Testei o Jovi Y31 - vale a pena comprar? A bateria cumpre o que promete?
Jovi apostou todas as fichas em um problema real do consumidor brasileiro: o smartphone que não dura o dia.
Testei a bateria do Jovi Y31 - será que dura mesmo?
Quando a Jovi anunciou o Y31 com a promessa de mais de dois dias de bateria, meu ceticismo de mais de 15 anos cobrindo tecnologia entrou em alerta. Esse tipo de afirmação costuma funcionar bem em laboratório e derreter no primeiro dia de uso real. Então fiz o que qualquer jornalista independente deve fazer: testei o aparelho por dez dias, na rotina de quem usa smartphone como ferramenta de trabalho.

O veredicto curto: a bateria é verdadeira. Dura tudo isso mesmo.
O celular já vem com uma película aplicada de fábrica e uma capinha de celular. Também vêm o carregador e o cabo.
A bateria que cumpre o prometido.
A Jovi apostou todas as fichas em um problema real do consumidor brasileiro: o smartphone que não dura o dia. Com uso moderado, o Y31 passou os dois dias prometidos sem drama. Saí de casa sem carregador e voltei sem ansiedade. Para profissionais que vivem de smartphone, isso é um diferencial concreto.
A bateria de 7.200 mAh usa tecnologia de silício-carbono, o que permitiu empacotar toda essa capacidade em um aparelho de apenas 8,5 mm de espessura. O carregador de 44W completa a carga em tempo razoável. A Jovi ainda garante que a bateria manterá pelo menos 80% da capacidade por quatro anos, compromisso pouco comum nessa faixa de preço.
A ressalva que qualquer análise honesta precisa fazer: autonomia excepcional em uso moderado não é o mesmo que autonomia excepcional em uso intenso. Quem roda jogos pesados, streaming em 4K ou videoconferência o dia todo vai ver esse número cair. A Jovi não mente, mas o contexto do uso importa.
E aqui é importante dizer que é uma limitação dos testes, eu nunca vou conseguir simular para valer um uso intenso de celular por dois dias. Mas pelo resultado, eu penso que posso dizer que você terá um dia inteiro de uso do celular e ainda assim chegará antes na hora de dormir à noite com ele ainda com bateria. Sem susto, sem uma carguinha extra. Mas, dependendo do seu uso, pode sim durar dois dias.
Câmera e inteligência artificial: funcionais, sem pretensão de liderança.
Ao longo de dez dias, tirei bastante foto. A câmera principal de 50 MP entrega resultados satisfatórios com boa luz ambiente, que é a realidade da maioria das fotos do cotidiano. Os recursos de inteligência artificial integrados ao OriginOS 6 funcionam na prática: o apagador de objetos, o aprimoramento automático de imagens e o Circule para Pesquisar, que permite buscar qualquer elemento visível na tela, são ferramentas úteis para quem usa o celular como instrumento de trabalho.
As fotos abaixo foram tiradas no nosso clássico cenário dos funkos.






Também fiz nosso clássico teste de foto de noite.



E, por fim, o teste com a câmera de selfie.

Para selfies, você pode usar um embelezador nativo, mas tome cuidado porque ele pode deixar seu rosto bem deformado.

O ponto de atenção é que o processamento de IA aplica uma paleta de cores suavizada, com tendência estética do mercado asiático. As fotos ficam mais arrumadas do que a cena real. Para redes sociais, raramente é problema. Para documentação fiel de produtos ou ambientes, pode incomodar. A câmera auxiliar de 2 MP serve basicamente para estimar profundidade e o zoom digital perde qualidade rapidamente acima de 2x. Nada que surpreenda nessa faixa, mas vale saber antes de comprar.
A tela é a especificação mais honesta do aparelho.

A tela de menor resolução consome menos energia, contribuindo diretamente para a autonomia da bateria. É uma decisão de projeto, não um descuido. E aqui algo que eu sempre falo, não tem milagre, mais tela consome mais bateria. São escolhas.
No uso cotidiano, o painel de 6,75 polegadas com 120 Hz e 1.000 nits de brilho máximo entrega fluidez e boa leitura sob luz solar. Para redes sociais, documentos, videoconferência e vídeos no YouTube, a experiência é satisfatória. Não vai impressionar quem vem de um AMOLED, mas também não vai irritar quem nunca usou. O consumidor precisa saber que a troca existe para decidir se ela vale para o seu perfil.
O áudio também não é muito expressivo. Cumpre o que promete, mas se você faz questão de uma qualidade de áudio superior, recomendo o uso de fones.
Resistência e usabilidade para quem trabalha em campo.
O Y31 chega com certificação IP68, IP69 e IP69+, além do padrão militar MIL-STD-810H e o selo SGS Gold Label para quedas em múltiplos ângulos. Não são números decorativos. Para profissionais que usam o celular em ambientes adversos, seja chuva, poeira ou risco de queda, essa é uma especificação que diferencia o aparelho da concorrência direta.
O OriginOS 6 é uma customização do Android e com Gemini integrado eleva a produtividade sem exigir grande curva de aprendizado.
O design do aparelho é muito bonito e segue uma tendência de aparelhos com cores diferenciadas. Ele tem ainda um efeito holográfico bem interessante. Diferente do que esperado, não é um celular tão grosso e pesado. Não incomoda no bolso.


Veredito: para quem é e para quem não é.
Após dez dias, o Y31 se revela um aparelho honesto com seu propósito. Recomendo para profissionais liberais e pequenos empreendedores que usam o smartphone como ferramenta central: MEIs, vendedores externos, autônomos, prestadores de serviço. Para esse público, a bateria que dura dois dias é um argumento de produtividade real. Os recursos de IA atendem bem ao dia a dia de trabalho.
Não recomendo para quem prioriza câmera, quer qualidade de tela ou áudio premium. É um aparelho pau para toda obra para quem precisa do telefone não para firulas ou estética, mas quem precisa trabalhar e ganhar dinheiro com o aparelho.
Notas
Atributo Nota
Bateria 9/10
Resistência 9/10
Recursos de IA 8/10
Câmera 7/10
Desempenho 7/10
Design/Acabamento 8/10
Tela 7/10

Armindo Ferreira
É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta mais. Sempre de um jeito simples e descomplicado, com objetivo de empoderar o leitor para tomar melhores decisões quando o assunto é tecnologia.









