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Uso da IA evolui entre os consumidores brasileiros e impulsiona era do B2A no país, revela pesquisa do Google

Estudo inédito mostra que a adoção mais madura das ferramentas de inteligência artificial aumenta o nível de exigência dos usuários, mas a decisão final de compra ainda é humana.

Atualizado em 25/03/2026 às 08:03, por Armindo Ferreira.

Estudo inédito mostra que a adoção mais madura das ferramentas de inteligência artificial aumenta o nível de exigência dos usuários, mas a decisão final de compra ainda é humana.

divulgação

Uma pesquisa inédita realizada pelo Google em parceria com a Ipsos¹ revela que a IA se consolidou no Brasil como um "assistente” no dia a dia. Segundo o levantamento, deixamos a fase da curiosidade para trás, passamos pela experimentação e pelo entretenimento e, desde 2025, ingressamos numa era de utilidade e aplicação. Isso significa que a IA passou a ser vista como uma ferramenta que nos ajuda a resolver problemas.
 

Os dados foram apresentados no Re-Think with Google, o maior evento de negócios da empresa no país, e apontam que 82% dos brasileiros já usam algum recurso de IA - índice ainda mais expressivo entre a GenZ (90%). No caso de tarefas pessoais, essa adoção é de 79% entre os pós-Millennials e de 71% entre os usuários das demais gerações. No que tange às atividades profissionais, os índices de uso no dia a dia do trabalho giram em torno de 48% e 41%, respectivamente.
 

O incremento no uso de IA tem impacto direto na produtividade: 83% dos respondentes perceberam uma economia de tempo em sua rotina e, desses, 15% relataram, em média, cinco horas economizadas por semana. Os brasileiros estão percebendo que delegar o esforço mental mais burocrático e repetitivo para as ferramentas de inteligência artificial os livra da sobrecarga cognitiva e dá mais fôlego para atividades estratégicas. Não é à toa que “aprender assuntos complexos” e "comparar produtos e preços” estão entre as primeiras posições do ranking elaborado pela pesquisa que lista as atividades mais impactadas pela adoção da IA.
 

Funções específicas para necessidades reais

Uma das descobertas do levantamento é que a IA cumpre funções diferentes dependendo da categoria de negócios. No setor de Viagens, por exemplo, 42% dos respondentes alegaram usar a tecnologia principalmente para identificar preços menores ou cupons. Já a consulta a reviews e depoimentos de usuários mostrou-se mais essencial para consumidores dos setores Automotivo (38%) e de Bens Duráveis (35%) do que para os demais segmentos analisados pela pesquisa.
 

Veja, na tabela a seguir, as prioridades para os consumidores em cada uma das sete categorias de negócios contempladas pelo levantamento:
 

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O novo paradigma: a jornada potencializada pela IA

Essa evolução na forma como percebemos e usamos a tecnologia, aliada ao aumento da produtividade e economia de tempo, ampliou a jornada e tornou os consumidores mais exigentes em suas escolhas, com ainda mais contexto e personalização: 80% relatam que a jornada fica mais rápida e 71% que a jornada é facilitada quando utiliza ferramentas de IA. Esse movimento impacta a forma de consumo e indica uma mudança: a chegada da jornada potencializada pela IA e o futuro do modelo B2C (Business to Consumer) para o B2A (Business to Agent), onde a IA irá não só auxiliar ao longo da jornada, mas também executar tarefas através de agentes.
 

“O consumidor já evoluiu a sua forma de buscar. Com a jornada potencializada por IA, focamos em resolver problemas e realizar 'missões', como planejar uma viagem ou organizar a rotina da casa”, explica Thais Melendez, Gerente de Programas do Google Campus e coordenadora do estudo. O levantamento analisou, no total, 17 mil jornadas de compra, com 57% dos consumidores alegando que já usaram IA em alguma delas. “A jornada potencializada por IA amplifica nosso conhecimento sobre produtos e serviços, revelando atributos que não mapearíamos sozinhos e aumentando nosso conhecimento sobre aquele tema, ao mesmo tempo que sintetiza assuntos complexos", declara.
 

Isso significa que as marcas passam a ter um desafio duplo: convencer não apenas o consumidor final, mas também os agentes que realizam a triagem e curadoria de informações para esse usuário. O foco muda da disputa pela atenção para a disputa pelas recomendações.
 

Passados três anos da popularização da IA, pudemos checar como a IA está facilitando decisões complexas. Essa mudança no comportamento aponta para uma retomada de um conceito clássico do marketing, o “jobs to be done”, que foca na resolução de problemas reais por parte das marcas, que agora ganham um grande aliado com a IA. “Vemos um consumidor ainda mais bem informado e exigente, criando um novo patamar de expectativas sobre personalização e atendimento das nossas necessidades. Daqui em diante, os negócios precisam estar preparados para dar a melhor resposta aos pedidos feitos para a IA, garantindo que seu produto seja reconhecido e resolva dores reais dos consumidores", avalia a executiva.
 

¹Fonte: Google & Ipsos, Jornadas com IA, Jan 2026.


Armindo Ferreira

É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta mais. Sempre de um jeito simples e descomplicado, com objetivo de empoderar o leitor para tomar melhores decisões quando o assunto é tecnologia.