Pioneiro das lives Youtube revela dicas simples que podem ajudar novatos na busca por audiência e ganho financeiro

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Nessa semana você conferiu uma série de entrevistas feitas com as principais plataformas de streaming e esse material ficaria incompleto sem a participação do Youtube uma referência quando o assunto é fazer lives. E já aqui logo no começo quero agradecer a equipe de comunicação da marca pela atenção com a demanda.

Bom mas falemos de Youtube. No começo quando a internet ainda era um mato e a plataforma tinha sido recém-adquirida pelo Google muitos jovens começaram a ligar suas câmeras para jogar e conversar. Inicialmente gravado e depois conforme a tecnologia evoluiu com as transmissões ao vivo.

Surgiram também as grandes celebridades desse cenários, tais como o BRKsEDU e Davy Jones, entre tantos outros nomes que despontaram nesse cenário inspirando outros jovens a terem os melhores jogos, os melhores equipamentos e uma vida financeira interessante advinda dos jogos.

Recentemente com a pandemia vimos explodir outros temas no ao vivo, principalmente de música, mas também teatros ou até bate-papos.

Como vimos durante toda semana trabalhar fazendo streaming de jogos e ganhar dinheiro com isso já é o sono de muito jovem por aí. Mas é um sonho possível? Existem mesmo ferramentas para ganhar dinheiro com isso? Como funciona? Hoje no Globo Repórter? Não! aqui mesmo.

Mas quem me ajudou com todas essas dúvidas foi o Rubens Levy, que é gerente de tecnologia do Youtube. Confira na generosa entrevista concedida abaixo.

Entrevista com Rubens Levy, gerente de tecnologia do YouTube

O Youtube nasceu como uma plataforma de vídeos e hoje tem uma boa comunidade de criadores fazendo lives. Como foi essa transição? É um modelo de conteúdo significativo hoje ou tende a crescer mais?

Lives no YouTube não são novidade. Esse tipo de transmissão já era extremamente popular em verticais de conteúdo como games e esportes, com a exibição de jogos em tempo real. Contudo, durante a pandemia, os artistas de música “descobriram” esse recurso para se conectarem com seu público e também com novas audiências. Tem sido uma oportunidade de levar entretenimento de graça para quem está em casa e também gerar receita para os músicos. Notamos um aumento no interesse do usuário pelo termo “Live” nas pesquisas no YouTube. Utilizando a ferramenta pública Google Trends é possível ter uma ideia desse crescimento. 

O mercado se abriu para uma nova maneira de atingir o público, não apenas artistas e criadores, mas também marcas. Esses eventos demonstraram o apetite por esse tipo de conteúdo em nossa plataforma; a maioria das pessoas não tem dinheiro para ir a um show de seus artistas favoritos. Portanto, essa é uma oportunidade não apenas durante esse período. Por outro lado, para uma marca é possível alcançar milhões de pessoas ao mesmo tempo. E o que vimos é que as pessoas gostam de ver o artista em um ambiente mais descontraído e em uma atmosfera mais íntima, que é mais viável para entregar de uma maneira menos cara.

Eu vejo que há várias possibilidades de monetização: anúncios, assinatura e micro pagamentos. É possível compor uma renda com a combinação desses elementos?

Sim. Primeiro, é preciso entender que, para que um criador de conteúdo possa ter acesso a mais recursos e funcionalidades do YouTube, como monetização, ele precisa se inscrever e atender aos requisitos de qualificação do Programa de Parcerias do YouTube (YPP). Além disso, para gerar receita com anúncios em vídeos, ele também precisa estar em conformidade com nossas diretrizes de conteúdo adequado para publicidade.

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Uma vez aceito, o criador pode gerar receita no YouTube com publicidade, ou seja, com a veiculação de anúncios gráficos, de sobreposição e em vídeo; com o clubes dos canais, em que membros do canal fazem pagamentos mensais em troca de benefícios especiais; a estante de produtos do canal, onde os fãs podem procurar e comprar as mercadorias oficiais da marca divulgadas na página do canal; Super Chat e Super Stickers: em que os fãs pagam para que suas mensagens apareçam em destaque no chat das transmissões ao vivo e, por fim, com o YouTube Premium, recebendo parte da taxa de assinatura de um usuário do YouTube Premium quando ele assiste um conteúdo.

É um mundo só para gamers? Poderia nos dar alguns exemplos de nichos ou criadores que não são deste universo e conseguem uma certa audiência ou relevância fora do mundo dos gamers?

Não. É um recurso usado por muitos criadores e uma forma interessante de se conectar com a audiência. É muito comum no universo de esportes, com a transmissão de jogos de futebol, basquete, etc, mas pode ser usado por qualquer criador. Na pandemia ganhou popularidade entre os artistas de música, como vimos. 

Depois de tantos anos e tantos criadores eu imagino que vocês tenham um vasto aprendizado do que funciona e do que não funciona. Para quem quer começar agora nessa atividade de streaming como uma fonte de renda há um roadmap ou pelo menos alguma dica de ouro para o iniciante?

O mais importante é entender que há um ser humano no outro lado da tela e que alguma motivação o trouxe até aquele canal. Entender as dinâmicas de um grupo de fãs, seus anseios e características, é fundamental para entender se criador de conteúdo e audiência estão sintonizados e falando a mesma língua. 

Nessas horas, uma boa conversa, uma pergunta sincera, são recursos simples e de enorme resultado para entender o engajamento do público do canal. Essa possibilidade de interação é que faz os conteúdos ao vivo serem um sucesso tanto para quem consome como para quem produz.

Também é importante estar atento às questões técnicas da transmissão para não ser pego “de surpresa” o YouTube oferece aqui uma série de informações sobre como fazer uma live.

Nessas horas, uma boa conversa, uma pergunta sincera, são recursos simples e de enorme resultado para entender o engajamento do público do canal.

Por um tempo o Youtube era dominante quando o assunto era vídeo e depois lives. E hoje players (plataformas concorrentes) de todos os portes têm entrado nesse segmento, é um desafio manter a audiência e os criadores bem atendidos mesmo estando em pontas diferentes e evitar que migrem?

O YouTube é o futuro da mídia, e nosso foco continua sendo criar recursos inovadores, e oferecer um ótimo serviço e conscientizando o serviço. Entendemos a concorrência como algo positivo, pois traz crescimento ao mercado em geral. A cada ano, mais e mais empresas entram no espaço de vídeo online, o que valida nossos investimentos iniciais em vídeo online.

Dito isso, não tomamos nada como garantido, portanto a equipe do YouTube permanece focada em inovar e ajudar os criadores a crescer, lançar novos formatos e produtos, como o YouTube Music, e garantir que a plataforma seja um espaço seguro, em que as pessoas possam se expressar e se conectar que criadores e fãs.

Existe algum dado compartilhável sobre o comportamento do espectador de streaming no Brasil? O usuário brasileiro é mais ávido que em outros países, tem alguma peculiaridade do Brasil?

O brasileiro é um usuário ávido do YouTube, não é atoa que estamos entre os 5 maiores mercados da plataforma em todo o mundo. São 105 milhões de usuários mensais por aqui e mais de 1000 canais com 1 milhão de inscritos. No momento, esses são os dados que temos.

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