O Bom, o mal e o feio no Digitalks

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No filme de 1966 de Sergio Leone “O Bom, o mal e o feio” três homens estão atrás de um tesouro escondido em um cemitério, mas cada um deles conhece apenas uma parte da sua localização.
E impossível não fazer uma analogia do roteiro do filme com o último Digitalks realizado nessa semana em São Paulo.
Com grandes nomes do mercado nacional como Marcelo Trevisani, Martha Gabriel, Sandra Turchi e German Carmona o evento também contou com grandes palestrantes internacionais de empresas como Sociomantic, TNS Global, entre outras.
Divididos em dois ambientes, o primeiro contou com 4 auditórios + sala de network e negócio, com a presença dos stands dos 42 patrocinadores do evento. No segundo andar, o auditório Raul Cortez recebeu o Congresso Internacional, onde mais de 20 executivos, influenciadores e CEO’s passaram sua experiência e seus cases para o mercado.

Com quase cinco eventos simultâneos muitas vezes fica difícil não só acompanhar tudo que foi apresentado como também ouvir vozes convergentes. Assim como no filme clássico, aqui só a voz de todos pode ajudar a achar o tesouro de gerenciar marcas no ambiente digital com foco em negócios.
E aí se o leitor me permite outra analogia temos que participar do Digitalks como quem vai a um desfile de moda. Não importa só o que é apresentado mas identificar certos padrões ou tendências no que é falado. E quero deixar claro a divergência é muito saudável neste caso. Sem dúvida os painéis  internacionais foram o destaque do evento dando um panorama com o olhar de fora do que fazemos por aqui. Mas também teve o olhar interno discutindo as práticas e colocando novos olhares sobre novos dilemas.
Entre o (aparentemente já batido) mobile first, as discussões sobre mídia programática (ainda uma incógnita para muitos players) e o advento do native marketing separei então para você o bom, o mal e o feio com o olhar do Digitalks.
 
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O Bom
O conteúdo sempre foi citado como estratégia de comunicação, então isso por si só não é novidade. O discurso do conteúdo é rei sempre foi falado porém nunca teve investimentos de fato e parece que isso vai mudar.
Com alcances orgânicos cada vez mais reduzidos e múltiplas plataformas as marcas agora precisam sair da infância e ir para a adolescência da produção de conteúdo. De acordo com o Facebook “não é o alcance orgânico que diminuiu mas a disputa de atenção que aumentou”, é uma frase para pensarmos.
Vídeo, conteúdo relevantes e útil ao consumidor e novas formas de entrega de conteúdo são sem dúvida uma discussão pra ser colocada em pauta já e claro com o devido investimento.
Quando vier o boom da mídia nativa o casamento com o conteúdo dará o match perfeito na busca do santo graal da comunicação digital: engajamento. E este só se dará com um olhar multidisciplinar do gestor de marketing.
Não dá para tratar mais o conteúdo como rei e a produção de conteúdo como bobo da corte.

O conteúdo precisa fazer diferença na vida das pessoas

O Mal
Fiquei muito feliz em ver que há quase que um consenso em que o mindset antigo atrapalha as ações de marketing no mundo digital. Quantidade é cada vez menos importante que qualidade. De uma maneira geral concorda-se que as métricas até então não entregavam valor para o cliente, mas agora elas ficaram maduras e percebidas.
Ter um olhar antigo sobre novos problemas parece ser o mal do marketing atual. E as empresas já se assumem perdidas sem muitos pudores. A velocidade de mudanças, ferramentas e plataformas assusta empresas acostumadas com o planejamento anual de marketing e poucas mudanças no setor publicitário.

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Se apropriar das novas tecnologias e transformar em valor percebido aos acionistas se faz tarefa urgente.

O Feio
Mais do que nunca ficou claro que o feio mesmo é não planejar. Com o elevado poder de recebimentos de informações as empresas precisam fazer sua lição de cada em BI e estruturar caminhos e análises das informações recebidas. Não se trata de saber, mas do que perguntar.
Formular as perguntas certas nunca fez tanto sentido como agora onde milhares de pessoas estão emitindo opiniões sobre marcas a cada segundo.
Não se justifica mais também as ações desordenadas e a presença em canais sociais sem um porquê. Se você não sabe o que está fazendo lá, não faça.

Acabou o espaço para o amadorismo das interações nas redes sociais, mas ele existe ainda =(

Em resumo o Expo Fórum Digitalks SP se consolidou neste ano como um dos mais importantes eventos do setor e a expectativa para o próximo já é grande.

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