A celebração da cultura do creator no YoupixCon 2018

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Rolou na última semana de setembro em São Paulo o YoupixCon, evento criado pelo Youpix para reunir a comunidade de creators.
Se você não conhece o termo ele se refere basicamente a quem cria conteúdo para internet e muita gente confunde o termo com “influenciador digital”. É que nem sempre quem cria conteúdo influencia uma comunidade. Basicamente é isso, mas é muito mais e já já eu explico.

O evento foi uma espécie de evolução e amadurecimento do Festival Youpix (evento onde a galera que curtia a internet se encontrava), mas ele manteve o mesmo espírito do tudo-junto-ao-mesmo-tempo somado ao tudo-junto-misturado. São várias salas, com várias palestras, todas lotadas e você vai ali navegando pelas atividades como faria com o seu navegador de internet. E sempre causa uma sensação de que se você está curtindo muito aquele conteúdo acabou abrindo mão de outros vários legais. Mas não é ruim. É como levar um disco-rígido para um lugar em que você tem um tempo limitado para baixar conteúdo animal e então você vai ali e se planeja para escolher o melhor do melhor para você. É muito louco pensar que o YoupixCon de alguma forma consegue ser a internet de forma física. Louco né?
É também um evento onde os creators não são só celebridades, mas estão ali participando, interagindo com a comunidade. E a vibe é muito boa.

Cenário dos Creators

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Quando eu tava indo para São Paulo para participar do evento, coincidentemente (ou não), a querida Viviane Vilela do Ecommerce Brasil compartilhou comigo esse valioso artigo do The Verge, falando sobre como o Youtube estaria estressando os creators a ponto de muitos estarem tendo um esgotamento mental. E isso rola aqui no Brasil também. Tanto é que esse foi sim o tema de um dos painéis.


 
Mas teve muita discussão sobre representatividade, muita sobre técnicas e dúvidas, teve Caco Barcelos falando sobre um projeto chamado Globo Lab. Os efeitos de creators envolvidos em escândalos de comentários preconceituosos ou brincadeiras de mal gosto ecoaram nos palcos e bastidores. As marcas colocaram um pé atrás e estão mais cuidadosas. Os creators também.
Assim lidar com marcas, pressão das plataformas, conseguir fechar a conta e ainda ter prazer com tudo isso parece ser a pauta a ser discutida nesse cenário nos próximos meses.
A própria presença de alguns produtos do Grupo Globo de Comunicação ali já é bem emblemática, porque parece que eles querem estar por perto pra saber o que vem por aí. E vem muita coisa boa com certeza.
O evento também contou com mesas de reunião entre creators e marcas, workshops e mentorias.

Think Like a Creator

Acho que o tema do evento foi mais que apropriado porque, como eu disse no meu Facebook:

Achei o tema do youpixcon muito apropriado: “think like a creator”.
Não se trata só de criar conteúdo para internet mas de uma cultura de pensar e construir o mundo sob novas perspectivas.
E vale para pessoas e marcas.
Não é modinha, não tem a ver só com marketing de influência. Trata-se de um movimento. “O movimento é diferente eu vou contar para você”.
A gente tem novos problemas e não dá pra resolver com ferramentas antigas.
Pensar como um creator tem tudo a ver com isso.


E é isso que eu quis falar lá em cima: é muito simplista falar que um creator é só quem cria conteúdo para internet. Tem a ver com um jeito diferente de ver o mundo. E em mais um ano o YoupixCon soube captar bem isso.

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