A cobertura da editoria de tecnologia em xeque

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Reproduzo abaixo o texto que eu compartilhei nas minhas redes sociais nessa segunda-feira. Mantive o formato da linguagem que uso no Facebook para preservar a origem da informação.

A cobertura tecnológica em xeque – I

Hoje acordei e fui dar uma geral nas notícias do dia no setor que eu cubro. Um hábito dos tempo de redação chamado ronda.

Assim sei a pauta do dia e se vai ter alguma coisa que não entrou no meu radar.

E aí eu vi a notícia de um lançamento tecnológico de uma marca que eu pedi para sair do mailing. Acontece que boa parte – e claro que não to generalizando – dos lançamentos que o leitor comum tem acesso tem uma única fonta: a assessoria de imprensa da marca.

Aquele produto não foi testado, não foi criado um filtro, nem um intermediário, ou seja, todos aqueles adjetivos foram criados pela própria empresa. As vezes é o que nos resta, ou seja a única coisa que eu tenho de info é um pedaço de papel virtual.

Das marcas que eu conheço e confio até ok, porque eu sei que ali tem infos confiáveis e sei que eu tenho acesso a empresa caso algo desande. Como o Blog do Armindo leva o meu nome, eu tenho a exata noção que eu de certa forma endosso aquilo então evito falar e de marcas que eu nunca sequer coloquei a mão no aparelho ou serviço.

A cobertura tecnológica em xeque – II

Mas nem sempre os problemas são tão simples. Imagine o lançamento de um notebook. A empresa não vai ter disponível 100, 200 produtos para enviar para avaliação. Aliás bem longe disso.

Por isso existiam os eventos de lançamento, onde você pode colocar a mão nos produtos, testar ali rapidinho e fazer um exercício de pensar nas dúvidas do leitor e fazer aos porta-vozes da marca.

Ou, o que acontece hoje na prática com algumas: só os grandes portais escolhidos a dedo, principalmente por seus números, recebem os produtos para reviews. Faz muito sentido do ponto de vista da marca, mas do ponto de vista do leitor é bom que ele tenha acesso a poucos pontos de vista?

E agora que os lançamentos estão sendo feitos e pelo visto serão por um tempo ainda em lives?
Como se testa um celular numa live?
Pois é não se testa.

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Só resta da cobertura as coisas boas do equipamento. Um paraíso para alguns departamentos de marketing, assessorias de imprensa e PR.

Mal imaginam que se o produto for ruim mesmo o escrutínio popular chegará rápido, inclusive questionando a cobertura dos veículos especializados. Essa conta chega uma hora.

Só ver a quantidade de marca grande, multinacional, que passa vergonha contratando influenciador pra falar da marca e depois vê ele usando outra marca em público. E olha que tem gestor de mktg que não só bate palmas para isso como acha bonito fazendo mais vezes. É uma cachoeira de dinheiro que podia ser usada, por exemplo, para ajudar a levar informações de credibilidade para as pessoas.

A cobertura tecnológica em xeque – III

Mas como resolve? Com relacionamento!

As marcas precisam entender que o release só não resolve mais uma série de problemas complexos criados pelo “Novo normal” com um disparo de release.

A sorte é que tem várias assessorias que já sacaram isso e tem nadado de braçada. Eu vou cometer o risco de esquecer alguém aqui, mas preciso dar uns exemplos de boas práticas, e que de fato se destacam no mercado com uma atitude muito diferente.

Assessorias tais como a RPMA Comunicação, a Approach Comunicação, a Rosa Arrais Comunicação (AI que eu tenho um carinho, respeito e gratidão sem fim), a Sing Comunicação de Resultados, a Trama Comunicação, a Edelman Brasil, a Theogames do competente Théo Azevedo e equipe, e time de comunicação digital interno da VW do Brasil .

São alguns exemplos de empresas que não são só disparadores de e-mail chiques, mas que criam relacionamento e em alguns casos até Brand Lovers.

Eu mesmo virei fã e defensor de várias marcas graças ao trabalhos dos profissionais por trás dessas marcas aí.

Eu não tenho dúvidas que não é fácil e que nem sempre o cliente facilita, mas que é possível é.

Eu tenho afirmado várias vezes que cada vez mais optarei por falar por cada vez menos marcas, porém que eu possa ter autoridade e conhecimento para falar sobre elas com segurança de passar uma boa informação ao leitor.

Não dá mais pra resolver os novos problemas com soluções antigas. É um belo clichê, mas não só isso, é aquele óbvio que precisa ser falado.

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