A criação de conteúdo vive um dos maiores ciclos de expansão recente no Brasil. Dados da Adobe, uma das maiores empresas globais de software criativo e soluções para experiências digitais, indicam que a demanda por peças criativas e materiais personalizados cresceram cinco vezes nos últimos anos e que o número de empresas ampliando suas operações de conteúdo avançou mais de 75% no período. Esse movimento pressiona equipes, exige novos fluxos de trabalho e acelera a adoção de tecnologias de automação e inteligência artificial.
É nesse cenário que a Adobe apresenta sua estratégia atual para o mercado brasileiro, alinhada às diretrizes globais da companhia. Segundo Fábio Sambugaro, Vice-President Latin America SMB and Enterprise, o foco está em apoiar empresas na produção de conteúdo em escala com segurança e qualidade. “Temos três eixos principais. O primeiro é a democratização da criatividade, com ferramentas que ampliam o acesso e reduzem barreiras técnicas. O segundo é o uso de IA para produtividade, com automação de tarefas operacionais e redução de retrabalho. O terceiro é a implementação da IA generativa com governança, sobretudo em temas relacionados a propriedade intelectual e compliance”, comenta.
A projeção de crescimento para o Brasil em 2026 é de 15%. A adoção de AI é fundamental, como explicado acima, e novas ferramentas como Acrobat Studio, lançada em português no final de novembro, criam um novo mercado para Adobe, já que todos nós temos de lidar com conteúdo e ter um único lugar com capacidade de integrar todos os tipos de documentos com capacidade analítica e de apresentação inigualável. Muda o jogo gerando receita adicional.
O país aparece como mercado prioritário para a empresa, junto da Índia, em iniciativas que pretendem preparar o ambiente global da economia criativa. O Brasil representa 40% do mercado Latino americano e AI é o grande driver de crescimento com Firefly, Acrobat Studio e Express. Com o crescimento da demanda por conteúdo, fluxos de trabalhos criativos são essenciais é AÍ (comercialmente seguro) é a única opção e a Adobe é a única empresa que entrega isso. Para isso, a companhia investe em conteúdo regionalizado, adaptação de recursos para a realidade local e ações de capacitação de profissionais. A relevância histórica do país em premiações internacionais e o peso do setor criativo brasileiro reforçam essa escolha.
A movimentação também inclui a nova edição do evento Adobe Creative Trends, hub que consolida análises, dados, tendências e práticas voltadas a profissionais de marketing, design e tecnologia. Em sua terceira realização no Brasil, a iniciativa aprofundou conteúdos já apresentados no último ciclo, incorporou aprendizados recentes do Adobe MAX e ampliou a oferta de treinamentos e materiais construídos com parceiros. O objetivo do evento foi manter o mercado atualizado sobre mudanças no cenário criativo, acelerar a adoção de tecnologias emergentes e conectar equipes brasileiras às discussões globais que orientam o futuro do setor.
No portfólio corporativo, a bigtech destaca soluções como Firefly, Acrobat Studio e Adobe Express. As ferramentas foram desenvolvidas para operar em fluxos integrados de imagem, vídeo, áudio, design e vetores. A tecnologia da Firefly permite interação com aplicações externas de IA e foi construída com foco em segurança comercial e proteção de propriedade intelectual. A adoção ocorre em uma única base operacional, com prioridade para governança dos ativos e controle do processo criativo.
Alguns impactos já são observados. De acordo com Sambugaro, equipes criativas que utilizam automação da Adobe registram até 40% menos esforço em tarefas repetitivas, o que reduz custos e amplia o ritmo de entrega. “O comportamento do consumidor também pressiona o setor, 88% das pessoas prestam menos atenção a conteúdos repetitivos e 80% esperam mensagens personalizadas das marcas”, complementa.
Para ele, o avanço da IA não substitui o papel criativo humano, mas reorganiza o trabalho para permitir que profissionais atuem de forma mais estratégica. Na visão dele, o futuro do setor será colaborativo e personalizado, com a combinação entre criatividade, tecnologia e processos de governança definindo o ritmo da próxima fase de crescimento do mercado brasileiro.




