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Criptomoedas: comparação com outros investimentos em 2024

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Desde os tempos mais remotos, as pessoas buscam a valorização de ativos. Até a parábola bíblica sobre o milagre da multiplicação dos pães traz em seu cerne o desejo de prosperidade. No caso do dinheiro, cada vez mais pessoas buscam opções de fazer os dividendos aumentarem além da tradicional valorização proporcionada pelas cadernetas de poupança.

Após a atualização da taxa Selic pelo Banco Central, em maio deste ano, com a manutenção do índice na casa dos dois dígitos (10,50%), o rendimento da poupança segue em 0,5% ao mês – mais a taxa referencial (TR). Mas quando o cidadão decide assumir o papel de investidor, ele percebe que há possibilidades muito mais atraentes, quando o sucesso está diretamente ligado à decisão de assumir riscos.

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No entanto, fazer aplicações requer estudo permanente, pois quem brinca com dinheiro a ponto de contar com a sorte ou simplesmente confiar na gestão de terceiros está sempre mais perto de ver os zeros recuarem do que avançar à direita. Pensando nesse cenário, as criptomoedas surgem com ares de independência, inovação e rendimentos expressivos. Logo, o objetivo deste artigo é comparar o processo de aplicação dos ativos digitais com outros mercados, avaliando expectativas e prós e contras de cada um.

Crédito: Anna Nekrashevich/Pexels

Criptomoedas x investimentos tradicionais

Não adianta pressa. Principalmente para quem não tem muita aderência com processos tecnológicos ou sempre confiou no gerente do banco para movimentar o dinheiro em produtos básicos – como o CDB, consórcio ou a já citada poupança –, a visão de negócio das criptomoedas pode assustar por se tratar, na prática, de um outro ecossistema. Porém, nada de pensar que se trata de um “bicho-papão”.

Portanto, é preciso entender que estamos falando de ativos digitais baseados na tecnologia blockchain e que operam sem a regulação de autoridade governamental e não sofrem intervenções de bancos centrais. A segurança das transações se dá por criptografia. Em linhas gerais, em vez de você ir a um banco abrir uma conta e depositar dinheiro na mesma, é preciso se cadastrar em um app de app de criptomoedas.

Abaixo, separamos um glossário básico de termos e expressões sobre cripto:

  • Blockchain Technology: tecnologia subjacente das criptomoedas
  • Principais Criptomoedas: Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Binance Coin (BNB)
  • DeFi: finanças descentralizadas
  • HODL (Hold On for Dear Life): manutenção de criptomoedas a longo prazo
  • Trading: compra e venda
  • Staking: processo de validação de transações em redes proof-of-stake (PoS)
  • Exchange: plataforma (aplicativo) para troca de dinheiro fiduciário por criptomoedas
  • Principais apps (de exchange): Binance, eToro, BTCC, Kraken e Coinbase
  • Hot Wallets: carteiras conectadas à internet para armazenamento e para transações
  • Cold Wallets: carteiras offline, como hardware wallets e paper wallets, altamente seguras com foco no investimento a longo prazo
  • Plataformas para acompanhar o mercado de ativos digitais: CoinPaprika, CoinMarketCap, CoinGecko, XTB e Blockfolio

Primeiros passos em um app de criptomoedas

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Tudo começa na escolha do app de criptomoedas (exchange). Sendo sua escolha uma das cinco que elencamos ou outro serviço, o processo passa por criar uma conta – que envolve autenticações, envio de documentos e validações – e o depósito de fundos, que pode ser feito por meio de transferências bancárias, utilização de cartão de crédito ou débito ou até mesmo a transferência de criptomoedas.

Já a compra de seus primeiros ativos se dá com a opção da cripto e posterior escolha entre uma ordem de mercado (compra imediata) ou limitada (quando o preço atingir um valor específico). Por fim, as preocupações básicas posteriores serão com o armazenamento (hot ou cold wallet) e o monitoramento do mercado para possíveis ajustes ou novos negócios.

Prós e contras dos principais investimentos do mercado em comparação com as criptomoedas

De acordo com o Mercado Bitcoin Research, só o Bitcoin, a mais conhecida das criptomoedas, alcançou a expressiva valorização de 140% ao fim de 2023. Inegavelmente, são margens muito atraentes e praticamente imbatíveis. No entanto, é preciso uma forte noção entre expectativa e realidade para evitar frustrações e prejuízos sem o devido conhecimento de causa. Até os mais experientes traders sabem que as perdas fazem parte do jogo. Abaixo, confira os prós e contras dos ativos digitais em comparação a opções de investimento mais conservadoras.

Criptomoedas

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Prós: alto potencial de retorno em curto espaço de tempo; alta liquidez; acessível a qualquer pessoa com conexão à internet, vanguarda do uso de dinheiro.

Contras: volatilidade; risco de perdas significativas; sujeito a ataques cibernéticos; incertezas regulatórias sobre o futuro do mercado; requer conhecimento técnico e pesquisa contínua (não é recomendado para pessoas com pouca prática digital).

Mercado de ações

Prós: possibilidade de altos retornos com o crescimento das empresas;

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pagamento regular de dividendos em alguns papéis; variedade de setores e empresas para investir; boa liquidez.

Contras: volatilidade influenciada por notícias e fatos políticos/econômicos; risco de perdas significativas devido a crises econômicas ou mau desempenho da empresa; requer monitoramento constante.

Fundos de Renda Fixa

Prós: menor volatilidade em comparação com ações e criptomoedas; rendimento regular; pagamento de juros em intervalos regulares; menos riscos em comparação com os investimentos na bolsa de valores.

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Contras: retornos geralmente menores do que ações e criptomoedas; desempenho afetado por mudanças nas taxas de juros; fundos com restrições de resgate.

CDB

Prós: proteção pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até determinado limite; previsibilidade de retorno; baixo risco comprovado.

Contras: prazos longos para resgate; retorno geralmente menor que ações e criptos; impacto da inflação:

Fundos Imobiliários (FIIs)

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Prós: pagamento regular (mensal) de rendimentos; diversificação Imobiliária; facilidade na administração por não haver a necessidade de gerenciar propriedades diretamente.

Contras: valor das cotas pode ser afetado por flutuações no mercado imobiliário; as taxas de administração e performance podem reduzir retornos; liquidez variável (geralmente menor do que ações).

CDI

Prós: a taxa CDI é pública e atualizada diariamente; investimentos atrelados ao CDI, como CDBs, são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), até o limite de R$ 250.000; períodos de alta nas taxas de juros tendem a proporcionar retornos maiores; diversidade de produtos.

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Contras: rendimento diretamente relacionado à taxa Selic; resgates em menos de 30 dias estão sujeitos a desconto por IOF, imposto de renda conforme a tabela regressiva, que varia de 22,5% a 15%; incidência de custos ou penalidades associados a resgate antecipado.

Poupança

Prós: segurança pelo fato de ser protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos;

liquidez imediata; fácil acesso aos fundos sem perdas por carências; fácil gerenciamento.

Contras: oferece os menores retornos entre os investimentos mencionados acima; impacto da inflação resultando em perda de poder de compra; baixa valorização em comparação com outros mercados.

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