Falei com a atriz Juliana Silveira da nova série brasileira da Warner Channel“Matches”

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Novas formas de se relacionar com a ajuda das ferramentas digitais é a divertida premissa de “Matches”, nova série brasileira da Warner Channel, com estreia marcada para o dia 18 de fevereiro, às 21h40, com exibição de episódios duplos todas as terças-feiras. Protagonizada por Juliana Silveira, João Baldasserini, Evelyn Castro e Renato Livera, a comédia explora a vida amorosa moderna de recém divorciados em um aplicativo de relacionamentos.

E para entender um pouco mais sobre a série eu pude falar com a protagonista Juliana Silveira. Fã confessa de Friends, ela falou comigo sobre apps de relacionamentos e o frio na barriga que sentiu ao fazer uma produção para o Warner Channel. Confira:

Entrevista com Juliana Silveira

Atriz Juliana Silveira em cena de Matches/ foto: Divulgação Warner

Vendo a premissa da série eu fiquei pensando se as interfaces mudam, mas os problemas de relacionamento e os dilemas da vida a dois continuam? Você teve essa impressão também?

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Os problemas continuam da mesma forma. A tecnologia não tem controle sobre a subjetividade que inunda nossos relacionamentos humanos. O algoritmo capta nossos comportamentos comuns/ padrão mas não nossos rompantes e dúvidas, nossas inseguranças inconscientes, coisas que nem ós mesmos temos o controle.
E acho que vem daí o desenvolvimento para situações de comédia na série. Do descontrole sobre como as coisas podem se desenrolar ao longo dos encontros que os personagens vão tendo e sobre como todas as histórias acabam se interligando entre os vizinhos de porta de Matches. 

A tecnologia não tem controle sobre a subjetividade que inunda nossos relacionamentos humanos.

Juliana Silveira

Pessoalmente em algum momento da sua vida você já usou esses apps de paquera, como o Matches? Se sim teve boas experiências ou alguma história que acabou num encontro não muito legal?

Eu sou casada há alguns anos já. Então não tenho experiência com aplicativos.  Mas acho que esses aplicativos podem ser uma opção pra quem está solteiro, não tenho preconceito. Só não sei se conseguiria me adaptar à velocidade com que as coisas se desenvolvem no aplicativo e não estou falando do ato em si, mas do tempo que é necessário para se construir uma relação emocionalmente verdadeira e saudável. Acho que o aplicativo pode te viciar em relacionamentos efêmeros e não te dar a oportunidade de passar por momentos que requerem paciência mesmo: esperar o tempo do outro, a maturidade em relação ao que você espera dele, enfim… Questões que aparecem quando você começa a se relacionar com alguém. Eu faço parte da turma que gosta de construir: histórias, relacionamentos. Talvez porque tenha nascido em 1980 ou talvez seja uma característica da minha alma mesmo. Sou pisciana, sou romântica. Nisso eu sou parecida com a Lara, minha personagem. Mas tenho uma amiga que conheceu o namorado em um aplicativo de relacionamentos e hoje está casada com o cara que ela deu match. Existem histórias que seguem e outras que não. A tecnologia não controla a subjetividade humana, graças a Deus. Por isso que eu digo que não teria preconceito em experimentar se estivesse solteira. Quem dita o ritmo e os limites sempre será você, mas existem histórias que não terminam tão bem assim. A coisa que mais me deixaria preocupada seria a questão da segurança.

Depois de uma carreira de anos na TV aberta você teve agora essa experiência com um canal fechado. Como foi esse desafio para você de criar para o Warner Channel, um canal reconhecido pela qualidade de suas séries?

Deu frio na barriga, algumas noites sem dormir direito e muita vontade de acertar. Pedi por novas experiências profissionais e a vida foi muito generosa ao me proporcionar essa oportunidade. Traço alguns objetivos e faço lista de desejos a serem conquistados, mas em nenhuma delas estava escrito ser protagonista em um lugar que participou da minha vida como referência mundial na produção de audiovisual. Tenho a caixa com todas as temporadas de Friends e sou fã da série. Agora faço parte do time Warner e isso me enche de alegria. A produção de conteúdo está se globalizando e existe efetivamente a oportunidade de trabalhar em diversos lugares pelo mundo. Você só precisa acreditar que é possível trabalhar e batalhar para ter uma chance, fazer muitos testes, se colocar a disposição e entender que ouvir não faz parte da jornada. O resto o Universo cuida e o que tiver que ser seu, naturalmente caminha em sua direção. É nisso em que eu acredito.

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