Casas como moradia, local de trabalho e estudo

Nos últimos dias eu discuti aqui com você como o futuro vai impactar o jeito que moramos e interagimos com os lares e como em alguma instância os lares também vão interagir com a gente com uma inteligência artificial que pode prever nossas ações e tomar decisões para nos proteger ou deixar nosso tempo mais livre.

Confira todos os textos desse especial

  1. COMO A COVID VAI MUDAR O JEITO QUE MORAMOS?
  2. CONECTIVIDADE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: COMO AS CASAS TOMARÃO DECISÕES SOZINHAS ENQUANTO VIVEMOS NELAS.
  3. A SALA COMO UMA NOVA PROTAGONISTA DA CASA: O HOME-ENTERTAINMENT NUM OUTRO PATAMAR
  4. CASAS COMO MORADIA, LOCAL DE TRABALHO E ESTUDO
  5. CIDADES INTELIGENTES E UM NOVO JEITO DE PENSAR O ESPAÇO PÚBLICO COM O 5G
Casas feitas para morar, trabalhar e estudar. Imagem de Vinzent Weinbeer por Pixabay

Mas os projetos de casa hoje, por mais que muitos já tivessem algum tipo de escritório ou espaço para estudo, foram feitos para morar e não para ser um ambiente de trabalho ou estudo.

Quem diria que numa casa hipotética de Pai, Mãe e dois filhos:

  • O pai trabalha numa empresa de home-office
  • A mãe toca online o trabalho de uma equipe de 15 pessoas na área de TI
  • O filho adolescente faz um preparatório pro Enem
  • A filha de 10 anos tem aula da escola

E tudo isso ao mesmo tempo dentro da mesma casa!

Pode parecer um cenário caótico e extremo mas isso acabou virando a realidade de muitas pessoas no país depois da pandemia. E não se trata só de manter a atenção ou organizar a agenda ou ainda manter a produtividade em dia, mas também de detalhes mais práticos, tais como isolamento acústico e até uma malha de dados que suporte tantas pessoas conectadas em casa fazendo e recebendo transmissões ao vivo.

E aos poucos as pessoas estão entendendo a importância dessa preocupação. Quem fala mais sobre isso é a Susana Brockveld – Diretora de marketing da Intelbras. “A aceitação por soluções smart home vem crescendo muito no Brasil. Nós, brasileiros, estamos aos poucos nos acostumando com uma vida mais inteligente, em que para agendar uma reunião, ligar uma lâmpada ou mesmo criar uma lista de compras basta apenas um comando de voz. Só que esse cenário IoT ainda não é comum por aqui, porém, é um mercado com enorme potencial: estima-se chegar a quase 4 bilhões de reais em 2022, e no restante do mundo ele movimenta 1 trilhão de dólares. Estamos no começo da revolução por voz no Brasil (dados IDC – International Data Corporation).”

Casas feitas para estudar e trabalhar.

De acordo com uma recente pesquisa da USP mais de 70% das pessoas entrevistadas em estudo gostariam de continuar no home office. Em entrevista para a Rádio USP/Jornal da USP  o professor Wilson Amorim, um dos coordenadores da pesquisa explicou um pouco mais dos resultados. “São três aspectos que colocam as condições de trabalho em casa como muito favoráveis do que seriam de outra maneira”, resume o professor. Dos setores atingidos, a educação foi o que se mostrou mais crítico em relação à modalidade, com apenas 56% respondendo que gostariam de continuar trabalhando a distância, muito talvez pela abrupta adaptação e diversos outros fatores que levam a área (e os professores e estudantes) a serem resistentes em uma modalidade de ensino improvisada. Mesmo com isso, Wilson Amorim afirma: “Nós vamos avançar e não recuaremos para o momento anterior. Essa nova situação vai demandar uma relação de trabalho diferente do que tinha antes, em qualquer setor”.

Além disso o ensino a distância deve também ter uma certa adesão quando o afastamento social acabar, conciliando aulas presenciais e a distância. Mas como pensar numa casa onde as pessoas moram, estudam e trabalham e ainda por cima tudo ao mesmo tempo?

Quem jogou uma interessante luz sobre essa discussão foi o professor Arq. Antonio Victor Marinho Silva. Ele é proprietário do escritório AVMS Arquitetura que tem 17 anos de atuação em projetos de edificações e arquitetura de interiores, nas áreas corporativas, comerciais e residenciais com projeto no Brasil e exterior. É proprietário do escritório DUC Design, onde desenvolve produtos para as áreas do mobiliário e de elementos arquitetônicos. Tem trabalhos, projetos, produtos e entrevistas publicados em diversas revistas especializadas. Participou da 6a Bienal Internacional de Arquitetura expondo sua arquitetura em local de destaque.

professor Arq. Antonio Victor Marinho Silva / Divulgação

Para o professor o segredo está na setorização e ele apresenta soluções bem interessantes e visionárias. “Se formos pensar em uma situação que julgo ser a ideal para novos projetos, poderíamos pensar em edificações setorizadas. Gosto da ideia de conseguirmos mesmo dentro da mesma edificação, estabelecer uma organização dos ambientes de forma de forma a nos ajudar a lidar com esta situação de maior tempo de permanência em casa, mas com diferentes tarefas e jornadas a serem cumpridas.  Se possível, dividir a organização espacial da casa, onde poderíamos ter separado uma área de trabalho com entrada independente, isso seria perfeito para nos obrigar diariamente a nos vestir, sair de casa mesmo que por alguns poucos metros e entrar em um ambiente destinado exclusivamente para o trabalho. A própria casa pode e deve ser pensada de forma a organizar melhor as tarefas e necessidades do dia, como socialização, alimentação, lazer, higiene e estudo. Para este ultimo, sugiro um ambiente especifico se possível, como uma espécie de biblioteca residencial. Se não for possível, um espaço devidamente pensado no próprio dormitório ajuda no distanciamento do restante da casa, e por consequência na concentração.”

Outros detalhes são importantes nessa discussão. Ficar muito tempo em casa com vários equipamentos (alguns da empresa) pode atrair a atenção de criminosos. Então não basta só ter uma casa com uma boa distribuição dos espaços e também uma boa malha de dados, é preciso que a casa seja segura.

A Intelbras é uma empresa que está atenta a essas demandas e promete novidades no setor. “Vamos dar foco nos lançamentos citados anteriormente, como a linha de segurança Mibo Home, que é um sistema residencial para tornar a rotina mais prática, segura e confortável criando o ambiente perfeito e acionando as funções do sistema de automação com apenas um toque.


Acabamos de lançar também a linha Allo, de porteiros e videoporteiros Wi-Fi, que é composta por cinco modelos. Todos os produtos são Wi-Fi, sendo possível monitorar a entrada de residências, apartamento e escritórios com imagens em tempo real através do aplicativo, que é compatível com sistema Android e iOS. Os videoporteiros contam com visão noturna, são resistentes à chuva e sol, tiram fotos e gravam vídeos para que o usuário possa verificar posteriormente quem esteve no local. A conexão Wi-Fi permite, também, que a pessoa se comunique com seus visitantes mesmo quando estiver fora de casa ou do escritório. Além disso, não há a necessidade de passagem de fios, evitando assim quebra-quebra nos locais em que o aparelho esteja sendo usado”, finalizou a Susana Brockveld.

Mas como pensar numa casa inteligente sem pensar em como as casas vão se conectar com as cidades? É o que vamos falar amanhã no último texto desse especial sobre a casa do futuro no mundo pos covid.

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