Nobru e Cerol se juntam em nova organização e criam o Fluxo Esports

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Duas histórias similares que se cruzaram em diversos momentos, agora se juntam de vez para trabalhar na realização de um sonho. De um lado Nobru, vindo da comunidade do Jardim Novo Oriente, na Zona Sul de São Paulo, sonhava em jogar futebol pelo Corinthians e acabou se tornando MVP do mundial de Free Fire de 2019 defendendo a camisa do time como jogador profissional de Free Fire; do outro Cerol, nascido e criado na periferia do Rio de Janeiro, começou a trabalhar com 11 anos de idade para ajudar a família e aos 27 se tornou um dos maiores streamers de Free Fire do país, vencedor do Prêmio Esports Br.

Com origens humildes, foi o Free Fire que aproximou os dois e fez a amizade nascer. Os dois se conheceram por meio do jogo, quando Cerol deu espaço em suas lives para o garoto da periferia que jogava bem e convidou ele para sua guilda a KOF, que algum tempo depois evoluiu e com o convite do clube, se tornou a base do time do Corinthians Free Fire, onde ainda criaram a conhecida guilda Bando de Loucos. Com o espírito de trazer de volta para o cenário o sentimento de pertencimento e falar a mesma língua de sua comunidade, os dois uniram forças e criaram o Fluxo Esports.

“Com o tempo eu fui percebendo que nenhuma organização de Free Fire hoje falava a língua da comunidade que a apoiava. E isso era uma coisa que fazia muita falta, alguém que viesse do mesmo lugar que os fãs e o pessoal que apoia a gente, e que falasse de verdade a mesma língua que eles. Esse é nosso maior objetivo com o Fluxo, ser um time criado na comunidade para a comunidade”, explica Bruno Góes, ou simplesmente Nobru.

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Cerol e Nobru em gravações na última semana
Foto: César Galeão

A organização, inicialmente, contará com um time de Free Fire que estreia na série A da LBFF, principal torneio da modalidade. Com a compra da vaga do time do Santos eSports, o Fluxo também terá equipe técnica com head coach, analistas e psicólogo, uma mansão que servirá de Gaming House para seus integrantes, que, além de focar no aspecto competitivo do jogo, também irão produzir conteúdo, sempre dialogando com a comunidade do Free Fire de maneira espontânea.

“Nós fizemos esse investimento pois acreditamos no nosso projeto. Vamos mostrar que podemos ser competitivos, falar a língua dos nossos apoiadores de maneira natural, sem ficar forçando nenhuma barra, e ainda assim mostrar para aquele menino que está começando a jogar no celular sem muitas condições, que é possível sim chegar lá e vencer e como eu que além de virar um influenciador e streamer, estou virando empresário, com esta nova empreitada.”, completa Cerol.

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