Monsieur Messi

Depois de voltas e reviravoltas, ofertas de última hora, coletiva de imprensa com lágrimas de emoção incluídas, Lionel Messi foi contratado pelo Paris Saint-Germain. Em seus 21 anos como jogador do Barcelona, ​​Messi venceu tudo. Sua história é a de um campeão único. Mas, inesperadamente, ele continuará seu caminho longe do Camp Nou. O clube parisiense pagará a ele 40 milhões de euros líquidos por temporada. Com este contrato, o argentino passou a ser o jogador mais bem pago da entidade parisiense. A nova era do PSG comandada por Messi vai trazer mudanças para o time, para a Ligue 1 e, principalmente, para a economia. Durante a apresentação, o dono da equipe afirmou que a contratação teria sido impossível sem a ajuda dos patrocinadores; uma delas, a Nike, que paga cerca de 80 milhões de euros ao clube pela sua presença no vestiário casa de apostas. No final do caminho, o clube francês das capitais do Qatar faz um grande negócio, en funçao das ganâncias que vai ter com marketing e outros tipos de lucro, até mesmo com a venda de ingressos.

Um negócio redondo

Messi assina um contrato de dois anos com opção de mais um e o investimento total do PSG ronda os 210 milhões de euros para essas temporadas. Ele paga por esses 24 meses, mais um custo da ficha do jogador que chega livre (o que no mundo do futebol é conhecido como uma taxa assinada) e uma comissão de 10% que corresponde à transferência. O vínculo com Leo é dividido em um valor básico anual mais um valor por meta, que deve atender. Se houver um terceiro ano, o valor do investimento bruto se estenderia para cerca de 250 milhões. Além dessas despesas, existe um contrato extra de exploração de direitos de imagem. E certamente, como acontece com as estrelas do estilo de Messi, há pontos extras que agregam aos negócios de ambas as partes. Tudo isso foi acertado em apenas quatro dias, onde até o emir do Qatar acompanhava de perto tudo o que acontecia. Antes da apresentação, que foi organizada no Parque de los Príncipes –o estádio do PSG-, o clube parisiense colocou à venda a camisa do craque argentino ao anunciar que usaria o número 30. Em menos de 24 horas, o estoque já estava esgotado, e o clube faturou mais de 30 milhões de euros apenas com a venda das camisas de Messi.

O Rei de París

O argentino não foi a Paris pelo dinheiro, é mais do que claro. Mas procurou um clube que o satisfizesse em todos os sentidos e que tivesse um projeto à medida das suas ambições: vencer a Champions League e o campeonato local, e também uma preparação adequada para a Copa do Mundo de 2022. Leo fica com a camisa 30, deixou 10 para o amigo Neymar. Precisamente o brasileiro que mais custou, porque na altura teve de pagar ao Barcelona 222 milhões mais o contrato do jogador. Enquanto o PSG investiu 180 milhões de euros para comprar Mbappe, que veio do Mônaco, além do dinheiro investido em seu relacionamento pessoal. Hoje Messi está com 34 anos e chega como jogador livre, com o que o investimento é logicamente menor no cartão, embora ao princípio Léo fosse o jogador mais bem pago do elenco, superando Ney, que até então era o melhor em salários do PSG. 

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