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SP2B é um novo evento global de inovação e cultura sediado em São Paulo.

Olá leitor e leitora, tudo bem? Estive em no Parque Ibirapuera em São Paulo para um lançamento que me deixou impressionado. Assumidamente inspirado no SXSW foi anunciado o SP2B – São Paulo Beyond Business –.

Atualizado em 18/08/2025 às 14:08, por Armindo Ferreira.

Olá leitor e leitora, tudo bem?

Estive em no Parque Ibirapuera em São Paulo para um lançamento que me deixou impressionado.

Assumidamente inspirado no SXSW foi anunciado o SP2B – São Paulo Beyond Business – um megaevento para discutir inovação, cultura e negócios em um só lugar.

Mas o que será exatamente esse evento? Como ele vai impactar a sua vida? Para entender isso primeiro é preciso entender o que é o SXSW.

Criação do SXSW e a participação brasileira no evento.

O South by Southwest (SXSW), realizado anualmente em Austin, no Texas, consolidou-se como um dos maiores encontros globais de inovação, cultura e criatividade. Desde sua criação, em 1987, o festival atrai profissionais de diferentes áreas — tecnologia, cinema, música e comunicação — que buscam inspiração em painéis, conferências e experiências imersivas. O evento se destaca por lançar tendências e antecipar movimentos que, frequentemente, moldam o futuro da indústria cultural e do mercado digital.

A cada edição, o SXSW reúne milhares de participantes de diversos países, transformando a cidade em um verdadeiro laboratório de ideias e conexões. Startups aproveitam o momento para apresentar soluções, enquanto grandes empresas revelam novas estratégias e produtos. Além disso, o festival proporciona um ambiente fértil para networking, onde a troca de conhecimentos ocorre tanto nos palcos oficiais quanto em encontros informais nas ruas e espaços alternativos de Austin.

Nos últimos anos, as discussões no SXSW têm refletido preocupações contemporâneas, como inteligência artificial, sustentabilidade, diversidade e o impacto da tecnologia na vida cotidiana. O caráter multidisciplinar e a mistura entre negócios, arte e entretenimento mantêm o festival relevante, fazendo dele um ponto de convergência para quem deseja compreender as próximas transformações culturais e tecnológicas do mundo.

O SXSW como um festival focado em música independente, reunindo bandas, produtores e profissionais da indústria fonográfica nos bares e palcos de Austin. Com o tempo, o evento percebeu que o público e o mercado pediam algo além do entretenimento, passando a incluir o cinema e, posteriormente, a tecnologia em sua programação. Essa expansão transformou o festival em um ponto de encontro multidisciplinar, onde lançamentos de filmes, debates sobre inovação e apresentações musicais convivem lado a lado. Hoje, o SXSW é reconhecido como um espaço de influência global, capaz de revelar novas tendências na cultura, nos negócios e no cenário digital, sem abrir mão de suas raízes musicais.

A participação dos brasileiros no SXSW tem se destacado ano após ano, fazendo do Brasil a maior delegação estrangeira do festival. Nas edições recentes, brasileiros também ocuparam papel de destaque na programação oficial. Além dos números expressivos, a presença nacional é marcada por uma agenda intensa de networking, palestras, música e exibição de projetos inovadores brasileiros. O português se tornou quase uma “segunda língua” do SXSW, tamanha a influência do país nos corredores do evento. Empresas, startups, personalidades e artistas brasileiros aproveitam o festival para apresentar soluções, debater criatividade e fortalecer conexões internacionais: uma postura que transformou o Brasil em referência de diversidade, criatividade e inovação dentro do SXSW.

E então veio a vontade de criar uma espécie de SXSW brasileiro.

É aí que entra em cena o empresário Rafael Lazarini, idealizador do Rio2C, um dos mais importantes eventos da criatividade do Brasil. Ele tentou articular a criação de uma edição na capital paulista, que poderia se chamar SXSP, mas os organizadores do evento resolveram pausar a expansão global.

Vem daí que durante a apresentação para a imprensa o Lazarini afirma que esse “tropeço” veio em boa hora, e em conversa com outros parceiros nacionais resolveu criar o SP2B. Hugh Forrest foi por anos o responsável pelo conteúdo do SXSW e se desligou do evento de Austin, assim ele foi convidado para integrar o time de organização do evento brasileiro. Ou, seja, além de ter um evento inspirado no SXSW teremos a mesma mente por trás do sucesso do evento nos últimos anos. Não é pouco.

Durante sua fala o Hugh lembrou que o sucesso do evento não se dará por números, mas por quanto ele será abraçado pela sua comunidade. E aqui é um grande ponto-chave desse tipo de realização.

Mas como será exatamente esse evento?

Em 2026 basicamente o Parque do Ibirapuera – um dos mais importantes da cidade – será “tomado” pelo SP2B com centenas de atividades em 8 dias de conteúdo multifacetado e multidisciplinar.

A imagem acima dá uma dimensão do evento, mas ele é muito maior do que isso. Porque também terão atividades musicais, experiências gastronômicas, áreas de network e exposição de startups, além da participação de comunidades e seu empreendedorismo social.

Também foi lançado o selo “Made in Sampa” que deve ser uma plataforma digital que tornará o SP2B em atividade durante todo ano e deve apoiar a geração de negócios e criar um novo ecossistema empreendedor.

Sinceramente, enquanto escrevo ao leitor, sinto que não consigo passar o tamanho dessa iniciativa, e o impacto que ela deve ter, mas tem tudo para ser algo transformador e um dos principais eventos da mais importante capital da América Latina.

Abertura oficial com o professor Harari e show do Gilberto Gil.

Depois da coletiva de imprensa, subimos até o belíssimo auditório do Ibirapuera para o lançamento oficial do SP2B que contou com a apresentação da atriz e influenciadora digital Mariana Ximenez.

E então tivemos uma palesta com o professor Yuval Noah Harari, que deu uma palestra bem incisiva sobre os riscos da IA. Foi sem dúvidas um gostinho do que teremos o ano que vem. Ele falou sobre como precisamos reforçar a confiança entre humanos, antes de confiar plenamente numa super inteligência. Na Sequência o jornalista Pedro Bial tocou um talk com ele repercutindo um pouco os insights apresentados.

“Sou um punk da periferia. Sou da Freguesia do Ó Ó! Ó Ó Ó Ó Ó Ó Ó! Aqui prá vocês!”

Foi assim que Gilberto Gil começou seu show no que já podemos chamar de palco do SP2B. E foi muito simbólico. Quem sabe as vozes brasileiras mandarão um “Ó aqui prá vocês” para o mundo todo?

Havia mais simbolismos. Gil surgiu rodeado por uma rede de raios como se ele fosse uma holografia de si próprio e depois num belo videografismo havia o contraste do cantor sentado com seu violão e no telão uma imagem sua projetada com filtros em tempo real. A simplicidade e a alta tecnologia num só palco.

É da simplicidade das soluções das comunidades periféricas brasileiras até as maiores mentes brilhantes do mundo que o SP2B deve ter seu maior valor.

Sobre o SP2B

Idealizado pela DA20 – também criadora do Rio2C – o SP2B nasce com o propósito de posicionar São Paulo como um dos grandes epicentros mundiais de inovação, cultura, criatividade e impacto. A edição completa, em 2026, ocupará quase todo o Parque Ibirapuera, reunindo conferência, festival, exposição e negócios para debater os rumos das cidades e da sociedade em um mundo cada vez mais tecnológico.


Armindo Ferreira

É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta mais. Sempre de um jeito simples e descomplicado, com objetivo de empoderar o leitor para tomar melhores decisões quando o assunto é tecnologia.