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Udemy FWD São Paulo 2025: IA Reimaginando a Aprendizagem Corporativa e o Futuro do Trabalho

Essa semana eu estive em São Paulo para fazer a cobertura da terceira edição brasileira do FWD São Paulo 2025, principal evento anual da Udemy. Os números da empresa, especializada em treinamentos, impressionam. No Brasil.

Atualizado em 12/09/2025 às 17:09, por Armindo Ferreira.

Essa semana eu estive em São Paulo para fazer a cobertura da terceira edição brasileira do FWD São Paulo 2025, principal evento anual da Udemy.

Os números da empresa, especializada em treinamentos, impressionam. No Brasil já são 6 milhões de alunos, 8.500 instrutores e mais de 23.500 cursos em português, sendo 2.200 deles na coleção multilíngue do Udemy Business. Entre as habilidades em maior crescimento no país destacam-se: IA (+24%), inglês (+19%), Kotlin (+17%), Angular (+10%) e C# (+2%). Globalmente, a plataforma reúne 81 milhões de alunos, 85 mil instrutores, mais de 250 mil cursos em 77 idiomas e já ultrapassou 1,1 bilhão de matrículas, sendo 120 milhões apenas no último ano. Já o Udemy Business (focada em atender o mercado corporativo) oferece mais de 30 mil cursos (13 mil em inglês e 17 mil multilíngues em 15 idiomas), criados por 10 mil instrutores, e atende a mais de 17 mil empresas no mundo todo.

O encontro realizado em São Paulo consolidou a visão de que a Inteligência Artificial (IA) não é apenas uma ferramenta, mas o motor da transformação na aprendizagem corporativa. Realizado em 9 de setembro de 2025, no espaço Estação São Paulo, o evento reuniu líderes executivos e especialistas para debater como a IA está remodelando a força de trabalho e exigindo uma nova abordagem no desenvolvimento de talentos. Confira mais sobre como foi o evento aqui.

Genefa Murphy, Chief Marketing Officer (CMO) da Udemy, abriu o FWD São Paulo 2025 com a palestra “A virada da IA: liderando a revolução em meio à transformação da força de trabalho”. Murphy destacou uma pesquisa da McKinsey que revela que, embora 92% das organizações estejam investindo em tecnologias de IA, apenas 1% se considera totalmente preparada para aproveitar esses investimentos. “Esse descompasso de competências representa tanto desafios quanto oportunidades”, afirmou a CMO, enfatizando que os métodos tradicionais de aprendizagem e desenvolvimento já não são suficientes na era da IA.

Durante a apresentação, a Genefa traçou um interessante paralelo entre o treinamento corporativo e conceitos básicos de uma cidade: com construções, vias de tráfego e espaços públicos.

Numa entrevista exclusiva para o Blog do Armindo, ela explicou melhor essa analogia. “A ideia é que, quando pensamos em aprendizado, devemos pensar nele como um sistema operacional e um conjunto de partes interconectadas. Com muita frequência, as pessoas pensam apenas no curso, no conteúdo, em vez de pensar nos caminhos e no resultado final. E o que temos descoberto cada vez mais, especialmente com várias gerações na força de trabalho, é que você precisa pensar nos prédios, que são os blocos de aprendizado, nas estradas, os caminhos e como você cria experiências de aprendizado, na infraestrutura inteligente, como você incorpora automação e IA, nos hábitos que você constrói com os padrões de deslocamento e, em seguida, no compartilhamento ponto-a-ponto, como as praças da cidade e os lugares onde as pessoas podem aprender umas com as outras”.

A visão da Udemy para o futuro é de um aprendizado personalizado, “humano primeiro, mas capacitado por IA”, que prioriza habilidades em vez de diplomas, com essas habilidades sendo certificadas e diretamente ligadas ao desempenho dos negócios.

Humano primeiro, mas capacitado por IA

Novas Soluções e o Aprendizado no Fluxo de Trabalho.

O evento foi palco para o anúncio de novas soluções impulsionadas por IA que prometem revolucionar como as empresas capacitam seus colaboradores. Um dos destaques foi o Udemy MCP Server, uma solução inédita que insere o aprendizado personalizado diretamente nos fluxos de trabalho.

Com a solução é possível compartilhar uma interação do ChatGPT no Slack ou Teams para obter coaching, ou um engenheiro pedir uma aula da Udemy Business diretamente de seu ambiente de desenvolvimento com IA.

André Almeida, Vice-Presidente da Udemy para a América Latina, reforçou o ineditismo do MCP. “É a primeira vez que uma grande empresa global de EdTech consegue implementar essa iniciativa”, afirmou. Segundo Almeida, a integração com agentes de LLM (Large Language Models) como ChatGPT e Claude concretiza o conceito de “aprendizado no fluxo de trabalho”, algo que profissionais de treinamento corporativo almejam há mais de uma década.

Outra novidade apresentada foi o Role Play em português, lançado no início de 2025. Esta ferramenta interativa utiliza IA para criar simulações desenhadas por instrutores, oferecendo um ambiente seguro para o desenvolvimento de competências adaptativas, como apresentar propostas de negócios, conduzir conversas difíceis ou negociar. De acordo com a empresa, a próxima evolução será incorporar IA para permitir, por exemplo, o coaching baseado em transcrições de interações com clientes. Almeida salientou que os clientes podem criar seus próprios role plays personalizados.

Brasil: Um Mercado Estratégico com Desafios e Oportunidades.

O Brasil foi reiterado como um mercado estratégico para a Udemy. André Almeida destacou que, apesar de ser um país territorialmente grande e com suas peculiaridades regionais, a Udemy consegue “diminuir essas barreiras” através do ensino online e da geração de conteúdo local.

Para empresas brasileiras que ainda hesitam em adotar a IA, Jacob Coulter, Senior Director of Product Management da Udemy em entrevista ao Blog do Armindo ofereceu dicas valiosas. Ela mencionou a flexibilidade dos novos pacotes de IA, que permitem a implantação em departamentos ou centros de custo específicos. Além disso, a Udemy implementa políticas de adesão (opt-in), onde as funcionalidades de IA não são ativadas por padrão, e oferece permissões e salvaguardas no nível de recursos, permitindo que as empresas liguem e desliguem funcionalidades. “Construímos guard rails em todas as nossas interações de IA para ajudar os clientes nesse sentido”, garantiu Coulter.

Construímos guard rails em todas as nossas interações de IA para ajudar os clientes nesse sentido

Olhando para o futuro, André Almeida expressou convicção de que o letramento e a capacitação em IA acontecerão para todos. Ele acredita que os “early adopters”, as empresas com maturidade digital mais avançada, compartilharão seus casos de sucesso e boas práticas, impulsionando a adoção por outras companhias. “Grandes empresas globais, as empresas mais vanguardistas, estão inclusive fazendo um co-desenvolvimento conosco, como no caso do MCP”, revelou, mostrando o engajamento direto na construção do futuro da aprendizagem com IA.

Evento reuniu diversos especialistas e se consolida como referência sobre discussões de Learning & Development nas empresas.

Outro ponto de destaque foi o workshop interativo sobre boas práticas em mensuração de L&D
(Learning & Development), que apresentou exemplos de programas globais de aprendizagem e
desenvolvimento, oferecendo aos participantes a oportunidade de discutir desafios e
compartilhar experiências com líderes de RH e L&D. Líderes corporativos desses segmentos analisaram como a IA está remodelando as equipes corporativas, quais habilidades de liderança são essenciais e que
estratégias podem ajudar a construir times resilientes em meio a transformações organizacionais.

O FWD São Paulo 2025 também contou com a participação de executivos da Udemy, e uma palestra inspiradora de Francisco Mattos, Diretor Executivo da Fórmula 1 no Brasil, que abordou lições de liderança e inovação em alta velocidade para o mundo empresarial

O evento consolidou a mensagem de que, em um cenário em que a IA se torna onipresente, a aprendizagem corporativa precisa ser mais personalizada, imersiva e orientada a resultados de negócios, com a Udemy se posicionando como líder nessa transformação, assumindo seu papel de protagonista no cenário de L&D brasileiro.

Eu estive no evento a convite da Udemy do Brasil.


Armindo Ferreira

É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta mais. Sempre de um jeito simples e descomplicado, com objetivo de empoderar o leitor para tomar melhores decisões quando o assunto é tecnologia.