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Motorola Signature: um mês com o melhor celular que a Motorola já fez

Em um mês entre surfistas e motores de MotoGP, o primeiro super-flagship da Motorola mostrou por que merece o nome que escolheu.

Em um mês entre surfistas e motores de MotoGP, o primeiro super-flagship da Motorola mostrou por que merece o nome que escolheu.
foto tirada com o motorola Signature.

Recebi o Motorola Signature com uma missão que qualquer pessoa sensata consideraria cruel para qualquer câmera de smartphone: fotografar surfistas profissionais em ação no Hotel Fasano Surf Lodge, que possui uma piscina com ondas artificiais para surf e, semanas depois, cobrir o caos visual e a velocidade do MotoGP em Goiânia. Esportes de ação em ambientes hostis, com luz variável, sujeitos em movimento constante e zero margem para erro. É o tipo de cenário que expõe qualquer fraqueza de hardware sem misericórdia.

E dá para afirmar sem erro que é o teste em situações mais extremas que já testei. 

É engraçado pensar que, depois que tive contato com as especificações técnicas do Motorola Signature, eu me lembrei desse comercial aqui da Nissan.

Sim, o comercial mostra perplexidade sobre por que alguém pagaria mais caro por um carro menos potente e com menos entrega. Assim, a primeira coisa a pensar do Signature é: por que alguém pagaria mais caro pelo novo Samsung S26, que só trouxe uma tela de privacidade de inovação, com o Signature, que acaba sendo mais barato e entrega muito mais? 
Mas, antes de responder a essa pergunta, vamos conhecer um pouco mais do conceito do Motorola Signature.

O que a Motorola quis dizer com "Signature".

Pela primeira vez em anos, a Motorola parou de brincar de flagship. O Signature não é uma versão incrementada do Edge 50 Ultra. É um reposicionamento real. A marca abandonou a nomenclatura Edge para o topo da linha e criou uma identidade própria para o aparelho e a proposta de competir de frente com Galaxy e iPhone. Arrojado. Ousado. E, na maior parte do tempo, justificado.

E eu realmente admiro essa atitude de marca.

O aparelho mede 6,99 mm de espessura e pesa 186 gramas. Isso não é marketing: é fisicamente impressionante segurar esse nível de hardware em algo tão fino. A construção usa alumínio aeroespacial e Gorilla Glass Victus 2, com certificação IP68, IP69 e padrão militar MIL-STD-810H. No evento de surfe, estava chovendo e o aparelho levou vários respingos. Nenhum drama.

Aliás, assim que eu coloquei a mão no aparelho, o que mais me chamou a atenção foi o fato de ele ser tão fino e elegante e tão robusto ao mesmo tempo. É a tecnologia de braços dados com o design e estilo, e aqui nesse campo ninguém bate a Motorola. A parceria com a Pantone, por exemplo, garante cores lindas tanto do lado de fora quanto nas tiradas pelo aparelho. 

A câmera: onde o Signature ganha o jogo.

São quatro câmeras de 50 MP, todas com sensores Sony LYTIA. A principal usa o LYTIA 828 com abertura f/1.6 e estabilização óptica. A ultrawide abre em 122 graus com foco automático. A telefoto periscópica oferece zoom óptico de 3x e digital de até 100x. A frontal, também 50 MP, grava em 4K.

No papel parece competente. Na prática, com surfistas, a distância variável, luz solar intensa rebatendo na água e spray constante, o resultado foi além do esperado. O autofoco rastreou bem os atletas em movimento, a câmera principal entregou exposição equilibrada mesmo com o contraste brutal entre areia clara e céu aberto, e a ultrawide capturou perspectivas que numa câmera compacta exigiriam pós-processamento pesado.

Todas as fotos abaixo foram tiradas com o aparelho, mas leve em conta que elas tiveram a resolução reduzida para facilitar o carregamento da página.

Há também um recurso que usa o mesmo nome do aparelho, assim você consegue criar uma “assinatura própria de fotos”. Você envia suas melhores fotos e o sistema analisa, identifica padrões no seu estilo e passa a aplicar automaticamente ajustes alinhados com suas preferências nas capturas seguintes. A Motorola chama isso de assinatura estética, e a ideia é que o celular deixe de ser um aparelho genérico para se tornar uma extensão do olhar de quem fotografa. Não é mágica, e o recurso não substitui decisões criativas conscientes. Mas é uma adição inteligente a um aparelho que claramente foi pensado para quem leva fotografia a sério.

Com 164 pontos no DXOMark e selo Gold, o Signature entrou direto no top 5 global de câmeras em smartphone, superando nomes como iPhone 16 Pro Max e Galaxy S25 Ultra no ranking. É a maior nota já alcançada por um aparelho da marca na plataforma, e tem peso simbólico real: o DXOMark é uma das referências mais respeitadas do mercado para avaliação fotográfica, com metodologia técnica controlada que vai além da impressão subjetiva. 

A empresa nem quis esconder o nome dos concorrentes nos gráficos para deixar bem claro que o equipamento bate a concorrência.

Sabe aquela história de que só o iPhone tem fotos perfeitas com o Instagram? Essa hegemonia também acabou.

A ultravelocidade do MotoGP.

O querido leitor e a querida leitora, acreditem, é muito difícil tirar fotos das motos no MotoGP. Eu estive em Goiânia a convite da Lenovo para conferir a volta do campeonato ao território brasileiro e levei o Signature comigo. 

No MotoGP, as motos passam pela reta principal a mais de 300 km/h. Não é exagero dizer que o tempo de reação humana é insuficiente: quando você percebe que a moto está no enquadramento ideal, ela já saiu. Fotografar nesse ambiente exige um autofoco rápido o suficiente para travar o sujeito antes que ele vire borrão, estabilização que compense o movimento involuntário de quem está segurando o aparelho em tensão, e um processador capaz de escrever os arquivos na memória sem criar fila. Com câmera profissional e lente telefoto de 400 mm, fotógrafos credenciados levam anos para dominar a técnica. Com um smartphone, o desafio é ainda maior porque o sensor é menor, o zoom óptico é limitado e o software precisa compensar o que o hardware não alcança. O Signature surpreendeu pela nitidez e pelo congelamento do movimento, mesmo com as motos no ponto mais rápido da pista. Mas é bom dizer que a habilidade do fotógrafo também conta e, para cada foto dessas abaixo, eu tirei várias de pista vazia. Se não fosse o Signature, talvez não conseguisse nenhuma foto decente. 

Para ajudar nisso, eu usei a função “action shot”, que é o apoio ideal para fotos de esportes.

Eu aproveitei também para tirar algumas fotos do local. Olha esse céu:

E o arco-íris?

Aproveitei para testar a câmera de selfie.

Fotos do Signature em ambientes mais escuros.

Tanto no Surf Lodge quanto em Goiânia, fui convidado para experiências gastronômicas únicas e foi mais um momento para testar o aparelho em lugares mais intimistas e com bem menos luz.

Tela, desempenho e bateria.

A tela LTPO AMOLED de 6,8 polegadas com 165 Hz e pico de 6.200 nits é uma das mais brilhantes do mercado. Sob o sol de Goiânia, que não tem clemência com ninguém, a visibilidade foi boa. A calibração Pantone entrega cores naturais, sem aquela saturação exagerada que outros fabricantes usam para impressionar na loja e cansar no uso diário.

O Snapdragon 8 Gen 5 não é o chip Elite, mas, no uso real de cobertura jornalística, com câmera, aplicativos de edição e transmissão simultânea, não senti gargalo. A bateria de 5.200 mAh com carga de 90 W entregou dois dias de uso moderado com consistência. Em dias de cobertura intensa, fechei o dia com reserva. Para um aparelho de 7 mm, isso é um resultado impressionante.

O Hello UI sobre Android 16 continua sendo o melhor argumento da Motorola contra a concorrência no software. Limpo, rápido e com promessa de sete atualizações de Android. 

No hotel, aproveitei para colocar as séries em dia e o brilho da tela foi perfeito, bem como o áudio, que consegue entregar uma experiência muito imersiva. Foi uma experiência bem fluida. 

Veredito: vale a pena comprar o Motorola Signature.

Aqui voltamos à pergunta inicial desse review. Com tantas coisas boas, por que alguém não optaria pelo Signature? E a única resposta que eu penso é hábito. Depois de muito tempo usando uma marca, acaba ficando mesmo mais tenso esse processo de troca, mas, se você for para o lado racional, verá que o Signature entrega muito mais por preços bem mais competitivos. 
Nos meus testes, mesmo procurando pelo em ovo, não houve nada que o deixasse a desejar. 


Design e construção: 10/10.
Tela: 10/10.
Câmeras: 10/10.
Desempenho: 10/10.
Bateria e carregamento: 10/10.
Software: 10/10.
Nota final: 10/10.

Armindo Ferreira

News Influenciador

É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta…