Change The Game – Começa o concurso para estimular a criação de jogos tecnológicos por todas as jovens matriculadas no ensino médio, oitavo e nono anos do ensino fundamental

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O Change The Game é uma maratona para mudar esse cenário, já que promove conhecimento e estimula  de todo o território nacional. É um programa realizado pela Ideias de Futuro, com patrocínio do Google Play. O início se dá a partir dessa semana, quando as garotas poderão acessar o conteúdo do programa e se inscrever, no site (www.ideiasdefuturo.com).

Após algumas etapas, as 5 ideias de games mais bem pontuadas ganharão um Chromebook. Para uma imersão no universo gamer, o lançamento do concurso irá contar com a Semana Garotas Jogam e Criam Games, elaborado em parceria com a Women Game Jam Brazil, realizadora de maratonas de games desenvolvidos por mulheres. Serão aulas on-line, com transmissão ao vivo pelo YouTube, de 16 a 20 de dezembro, com 5 especialistas, que falarão sobre o panorama do mercado, game design, construct, como iniciar nessa carreira, áreas e funções. Todos os participantes inscritos nesta semana de conteúdo terão certificados assinados pelas empresas realizadoras.

Ampliar a representatividade feminina no universo gamer em todos os aspectos, principalmente no papel de criadoras, é o objetivo central do programa. A diretora-geral da Ideias de Futuro, Jaciara Cruz, destaca a riqueza desse exercício sob o ponto de vista psicopedagógico. “Desenvolver o enredo e os desafios de um jogo exercita a criação e o sonho dessas alunas. Isso dá confiança para que essas desenvolvedoras imaginem mais possibilidades para o seu próprio futuro. Além disso, ao se colocar na posição de criadoras de um game, as garotas ampliam a percepção de que sim são capazes de realizar muitas coisas, que não estejam prontas, previstas, o que vai muito além da criação de um jogo”, ressalta.

Segundo Ana Antar, co-fundadora e Diretora Geral da ERA Game Studio,  empresa responsável pela criação do primeiro Live Game do mundo e organizadora nacional da Women Game Jam, é assustador que 53% das consumidoras de jogos do Brasil – apontadas na pesquisa – não tenham representatividade. “Além desse levantamento retratar um cenário de dois anos atrás, período anterior ao crescimento do mercado de jogos provocado durante a pandemia por Covid-19, a própria quebra de padrão quanto ao gênero de consumo gamer é um estímulo retroalimentado por esse público.


Ana ressalta que a falta de mulheres fazendo jogos para mulheres indica mais um aspecto tóxico da sociedade, que precisa ser revisto. “Temos que lembrar que a indústria gamer reproduz os padrões da sociedade. Tanto a mulher quanto os grupos étnicos não são reconhecidos como consumidores ou usuários de jogos tecnológicos, o que não é verdade. Ocorre que esse é mais um setor a reproduzir o padrão da representação e não o da representatividade. Assim como tantos outros, esse segmento levanta barreiras socioeconômicas e culturais importantes. “É necessário acesso à internet, um computador e/ou um celular para jogar e entender o universo da criação de jogos. Outro ponto importante refere-se à desmistificação do caminho. Para desenvolver um jogo não é necessário ter a formação de programador. Por fim, é importante que universidades públicas continuem a abrir graduação para esse tipo de profissão, algo bastante recente”, pontua.

Como participar da Semana e do Concurso?

Para assistir às aulas da Semana Garotas Jogam e Criam Games, basta acessar o canal da Ideias de Futuro, no Youtube (bit.ly/youtube_idf). Esse conteúdo será aberto para homens, mulheres, jovens, idosos e adultos. E todos os que participarem e se inscreverem irão obter um certificado de participação, assinado pelas empresas realizadoras.
 
Para se inscrever no concurso, basta acessar o site Ideias de Futuro (www.ideiasdefuturo.com/changethegame), de 16 de dezembro até 7 de fevereiro. Uma banca de especialistas irá avaliar todas as ideias de jogos inscritas no programa e as dez com melhores pontuações apresentarão seus pitches (discurso) para uma banca de especialistas. As 5 melhores avaliadas ganharão um Chromebook de última geração cada.

     Semana Garotas Jogam e Criam Games

·  Quarta – 16 /12 – 20h às 21h30 – Ana Antar fala sobre Panorama do Mercado de Games e Porque  Mais Mulheres

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·  Quinta – 17/12 – 20h  às 21h30 – Renata Rapyo fará uma live Técnica sobre Game Design

·  Sexta – 18/12 – 17h30 às 19h30 – Lia Fuziy fará Live Técnica sobre  Construct

·  Sexta – 18/12 – 20h às 22h – Alice Abreu fala sobre os Primeiros passos com a Unreal

·  Sábado – 19/12 – 20h às 21h30 – Lizy Novo fala sobre a Possibilidade dentro de área de jogos e funções

·  Domingo – 20/12 – 20h às 21h15 – Lizy Novo fala sobreO que você deve fazer para iniciar uma  carreira em jogos

Por que mais mulheres como desenvolvedoras?

No Brasil, as mulheres já representam 53% dos consumidores de jogos tecnológicos, segundo estudo realizado pelo Sioux Group. Apesar dessa supremacia, o 2º Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais aponta que a mão-de-obra feminina no setor representa apenas 20% e a área com menor participação feminina é a de programação e gestão de projetos, com apenas 10,8%.

Segundo Maia Mau, Head de Marketing de Google Play para a América Latina, é preciso fomentar o debate e criar soluções para a desigualdade de gênero no mercado de programação. “O time de Google Play entende que iniciativas como o Change the Game são importantes para equilibrar a balança, quando o assunto é a desigualdade de gênero no mercado de desenvolvimento de aplicativos e jogos. Precisamos reconhecer e valorizar a contribuição da mulher na evolução tecnológica, e criar mecanismos para ampliar sua participação neste setor”, comenta.

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