Terça-feira, 6 de outubro de 2026 MPJ · Mais Pelo Jornalismo
Blog do Armindo Blog doArmindo
Buscar no Blog do Armindo

Pressione Enter para buscar · Esc para fechar

Publicidade

Construí um império romano do zero e agora entendo a importância das boas decisões em Anno 117 Pax Romana

Confesso: até pouco tempo atrás eu conhecia muito pouco da franquia Anno. Fui descobrir que, desde 1998, ela é uma das séries de estratégia mais respeitadas da Ubisoft, uma mistura precisa de simulação econômica, diplomacia.

Construí um império romano do zero e agora entendo a importância das boas decisões em Anno 117 Pax Romana

Confesso: até pouco tempo atrás eu conhecia muito pouco da franquia Anno. Fui descobrir que, desde 1998, ela é uma das séries de estratégia mais respeitadas da Ubisoft, uma mistura precisa de simulação econômica, diplomacia e construção de impérios. Cada título propõe o mesmo desafio essencial: transformar uma pequena colônia em uma civilização próspera, equilibrando produção, comércio e política com uma boa dose de paciência e visão estratégica.

Com Anno 117: Pax Romana, o estúdio Ubisoft Mainz leva essa fórmula ao auge da Roma Antiga, permitindo que o jogador viva o papel de um governador responsável por expandir as fronteiras do império e pagar o preço da paz.

Dois caminhos, um império

No modo história, o jogador pode escolher entre Marcus e Marcia, personagens com histórias próprias e dilemas distintos. Marcus é um jovem governador inseguro, tentando provar seu valor político. Já Marcia rompe com as normas da sociedade romana, trazendo uma perspectiva mais ousada e subversiva. Cada campanha propõe decisões que realmente afetam o destino da sua província e, consequentemente, o rumo do império.

Para quem prefere liberdade total, há também o modo sandbox, que mantém a essência clássica da franquia: construir, expandir e equilibrar uma cadeia produtiva cada vez mais complexa, enquanto deuses, comércio e exércitos competem pela sua atenção.

Paciência é uma virtude romana

Anno 117 é, acima de tudo, um jogo de paciência e planejamento. As dinâmicas de produção e logística são ricas, mas exigem atenção e tempo. Mesmo com a opção de acelerar o relógio, as coisas demoram a acontecer e é justamente aí que está o charme da série.
Quem chega agora pode sentir falta de um tutorial mais detalhado (ele existe, mas é básico), e precisará aprender na prática como equilibrar recursos, transporte e mão de obra. Não é um defeito faz parte da curva de aprendizado natural de um bom simulador.

Roma em detalhes

Graficamente, o jogo impressiona. As cidades ganham vida com texturas ricas, animações detalhadas e uma trilha sonora imersiva que complementa o clima histórico. Ver os recursos sendo transportados pelas estradas ou os trabalhadores cuidando das construções é um prazer quase meditativo.
As cutscenes do modo história são belas e ajudam a conectar as decisões estratégicas à narrativa pessoal dos governadores. Mesmo com pequenas falhas pontuais nas legendas em português (na prévia que joguei), o jogo mostra uma excelente atenção à localização.

Equilibrando poder, fé e expansão

Um dos aspectos mais interessantes é o sistema de escolhas religiosas e políticas. O jogador pode orientar sua província para o culto a deuses como Ceres, Marte, Netuno, Minerva, Mercúrio/Lugus, Epona ou Cernunnos, cada qual conferindo bônus regionais e globais que impactam produção, comércio e combate. Isso, combinado com a árvore de descobertas (ramificações civis, militares e econômicas), cria muitas estratégias viáveis e incentiva a experimentação.

Conteúdo pós-lançamento — o que vem depois do Império

O jogo chega com um plano de conteúdo robusto para Year 1, detalhado no review guide. O Year 1 Pass inclui três expansões principais que prometem expandir significativamente o escopo do jogo:

  • Prophecies of Ash — amplia Latium com a maior ilha já vista na série, introduzendo um cenário vulcânico massivo e a possibilidade de devotar cidades a Vulcan, com mecânicas relacionadas a erupções e terreno reformado.
  • The Hippodrome — adiciona um monumento inspirado no Circus Maximus, permitindo construir uma grande arena de corridas de bigas que aumenta prestígio e atrai especialistas.
  • Dawn of the Delta — desbloqueia uma nova província com cenários tipo delta/egípcio, novas tiers populacionais, deidades e unidades, forçando o jogador a equilibrar ambição romana com tradições locais.

Além disso, o Year 1 Pass traz itens cosméticos exclusivos (símbolos, skins de navio e ornamentos) e promete DLCs que expandem tanto a construção quanto as histórias e desafios do jogo. Essas informações estão no guia de review fornecido pela Ubisoft.

Veredito

Anno 117: Pax Romana é um verdadeiro tributo à paciência estratégica. Ele não tenta reinventar o gênero, mas refina com maestria o que a série faz de melhor: transformar complexidade em prazer. É o tipo de jogo em que cada pequena conquista – um novo templo, uma rota comercial eficiente, um bairro próspero traz uma satisfação genuína.

Durante as horas em que joguei, me vi totalmente envolvido, cuidando para que meus “romaninhos” tivessem o melhor possível. Às vezes, a vila quase parava por falta de recursos, mas foi justamente aí que o jogo me conquistou.

Se você gosta de jogos de construção e gerenciamento, Anno 117 é um convite irresistível para perder-se (e encontrar-se) nas intrigas, decisões e belezas do Império Romano.

Lançamento: 13 de novembro de 2025
Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC (Steam, Epic e Ubisoft Connect)
Versão jogada: PC – chave gentilmente oferecida pela Ubisoft

Prós / Contras (resumido)

Prós

  • Profundidade e variedade nos sistemas de produção e descoberta.
  • Visual e sonoplastia muito bem executados.
  • Campanha com escolhas significativas e personagens interessantes.
  • Plano de pós-lançamento ambicioso (expansões com mecânicas novas).

Contras

  • Curva de aprendizado acentuada.
  • Ritmo lento para quem busca ação imediata.

Armindo Ferreira

News Influenciador

É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta…