Cachorro-quente gourmet em São José dos Campos? Fuja dessa

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Primeiro eu fui num determinado lugar da cidade e depois fui convidado por amigos para ir em outro lugar que tinham propostas bem parecidas de oferecer um hot-dog gourmet. Depois do hype do hambúrguer gourmet seria essa a próxima onda na cidade?

De acordo com a Wikipedia nos Estados Unidos, o preparo típico do cachorro-quente é colocando a salsicha com o molho agridoce, picles à base de pepino, mostarda e ketchup. Também são muito utilizados o chucrute (repolho azedo) e o chili, espécie de massa de feijão com carne moída picante. No Brasil, a forma de se fazer o cachorro-quente depende da região do país. Ainda de acordo com a Enciclopédia colaborativa existem três teorias para o surgimento do lanche:

  1. A mais conhecida é a de um açougueiro de Frankfurt, na Alemanha. Em 1852, ele resolveu batizar as salsichas que fabricava com o nome de seu cachorro dachshund.
  2. Um imigrante alemão, Charles Feltman, levou essa salsicha para os Estados Unidos em 1880. Lá, criou um sanduíche quente com pão, salsicha e molhos.
  3. Em 1904, na cidade de Saint Louis, nos Estados Unidos, um vendedor de salsicha quente criou uma maneira dos seus fregueses não queimarem a mão. A quem comprasse suas salsichas, ele oferecia luva de algodão limpíssima. Só que os clientes se esqueciam de devolvê-las e ele acabava tendo prejuízo. Seu cunhado, que era padeiro, sugeriu que o salsicheiro pusesse as luvas de lado e começasse a usar pão.

No Brasil o lanche foi tomando vários formatos e recheios. Eu lembro de na minha infância ter um que vendia em Shoppings que eram salsichas de 30 cm e molhos a vontade que você colocava numa caixinha e não era raro ver molhos escorrendo pelos braços dos clientes.

Passado tanto tempo hoje o lanche é famoso hoje nos carrinhos e traillers principalmente para fome pós balada, pra matar um almoço rápido e pode vir com muito molho de tomate, purê, milho, batata-palha e claro o trio imbatível do catchup, mostarda e maionese. Meu primeiro contato com um cachorro-quente “gourmet” foi com o Dog da Fá em Ribeirão Preto. Ela tinha até um hot-dog quatro-queijos e era realmente muito bom.

Mas o que seria então um cachorro-quente gourmet? Tá aí algo difícil de definir, mas quando se propõe a fazer algo alternativo aos carrinhos, espera-se pelo menos ingredientes diferentes certo? Uma qualidade superior do produto e também da apresentação. Senão valeria ficar no carrinho mesmo.

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Então depois de observar essa tendência fui eu me enveredar nesse universo para dizer ao leitor minhas experiências. No primeiro a salsicha estava mais que super cozida na água e isso faz com que a salsicha perca todo gosto dela. E assim como no hambúrguer nenhum ingrediente deveria ser melhor que a carne, num hot-dog vossa majestade a salsicha precisa se destacar. E aqui foi justamente o caso só que para o lado negativo, infelizmente. O pão já estava um pouco seco (era bem final de expediente) e os molhos eram ok. Não valiam mesmo os cerca de R$ 20,00 (com bebida) que gastei.

Depois fui numa casa especializada e até fiquei mais empolgado. Você tinha a opção de usar a salsicha padrão ou outras opções. A marca da salsicha padrão era muito desconhecida então optei por uma viena, que veio no ponto e grelhadinha na medida, e aí eu pensei ops temos aqui algo legal. Mas daí pra frente a coisa só desanda. Não adiante querer algo premium com cheddar genérico e batata-palha que parece ter vindo de um saco de 20 kilos de batata genérica de um atacadão. E com a salsicha especial o ticket vai para as alturas. Foi sem dúvida uma experiência superior ao primeiro, mas ainda deixou a desejar.

Vou explicar melhor: a casa quando se propõe a fazer algo assim precisa ter produtos feitos no local e de preferência ter o mínimo de industrializados possíveis. É igual o foodtruck que sirva batatas smiles: meu amigo batata smile mata qualquer conceito minimamente aceitável da expressão gourmet. E é bom lembrar que não sou especialista em gastronomia, mas sou um cliente assim como você leitor e que quando está disposto a pagar mais caro por um produto quer produtos de qualidade. Isso é respeito pelo seu dinheiro.

Normalmente eu daria os nomes e localização do estabelecimento, mas são lugares pequenos e que não tem grandes marcas por trás e de fato não quero prejudicar ninguém mas não posso deixar de salvar o leitor de uma furada. Se você quer um bom cachorro-quente as opções de rua ainda me aparecem mais atrativas que as novas opções requintadas. Com produtos industrializados e com pouco cuidado no ponto e sem preparação de molhos próprios caseiros e diferenciados ainda não compensa se arriscar.

Minhas impressões foram baseadas em dois lugares visitados e é claro se você tem uma dica de um cachorro-quente imperdível compartilha com a gente aí nos comentários. E se você foi em alguma casa de hot-dog goumet e gostou coloca aí nos comentários pra ajudar outros leitores.

Nos dois lugares que fui não me apresentei como blogueiro e paguei as contas com recursos próprio. Em média ficaram R$ 30,00 por cabeça por estabelecimento.

A imagem deste post é meramente ilustrativa e não tem nenhuma relação com os lugares avaliados.

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