Buzzfeed promove demissões que afetam Brasil e ligam uma luz amarela no setor de conteúdo

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Ao que tudo indica o BuzzFeed ontem fez uma série de demissões no Brasil, mas alinhado com decisões globais.

Nos EUA a empresa anunciou a demissão de pelo menos 15% da sua equipe para se manter uma empresa lucrativa, de acordo com o NY Times.

O Buzzfeed já foi considerado um exemplo de novo modelo de negócios para produção de conteúdo. Você navega no site e aparentemente não há propaganda, nada de banners.

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A conta vinha basicamente de product placement e conteúdo editorial pago. Além é claro de um potente algoritmo de indexação e sugestão de conteúdo, alinhado com uma fórmula única de criar textos com alto poder de propagação (eu odeio o termo “conteúdo viral”).

Esse novo movimento (aparentemente para baixo) do Buzzfeed é mais emblemático do que você imagina. Por trás dessa discussão vem a pergunta fatal que é “quem paga pelo conteúdo que você lê de graça se não há publicidade?”

E que também vem com outra pergunta mais crítica. “Em tempos de inovação não há uma empresa que consiga resolver esse dilema?”

O Buzzfeed era uma sinalização de que poderia existir sim, mas pelo visto as luzes amarelas foram acesas.

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