Ela levou as ações com influenciadores digitais para outros patamares e continentes

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Eu conheci a Patricia num evento do YOUPIX no espaço do café – uma simpatia em pessoa – e depois fui acompanhar o canal dela no Youtube onde fala sobre empreendedorismo como poucos. Não a toa recentemente o canal dela foi destacado como um dos que estão mais em alta no país. Também é jurada do prêmio Digital Awards. Mas o que realmente me chamou a atenção são os eventos em que ela leva influenciadores para viverem experiências diferenciadas e produz webseries com isso, inclusive no exterior, com sua empresa It Brazil.
Mesmo com a agenda corrida ela topou essa entrevista que foi feita por Whatsapp e no começo do papo eu já fui recebido com seu bordão na internet, o
Opa!
O que veio depois disso você confere abaixo.


Entrevista com Patricia Brazil


Você começou a empreender muito cedo, isso era de você desde criança, teve influência da sua família? Acha que idade ajudou ou atrapalhou?

Na verdade, eu comecei a empreender com 19 anos mas acho que esse sentimento e todas as características de ser empreendedora vieram comigo desde pequena. Eu não venho de família de empreendedores então empreendedorismo você consegue treinar. Só que quando eu acho que você nasce, não tem como fugir. Mas isso de certa forma nasceu comigo e eu tive que ir me aperfeiçoando para aprender cada vez mais.

Em seu canal pessoal no Youtube a Patrícia conta toda sua história empreendedora

Logo depois você criou um negócio de moda e acabou vendendo. Como foi esse processo? Foi fácil “desapegar” de algo que você tinha criado? Quais aprendizados tem desse processo?

Com certeza não foi uma fase fácil porque a Holic que era a minha empresa de bolsas e acessórios e que eu fiquei a frente por cinco anos, então quando foi a hora de vender foi uma decisão difícil. Eu fiz coach de carreira para saber que eu não ia me arrepender daquela atitude e não foi fácil desapegar.  Eu estava acostumada no dia a dia de uma empresa de produtos então você sabe exatamente quando você tem que planejar uma coleção, fotografar, colocar o produto novo no site, fazer a divulgação e criar a estratégia de marketing daquela companha. Eu já estava muito habituada com o que eu fazia a cada época do ano e aí quando eu foquei na IT Brazil onde trabalhamos por projeto e prestação de serviço eu tive que começar a entender como seria minha nova rotina. Mas fazendo um balanço agora eu entendo que esse processo todo foi ótimo. Me obrigou a estudar quais eram minhas forças e fraquezas e realmente não me arrependo de fazer essa transição: isso faz parte da vida do empreendedor.

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E aí você então se voltou para o mercado dos creators/influenciadores digitais num tempo que isso ainda nem era muito hype. Como você farejou a oportunidade? Como foi esse começo?

O mercado de influenciadores na época nem tinha esse nome. Eram as blogueiras de moda que acredito que foram as meninas que começaram esse movimento pro digital e isso realmente virar uma atividade profissional. Estou falando de 2011 quando a gente via despontando alguns nomes de personalidades que hoje são influenciadoras digitais mas na época tinham só blog.
Eu percebi isso quando precisei criar campanhas para impulsionar as vendas da minha primeira empresa (a Holic que falamos acima) e eu via que eu mesma era muito impactada por essas blogueiras de moda e eu pensava “bom tem um movimento acontecendo” e eu vou me profissionalizar melhor para entender tudo isso. Aí eu lembro que em 2012 eu fui trabalhar num grande grupo de moda no RJ para saber como um grande grupo de moda trabalha e entender essa dinâmica para aplicar no meu negócio – na época foi até uma dica do Sebrae – e lá fui eu. Nesse momento eu pude fazer e contratar essas blogueiras que eram hit da época. E foi aí que eu pude perceber que o mercado estava muito aquecido e que as marcas não sabiam como fazer, com quem fazer e por quanto tempo.  E aí eu pensei: se eu montei isso para uma empresa que eu trabalhava eu podia fazer isso para outras marcas. Foi aí que deu o clique e acendeu a luzinha.

Uma coisa que me chamou muito a atenção foi a criação de um projeto internacional bem arrojado e com grandes marcas. Olhando hoje para isso você acha que foi bem arriscado? Faria de novo daquele jeito?

Eu tenho comigo que se for para fazer coisas que já estão sendo feitas e que não são ousadas eu nem faço. Acho que isso é uma característica minha como empreendedora.

Patricia Brazil diretora grupo It Brazil

Eu tenho comigo que se for para fazer coisas que já estão sendo feitas e que não são ousadas eu nem faço. Acho que isso é uma característica minha como empreendedora. Quando eu comecei com a IT Brasil eu sabia que não adiantava ir ao mercado fazendo o que as agências tradicionais estavam fazendo. Eu resolvi mostrar e foi bem arriscado mesmo. Nosso primeiro projeto internacional foi uma webserie que a gente gravou com duas meninas em Nova Iorque.  Elas eram muito fortes no Instagram mas a gente colocou no Youtube e na época já foi um divisor de águas porque as pessoas falavam “nossa então tem uma empresa fazendo isso”.
E isso foi em 2014 e aí em 2015 a gente lançou o YOLO Vegas (envolvendo Nah Cardoso, Kéfera Buchmann, Taciele Alcolea e Maddu Magalhães) e que, aí sim, essa webserie teve mais destaque para o mercado publicitário onde a gente conseguiu de fato grandes marcas e um formato totalmente novo. Não tinha ninguém fazendo esse formato no Brasil e foi justamente por isso que eu decidi lançar e quando a gente começou a gravar grandes marcas ligavam pra gente querendo saber o que a nossa empresa estava fazendo e se essa empresa fazia um projeto internacional arrojado e dando certo, por que essa empresa não poderia criar projetos para eles? Então foi assim que a L’Oréal entrou em contato, a própria Samsung procurou meu escritório e foi um tiro muito certo. E eu não só faria de novo, como eu faço e a cada ano num continente diferente.

Imagino que do começo da IT Brazil até os dias de hoje o mercado tenha evoluído e amadurecido. Como você vê esse cenário hoje?

As pessoas estão se profissionalizando mais, tanto do lado dos influenciadores digitais que já viram que dá para realmente viver disso e estão realmente procurando empresas para representá-los ou se tornando empresas. Já as marcas estão sabendo lidar um pouco mais com os influenciadores.

Patricia Brazil diretora do grupo It Brazil

Realmente o mercado mudou bastante de 2013 a 2014 e agora acho que as pessoas que não tinham noção do que fazer com os influenciadores digitais e nem da importância que esses profissionais tem no poder de decisão desse público e de várias marcas, então acho que agora o mercado já entendeu um pouco. As pessoas estão se profissionalizando mais, tanto do lado dos influenciadores digitais que já viram que dá para realmente viver disso e estão realmente procurando empresas para representá-los ou se tornando empresas. Já as marcas estão sabendo lidar um pouco mais com os influenciadores. E aí uma maneira da IT Brazil se manter no mercado de uma forma inovadora é realmente trabalhar essa parte da criação. Hoje realmente um dos nossos maiores diferenciais para qualquer outra empresa que trabalha com influenciadores é o poder de criar e executar um projeto de forma viável. As nossas webseries internacionais são exemplo disso.
As pessoas perguntam como vocês gravaram no Marrocos? Aí eu respondo: são seis meses de pré-produção e o escritório fica em função disso mesmo. Então é uma coisa que a gente se dedica para viabilizar e para dar resultado para o patrocinador e gerar experiência para quem está assistindo e também para os influenciadores que estão viajando. Então realmente a gente tem esse poder de quando tem uma ideia para um projeto que parece muito diferentão ou coisas que ninguém está fazendo mercado nos olha como alguém que realmente consegue fazer e entregar: “Ah realmente se você quer um projeto muito inovador com influenciadores fala com o IT Brazil que eles vão te atender”. Eu acho que foi por aí que a gente se mantém no mercado porque a gente sai na frente pela criatividade.

Se você quiser as webseries do grupo It Brazil o endereço é o youtube.com/grupoitbrazil

E para 2018 o que podemos esperar de você de novidades?

Eu acho que a gente pode esperar mais uma vez grandes projetos. A gente já sabe tudo o que vai fazer o ano que vem porque a gente já tá conversando agora em dezembro e o planejamento tá fechado. Então posso adiantar que o Yolo mais uma vez vai dar um passo muito grande e a nossa expectativa é gravar a última temporada em março. Não vou dizer onde vai ser, não vou adiantar o que isso vai significar e vocês terão que ficar ligados no nosso canal para descobrir porque realmente o que a gente vai aprontar.
No próximo ano vai ser mais uma vez um ano de projetos inovadores, ousados,  arriscados e sempre conectando as marcas com os influenciadores digitais de uma maneira muito fora da casinha e assim a gente vai vivendo.
 

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