros.

Boi de Prata foi montado por Severino Dadá e Jussara Queiroz, com trilha e efeitos sonoros realizados por Mirabô Dantas, em 1980. No ano seguinte foi exibido para a população do Rio Grande do Norte em poucas sessões, mas nunca teve uma temporada comercial, como estava previsto no contrato de distribuição da Embrafilme, por razões até hoje não esclarecidas.

A produtora de audiovisual Flávia Assaf (mestra em História pela UFRN) foi a responsável pela localização e digitalização da única cópia em película de “Boi de Prata” de que se tem conhecimento, cedida pela Cinemateca do MAM-RIO.

Será disponibilizado um depoimento em vídeo inédito com o diretor de fotografia Walter Carvalho.

MOSTRA COLETIVO NÓS DO AUDIOVISUAL

Foram selecionados cinco curtas-metragens dentre os dezenove filmes já realizados pelo Coletivo Nós do Audiovisual, formado por jovens de São Miguel do Gostoso que participam de cursos de formação oferecidos desde 2013 pela Mostra de Cinema de Gostoso. Os filmes do Coletivo já foram premiados em diversos festivais de cinema, como o 30º Festival Internacional de Curtas de SP, o 12º Los Angeles Brazilian Film Festival e o 8º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, além de terem sido licenciados para canais de TV como o Canal Brasil e TV Cultura.

Autômato do Tempo – Dir.: Rubens dos Anjos; 2018

Filho de Peixe – Dir.: Igor Ribeiro; 2018

O Contador de Causos – Dir.: Coletivo Nós do Audiovisual; 2013

O Menino e a Caixa Misteriosa – Dir. Leonardo Maximiano e Andrieli Torres; 2015

O Pai da Noite – Dir.: Hugo Ério e Artísio Silva; 2015

MASTERCLASSES

Serão realizadas três masterclasses em formato de vídeo pré-gravado com renomados(as) professores(as) de cinema. Cada masterclass será dividida em oito vídeos com cerca de 10 minutos de duração, cada um com um subtema específico. Estes vídeos serão disponibilizados na plataforma de streaming onde serão exibidos os filmes da Mostra de Cinema de Gostoso e em seguida, ficarão disponíveis no canal do YouTube da Mostra.

Masterclass 1 – Ines Aisengart Menezes

Introdução sobre preservação de patrimônio audiovisual, abarcando os conceitos, as práticas, a história e os desafios da área. Ainda, noções de políticas para a produção do audiovisual e a sua preservação, de gestão do patrimônio cultural em instituições, do arquivamento de dados pessoais e das especificidades da preservação de registros audiovisuais em película, vídeo e digital.

Ines Aisengart Menezes é preservacionista audiovisual. Co-curadora da temática Preservação na CineOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto desde 2017. Trabalhou na Cinemateca Brasileira de 2016 até 2020. Graduada em Cinema (UFF) e mestra em Preservation and Presentation of the Moving Image (Universiteit van Amsterdam).

Masterclass 2 – Ismail Xavier

Masterclass com o autor do livro “Sétima arte, um culto moderno: o idealismo estético e o cinema” (Edições Sesc, 2017). Um clássico da historiografia do cinema mundial no Brasil, o livro aborda a afirmação do cinema como forma de arte e o porquê de sua acolhida pelos modernos como uma linguagem de expressão artística fundamentalmente moderna.

Ismail Xavier é considerado um dos mais importantes teóricos e professores de crítica e história do cinema brasileiro, pesquisador formado em Comunicação Social com habilitação em Cinema pela ECA- USP, fez mestrado e doutorado em Teoria Literária na FFLCH-USP e PhD em Estudos do Cinema pela Universidade de Nova York, é professor na Escola de Comunicações e Artes da USP desde 1971 e autor de diversos livros.

Masterclass 3 – Thiago de André

A masterclass irá traçar um panorama da evolução e história das principais tecnologias de filmagem e exibição cinematográfica, desde o início do cinema até a recente transição para a exibição digital, com ênfase nas questões econômicas que permearam essa evolução.

Thiago de André é professor no Departamento de Cinema, Rádio e Televisão da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, e doutor em Meios e Processos Audiovisuais pela mesma instituição. Atua também como coordenador de produção e pós-produção de filmes e festivais de cinema.

CURSOS DE FORMAÇÃO

Serão realizados dois cursos através de videoconferência para o Coletivo Nós do Audiovisual, dando continuidade ao trabalho de formação técnica e audiovisual que a Mostra de Cinema de Gostoso proporciona à jovens da cidade de São Miguel do Gostoso (RN) e arredores. Serão abertas inscrições limitadas para ouvintes, a serem anunciadas em breve no site e redes sociais da Mostra.

Curso 1 – Criação Audiovisual em Coletivos de Cinema

A partir das experiências do cineasta Pedro Diógenes, que integrou o coletivo de cinema Alumbramento (Fortaleza-CE) entre 2010 e 2016 e de André Santos e Babi Baracho, integrantes do Coletivo Caboré (Natal-RN), será criado um espaço de discussão junto ao Coletivo Nós do Audiovisual de São Miguel do Gostoso, com o objetivo de ampliar o olhar e inspirar os jovens de Gostoso para experiências diversas de realização de cinema.

Pedro Diógenes, nasceu em 1984, se formou na primeira turma da Escola de Audiovisual de Fortaleza em 2008 e integrou o coletivo Alumbramento entre 2010 e 2016. Pedro dirigiu e roteirizou 7 longas-metragens, realizou 10 curtas e trabalhou como técnico de som em mais 60 filmes. Seus longas foram distribuídos nas salas de cinema do Brasil além de terem sido exibidos e premiados em importantes festivais como: Pajeú (Estreou no Fid Marseille e Prêmio de melhor filme Brasileiro no Olhar de Cinema de Curitiba) Inferninho (Estreou no Festival de Rotterdam e foi premiado no Festival do Rio, Janela Internacional, Queer Lisboa, Mostra de Gostoso, entre outros) O Último Trago (Melhor Montagem, Fotografia e atriz coadjuvante no Festival de Brasília), Com Os Punhos Cerrados (Estreou em Locarno e ganhou Melhor filme no Transcinema do Peru, no Cineb do Chile e Santa Maria da Feira em Portugal), No Lugar Errado (Menção especial no Festival LUME), Os Monstros (premiado no BAFICI da Argentina) e Estrada Para Ythaca (vencedor da mostra Aurora em Tiradentes). Pedro dirigiu a série de TV musical Porto Dragão Sessions exibida no canal Music Box. Atualmente Pedro Diógenes faz parte do grupo Marrevolto Filme.

André Santos é sócio fundador e administrador da produtora Caboré Audiovisual. Tem experiência no cinema, na televisão e na publicidade. Trabalha como diretor, roteirista, produtor executivo, assistente de direção e diretor de produção. Na universidade, dirigiu e escreveu os curtas Rastro da Flor, Do Mar e Vida Pouca, que rodaram festivais dentro e fora do Brasil, recebendo prêmios. É diretor das 3 temporadas da websérie SEPTO, pela qual ganhou o prêmio de Melhor Diretor no SP Webfest. Dirigiu e escreveu os curtas Natureza do Homem, Dias Felizes e, recentemente, “Time de Dois”. Assina também os roteiros dos longas-metragens Corpo Clandestino e Meu Sofá, contemplados para desenvolvimento no Prodav 05.

Babi Baracho é sócio fundadora e administradora da Caboré Audiovisual, Bacharel em Cinema e Audiovisual (UnP) e Especialista em Cinema (UFRN). Possui experiência com Coordenação de Projetos, Produção, Produção Executiva e Direção. Escreveu e dirigiu os curtas Janaína Colorida Feito o Céu e Sem retrato e sem bilhete, e codirigiu o curta documental Família Tropa Trupe – O Circo Enquanto Vida” Foi Diretora de Produção de Som do Morro (Canal Futura), No Fim de Tudo (Canal Brasil), Vai Melhorar (Prêmio de Aquisição – Canal Curta), dentre outros. É Produtora Executiva de diversos curtas da Caboré Audiovisual, além da websérie Septo, a qual também exerce a função de Diretora Geral. No eixo formativo, ministrou oficinas de audiovisual no RN, participou de mesas, palestras e júri de festivais.

Curso 2 – Realização de um Festival de Cinema

O curso apresenta um estudo de caso do Festival de Cinema de Vitória, e é dividido em 3 blocos: produção, produção executiva e mobilização. A partir do Festival de Cinema de Vitória, que atualmente encontra-se na 27ª edição, compreende-se o desenvolvimento e aplicação dos processos que envolvem a pré-produção, produção e pós-produção de um projeto. Com duração de 2 horas serão tratados temas como captação de recursos, formatação financeira, curadoria, programação e lançamento. Com metodologia de apresentação do estudo de caso e debate, os três professores irão apresentar as etapas de realização de um Festival de Cinema, a partir da experiência no Espírito Santo.

O curso será ministrado por Fran de Oliveira, produtor, realizador e editor no Festival de Cinema de Vitória há mais de 20 anos. Também atua como orientador em oficinas de animação, além de ser programador e animador audiovisual; Guilherme Rebêlo, produtor cultural. Com 10 anos de experiência, atua em projetos nas áreas de artes, cultura e direito humanos com foco em difusão e formação de público. Atualmente desenvolve projetos no Instituto Brasil de Cultura e Arte, como o Festival de Cinema de Vitória. Dirigiu a produção de filmes como Pássaro Sem Plumas e Zacimba Gaba – Um Tiro no Escuro, ambos com direção de Tati Rabelo e Rod Linhales. No grupo Assédio Coletivo, desenvolveu projetos como Festival Tarde no Bairro, Webséries e Reviravolta Coletiva; e Larissa Delbone, advogada e produtora executiva do Festival de Cinema de Vitória e diretora do Instituto Brasil de Cultura e Arte. Atua em projetos na área da cultura, artes, assistência social e direitos humanos. 

GOSTOSO LAB – 2ª Edição

O Gostoso Lab, realizado em parceria com o BrLab, é um espaço voltado à reflexão e análise de projetos para o desenvolvimento e intercâmbio criativo de ideias e configura-se como um espaço de discussão coletiva, em torno do argumento, da narrativa, da realização, da produção e da distribuição de um longa-metragem. As atividades de consultoria do Gostoso Lab ocorrerão durante a realização da 7ª Mostra de Cinema de Gostoso, em formato online.

Projetos selecionados:

A PONTE – RN

Direção: Aristeu Araújo

Produção: Pedro Fiuza

BOMBA-BATOM – BA

Direção: Marília Cunha

Produção: Marília Cunha e Isaac Donato

CAVALO (w.t.) – PE

Direção: Juliana Lapa e Valentina Homem

Produção: Dora Amorim e Júlia Machado

ENTRE MARÇO E ABRIL – RN

Direção: Davi Revoredo

Produção: Carla Mariane

OLHE PARA MIM – AL

Direção: Rafhael Barbosa

Produção: Felipe Guimarães

PARTISTE – BA

Direção: Ceci Alves

Produção: Ceicça Boaventura

Os participantes terão oportunidade de trabalhar sob orientação e em interlocução com profissionais renomados da indústria audiovisual brasileira, sob tutoria do diretor Ramon Porto Mota, do produtor Ivan Melo, da produtora Nara Aragão e do produtor e diretor do BrLab, Rafael Sampaio, responsável pela coordenação pedagógica. Ao longo dos seis primeiros dias, os representantes dos projetos selecionados participarão de intensas atividades de discussão através de consultorias individuais, sessões coletivas e de uma programação que contará com palestras e encontros com profissionais do audiovisual. No sétimo e último dia, os projetos serão apresentados em formato de pitch virtual para convidados, antes da conclusão do laboratório. As atividades visam apresentar um panorama do cenário brasileiro e internacional da produção audiovisual, e oferecer ferramentas para que os projetos de longa-metragem sejam melhor desenvolvidos e potencializados em seus diferentes aspectos fundamentais como roteiro, direção, produção e distribuição.

PARCERIA COM EDIÇÕES SESC

Durante o período de realização da 7ª Mostra de Cinema de Gostoso (10 a 14 de março), será oferecido a todo o público, um desconto nos livros de cinema na Loja Virtual da Edições SESC. Em breve serão anunciados maiores detalhes no site e redes sociais da Mostra.

A Mostra de Cinema de Gostoso é uma realização da Heco Produções, CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania e Guajirú Produções.

Patrocínio: Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério da Cidadania e Governo Federal.

Apoio: Sebrae RN, BrLab, Edições SESC e Prefeitura do Município de São Miguel do Gostoso.

Ficha técnica:

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Idealizador e Produtor Executivo: Eugenio Puppo

Direção Geral e Curadoria: Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld

Assistente de curadoria: Pedro Junqueira

Curadoria CineLimite: Gustavo Menezes e William Plotnick

Gostoso Lab – Coordenação Geral: Rafael Sampaio

Gostoso Lab – Assistente de produção: Caique Ferreira

Edição de vídeo: André de Menezes e Cédric Fanti

Identidade Visual: Luciana Facchini

Webdesigner e vinhetas: Cédric Fanti

Coordenador de Produção: Matheus Sundfeld

Assistente de produção: Pedro Junqueira

Produtor Local: Ricardo André

Secretária de Produção: Karina Faustino

Revisão de Texto: Alexandre Agabiti

Assessoria Jurídica: Daniela Tourinho

Assessoria de Imprensa Nacional: Flávia Miranda (F&M ProCultura)

Assessoria de Imprensa Regional: Gustavo Farache (G7 Comunicação)

Incentivador: Emanuel Neri

Apoio: Gustavo Tittoto

Sinopse e trailer dos filmes

Longas-metragens

Açucena – Dir.: Isaac Donato; BA; 2021

Todo ano, uma mulher comemora seu aniversário de 7 anos.

Trailer: https://vimeo.com/496902369/59f1fcba72

Antena da Raça – Dir.: Paloma Rocha e Luis Abramo; SP; 2020

Em 1979, enquanto o Brasil vivia o momento conturbado da Lei da Anistia, Glauber Rocha realiza para a TV Tupi o programa “Abertura”, no qual interroga de frente um Brasil contraditório e em ebulição, pleno de utopias mas sempre sob o peso de chagas seculares. Quarenta anos depois, sua filha Paloma e o parceiro Luís Abramo voltam a esse material, recentemente restaurado, e o colocam em fricção com cenas do cinema de Glauber – mas também com imagens do Brasil de 2018: um país ainda conturbado e contraditório, que parece perseguir o rabo de sua própria história.

Até o FIm – Dir.: Glenda Nicácio e Ary Rosa; BA; 2020

Geralda está trabalhando em seu quiosque à beira de uma praia no Recôncavo da Bahia, ela recebe um telefonema do hospital dizendo que seu pai pode morrer a qualquer momento. Ela avisa suas irmãs Rose, Bel e Vilmar. O encontro promovido pela espera da morte se torna um momento de desabafo e reconhecimentos das quatro irmãs que não se reúnem desde a morte da mãe, há 15 anos

Cavalo – Dir. Rafhael Barbosa e Werner Salles; AL; 2020

Envolvidos num processo artístico, sete jovens dançarinos são provocados a um mergulho em suas ancestralidades.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=5eyhzCdf-NY

Cidade Correria – Dir.: Juliana Vicente; RJ; 2020

Cidade Correria é Brasil pulsante e radicalmente coletivo. Por dentro do processo do espetáculo, o encontro do transbordamento das urgências cotidianas, contradições, alegrias, delírios, feridas e potências através da voz e nascimento do Coletivo Bonobando, grupo inspirador que se expande do palco para o mar, do mar para a cidade, da cidade para a tela.

Nũhũ yãg mũ yõg hãm: essa terra é nossa!

 – Dir.: Isael Maxakali, Sueli Maxakali, Carolina Canguçu e Roberto Romero; MG; 2020

Antigamente, os brancos não existiam e nós vivíamos caçando com os nossos espíritos yãmĩyxop. Mas os brancos vieram, derrubaram as matas, secaram os rios e espantaram os bichos para longe. Mas os nossos yãmĩyxop são muito fortes e nos ensinaram as histórias e os cantos dos antigos que andaram por aqui.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=fc0tJmVMmxw&feature=youtu.be

Curtas-Metragens

4 Bilhões de Infinitos – Dir.: Marco Antônio Pereira; MG; 2020

Brasil. 2020. Uma família vive com a energia de casa cortada. Enquanto a mãe trabalha, seus filhos ficam em casa conversando sobre ter esperança.

Trailer: https://youtu.be/Ith_ztTCxEw

A Morte Branca do Feiticeiro Negro – Dir.: Rodrigo Ribeiro; SC; 2020

Memórias do passado escravista brasileiro transbordam em paisagens etéreas e ruídos angustiantes. Através de um poético ensaio visual, uma reflexão sobre silenciamento e invisibilização do povo preto em diáspora, numa jornada íntima e sensorial.

Trailer: https://vimeo.com/399024227

Casa com Parede – Dir.: Dênia Cruz; RN; 2020

Um assentamento urbano em remoção, após um incêndio que destruiu mais de 50% dos barracos. Mulheres, homens e crianças em mudança para tão sonhada moradia. Essa história é revelada de forma lúdica por uma criança de oito anos que viveu com sua mãe numa comunidade entre tábuas e lonas, mas que sonhava morar em uma casa com parede.

Trailer: https://vimeo.com/449542366

De Vez em Quando eu Ardo – Dir.: Carlos Segundo; MG; 2020

Louise é uma fotógrafa que busca a simbiose dos corpos. Seu encontro com Teresa, uma jovem que se oferece para participar da sessão de fotos, cria um abalo, muito maior do que elas podem imaginar.

Trailer: https://vimeo.com/425940264

Lora – Dir.: Mari Moraga; SP; 2020

Na maior cidade do Brasil, Lora nos conduz a ver o centro de São Paulo através de seu olhar. Lora é uma mulher livre e plena de presença, que apresenta outra forma de pensar sobre pessoas em situação de rua.

Trailer: https://vimeo.com/415332259

Mestre Marciano – Dir.: Igor Ribeiro e Rubens dos Anjos; RN; 2021

Em São Miguel do Gostoso, litoral do Rio Grande do Norte, pai e filho relembram tradições do passado que continuam vivas em suas mentes, e que transformaram José Marciano no maior mestre do Boi de Reis da cidade.

Ser Feliz no Vão – Dir.: Lucas Rossi; RJ; 2020

Um ensaio preto sobre trens, praias e ocupação de espaço.

Trailer: https://vimeo.com/448198635

Trindade – Dir.: Rodrigo Meireles; MG; 2020

Trindade ouve os ecos da escravidão desde menina. Agora, é ela quem canta.

Trailer: http://www.vimeo.com/rodrigomeireles/trindadeteaser

Urubá – Dir.: Rodrigo Sena; RN; 2020

O mundo espiritual ao seu redor passa muito mais pelo terceiro olho do que pelos olhos físicos. O invisível aos olhos de Luiz não é invisível à sua sensibilidade espiritual.

Trailer: https://vimeo.com/484539349

Vai Melhorar – Dir.: Bruno Fiuza; RN; 2020

Nos bastidores de uma campanha política para prefeito, a apresentadora Luísa sofre com a difícil convivência entre os colegas de trabalho. É a última semana antes do primeiro turno e Luísa, longe de sua cidade e sua família, descobre um escândalo que pode comprometer toda a eleição. Agora ela precisa decidir não só o seu destino, mas o de uma cidade inteira.

Trailer: https://vimeo.com/384596644

Mostra Acervo

Vidas Secas – Dir.: Nelson Pereira dos Santos; 1963

“Vidas Secas” é o pilar do movimento do Cinema Novo. Inspirado na obra de Graciliano Ramos, é considerado uma obra prima e clássico do Cinema Brasileiro. Ambientado no início da década de 1940, descreve dois anos da vida de um vaqueiro itinerante e sua família, lutando para sobreviver no sertão, seco e devastado, do Nordeste do país.

Copacabana Mon Amour – Dir.: Rogério Sganzerla; 1970

Sônia Silk sonha ser cantora da Rádio Nacional e para sobreviver se entrega a turistas. Seu irmão Vidimar, empregado do Dr. Grilo apaixona-se pelo patrão. A mãe de Sônia e Vidimar acha que ambos estão possuídos pelo demônio. Sônia, que vê espíritos baixarem em seres e objetos estranhos, resolve procurar o pai de Santo Joãozinho da Goméia.

São Bernardo – Dir.: Leon Hirszman; 1972

Paulo Honório, um sertanejo de origem pobre que, em uma empreitada financeira, se torna dono da decadente fazenda de São Bernardo em Viçosa, Alagoas. Determinado a fazer fortuna e ascender socialmente, ele recupera a fazenda, consegue entrar para a economia rural e casa-se com a professora da cidade, Madalena. Os problemas começam quando as diferenças de Paulo e sua esposa se acentuam. Baseado no célebre romance de Graciliano Ramos.

Claro – Dir.: Glauber Rocha; 1975

Transitando entre documentário e ficção, político e pessoal, centro e periferia, Glauber inscreve sua trajetória no fluxo das mudanças que acontecem pelo mundo. Como todo imperador que se preze, Glauber não quer nada menos do que conquistar Roma. Claro é sua vitória.

Bicho de Sete Cabeças – Dir.: Laís Bodanzky; 2000

Como todo adolescente, Neto (Rodrigo Santoro) gosta de desafiar o perigo e comete pequenas rebeldias incompreendidas pelos pais. Mas seus pais (Othon Bastos e Cássia Kiss) levam as experiências de Neto muito a sério e, sentindo que estão perdendo o controle, resolvem trancafiá-lo num hospital psiquiátrico. No manicômio, Neto conhece uma realidade desumana e vive emoções e horrores que ele nunca imaginou que pudessem existir. Inspirado no livro ‘Canto dos Malditos’, de Austregésilo Carrano Bueno.

Martírio – Dir.: Vincent Carelli; 2016

O retorno ao princípio da grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio.

Cinemateca Brasileira – Dir.: Ozualdo Candeias; 1993

Documentário sobre as atividades da Cinemateca Brasileira, acompanha o início da transferência para a sede atual. O filme apresenta uma Cinemateca Brasileira ainda dividida por diferentes locais, assim como já esteve em inúmeros outros, sempre de maneira provisória e em depósitos muito longe do ideal e necessário.

Sessão CineLimite

A Vida Provisória – Dir. Maurício Gomes Leite; 1968

Paulo José interpreta um jornalista mineiro que coloca sua vida em risco ao viajar para Brasília com documentos secretos para serem entregues a um político. Durante a viagem, ele relembra dois amores do passado. Em Brasília, não consegue fazer chegar os documentos a seu destino, sendo oprimido por forças do governo. Em texto de Jairo Ferreira datado de janeiro de 1969, Maurício Gomes Leite é citado: “Espero que A Vida Provisória seja recebido – e entendido – como uma dupla manifestação que envolve o ‘eu’ e o ‘nós’. O que há de pessoal no filme é marcadamente coletivo. E o que há de coletivo é extremamente pessoal”.

O Bravo Guerreiro – Dir.: Gustavo Dahl; 1968

O jovem congressista Miguel Horta (Paulo César Pereio) representa um partido que se opõe diretamente ao governo federal. Ele muda de partido a fim de ser favorecido por aqueles no poder – comprometendo seriamente seus próprios ideais e sua ética no processo. Embora sua esposa reclame das atividades de Miguel, preferindo que ele fique em casa, ele prossegue com suas maquinações políticas. Quando se envolve em negócios sórdidos entre o governo burguês e os sindicatos locais, ele tenta fazer um longo discurso, falando sobre sua própria carreira política.

Desesperato – Dir.: Sérgio Bernardes Filho; 1968

Em meados de 1968 – ano politicamente turbulento -, Antônio, um renomado escritor, volta para casa no Rio após um longo período de viagens pelo Nordeste para trabalhar nos ajustes finais de seu mais recente romance. Antônio se vê dividido entre a ideologia revolucionária do protagonista de seu livro e a resignação do ambiente burguês do qual faz parte. Insatisfeito com a situação nacional, Antônio entra para a luta armada, com graves consequências.

Sessão Xanadu

As Libertinas – Três História de Amor e Sexo| 1968 (Episódio 1 – Alice: dir. Carlos Reichenbach Filho; Episódio 2 – Angélica: dir. Antonio Lima; Episódio 3 – Ana: dir. João Callegaro)

Três episódios sobre casamento, adultério e a busca de uma aventura sexual. No primeiro, Felipe, um escritor medíocre, divide-se entre a esposa Augusta e a jovem Alice. No segundo, Anita descobre que seu marido tem uma amante, Angélica. No terceiro, Marcos induz sua mulher a seduzir Mário, homem dominado pela esposa. Sua ideia é fotografar os dois juntos para chantageá-lo

Audácia, a Fúria dos Desejos | 1969 (Prólogo – dir. Carlos Oscar Reichenbach Filho; A Baladíssima dos Trópicos x Os Picaretas – dir: Carlos Oscar Reichenbach Filho; Amor – 69 – dir. Antonio Lima)

A cineasta Paula Nélson decide conseguir dinheiro para filmar com o namorado rico. Nas filmagens ele se envolve com uma aspirante a atriz, e ela com um amigo ator. A produção é interrompida quando o dinheiro acaba. No dilema de ter que ceder às pressões dos produtores da Boca do Lixo, que querem incluir cenas de sexo, a cineasta, seu assistentre deslumbrado, e uma amiga jornalista atravessam os dias em bebedeiras e perambulações pela cidade.

Sessão Boi de Prata

Boi de Prata” – Dir.: Carlos Augusto da Costa Ribeiro Júnior, 1981

Eloy Dantas, filho de família latifundiária da cidade, ao retornar de uma temporada de estudos na Europa, quer implantar uma empresa de mineração. Um grande veio do mineral – scheelita – passa por dentro das terras de Manoel Vaqueiro, pequeno proprietário que se nega a vendê-las a Eloy.

Mostra Coletivo Nós do Audiovisual

Autômato do Tempo – Dir.: Rubens dos Anjos; 2018

Nas fissuras do que constitui a realidade, vive Renner. Um viajante do tempo que busca montar o quebra cabeça de sua história.

Filho de Peixe – Dir.: Igor Ribeiro; 2018

O filho de um peixe pode ser um peixe e também pode ser o que ele quiser.

O Contador de Causos – Dir.: Coletivo Nós do Audiovisual; 2013

Livre interpretação da história da fundação do município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte.

O Menino e a Caixa Misteriosa – Dir. Leonardo Maximiano e Andrieli Torres; 2015

Luiz certamente passaria a vida inteira brincando na terra quente com seus amigos se não fosse pela chegada de uma caixa misteriosa. A caixa atrai a atenção de todos e agora a vizinhança está em apuros.

O Pai da Noite – Dir.: Hugo Ério e Artísio Silva; 2015

Quatro adolescentes se perdem na mata, liderados por um feiticeiro picareta que evoca um espectro maligno visando antever o resultado do jogo do bicho.

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