Na última segunda-feira, a Motorola reuniu jornalistas na região de Sorocaba para um expressivo pacote de lançamentos: o topo de linha Motorola Signature, três versões da linha Edge 70, os intermediários moto g77 e moto g67, além de um relógio inteligente, um rastreador e uma caixa de som portátil.
Mas sem dúvidas a linha Signature rouba a cena com a entrada da empresa no segmento ultra premium. Não é promessa pequena. O aparelho carrega três sensores Sony LYTIA e chegou com um certificado da DXOMARK que a marca faz questão de destacar sua superioridade em relação aos concorrentes. A câmera principal é o sensor LYTIA 828 de 50 MP com gravação em 8K. A teleobjetiva tem 3x de zoom óptico, podendo chegar a 100x no digital.
Além disso a marca não deixa de lado seu lado mais competitivo que é o apelo de design e estética elevada.

A tela AMOLED de 6,8 polegadas atinge 6.200 nits de brilho e taxa de 165 Hz. O processador é o Snapdragon 8 Gen 5, o mais recente da Qualcomm. A bateria de silício-carbono tem 5.200 mAh com carregamento com fio de 125W. O sistema operacional é Android 16, com sete anos garantidos de atualizações.
A linha Edge 70 chegou em três versões para diferentes bolsos. O Edge 70 puro é o mais chamativo do trio por uma razão que não tem nada a ver com câmera: mede apenas 5,99 milímetros de espessura e pesa 159 gramas, construído com alumínio nas laterais. É um aparelho pensado para quem carrega o celular no bolso da calça jeans e não quer pensar nisso. O processador Snapdragon 7 Gen 4 dá conta do trabalho para uso cotidiano intenso, a bateria é de 4.800 mAh com carregamento sem fio de 15W.

O Edge 70 Fusion é o modelo do meio, aquele que a Motorola usa como porta de entrada da família há alguns anos. Aqui a câmera principal é o sensor Sony LYTIA 710 de 50 MP, com uma ultrawide também de 50 MP e uma teleobjetiva de 10 MP com zoom óptico de 3x. O processador muda para o Snapdragon 7s Gen 4, a tela passa a ter 144 Hz e a bateria fica em 5.200 mAh. O Edge 70 Fusion+ traz o mesmo conjunto de câmeras com sensores melhores e 12 GB de RAM por R$ 3.499.

Descendo um degrau na linha de preços, o moto g77 e o moto g67 chegam para brigar no segmento intermediário. O g77 aposta em uma câmera principal de 108 MP com processador MediaTek Dimensity 6400, tela Extreme AMOLED de 6,8 polegadas e bateria de 5.200 mAh. Sai por R$ 2.499 na versão de 256 GB. O g67 vem com o sensor Sony LYTIA 600 de 50 MP, processador Dimensity 6300, 4 GB de RAM e suporte a cartão de memória microSD de até 2 TB.

Os acessórios completam o pacote. O Moto Watch foi desenvolvido em parceria com a Polar, empresa finlandesa especializada em monitoramento esportivo, tem GPS de dupla frequência, autonomia de até 13 dias e tela OLED de 1,4 polegadas protegida pelo Gorilla Glass 3.

O moto tag 2 usa banda ultralarga para rastreamento de objetos com precisão, bateria substituível CR2032 com autonomia declarada de 600 dias.

A Moto Sound Flow é uma caixa de som portátil com 30W de potência total, certificação Sound by Bose, IP67 e suporte a AirPlay 2, Google Cast e Spotify Connect.

Também foi apresentado lá um aparelho alusivo à Copa do Mundo FIFA(TM) 2026, com detalhes em ouro.

É um portfólio vasto. A Motorola claramente decidiu ocupar espaço em todas as faixas de preço e tipos de produto de uma vez. E parece ser uma decisão bem acertada, ainda mais num mercado que tem concorrentes bem estabelecidos e que parecem bem estagnados em inovação, e nem se fala em design, estilo e lifestyle. Quando jogamos a discussão para essa seara, aí a Motorola olha para frente e não vê ninguém.




