Publicidade Nativa e ações com influenciadores digitais

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O mais preocupante talvez seja que muitos empresários e agências ainda não migraram parte da verba da mídia para digital e agora o próprio digital já está se reinventando. Não estou aqui matando o banner e o publieditorial tradicional (post pago em redes sociais, tais como textos em blogs e fotos no instagram), aliás não gosto de quem sai por aí matando tudo – o Twitter pobre passarinho já morreu algumas vezes pela boca de alguns – mas pelo menos 3 executivos de marketing ouvidos por mim falaram que já não tem tido tanto retorno em mídias CPC e CPM tradicionais, quanto tinham antigamente. Trocando em miúdos quem ainda está se adaptando para search e display não está pegando mais o melhor da festa.

Já tentaram matar o Twitter algumas vezes, mas olha ele aí….
E se você não entende porque isso acontece a resposta é simples: cultura. Tem a cultura do BV, tem a cultura da agência Gabriela (eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim Gabriela…..), tem a cultura da TV-é-a-melhor-mother-fucker-midia-ever. E volto a dizer e em negrito – não estou dizendo que nenhuma mídia é boa ou ruim de forma geral – mas dizendo que muita agência(não todas) e empresa(não todas) perdeu um bonde, lide com isso.
O fato é que temos um cenário da pulverização da pulverização da pulverização da mídia e no mundo digital isto é um desafio do tamanho do mundo. Não é porque é só moda que uma marca deve entrar e também não é porque pode ser só uma marca passageira é preciso ignorar.
E aí temos então o boom das discussões sobre Publicidade Nativa
Mas afinal de contas o que é publicidade nativa?
Se você se jogar na internet vai achar pelo menos uma dezena de explicações:

“Publicidade nativa é um método de publicidade na web em que o anunciante tenta ganhar a atenção, fornecendo um conteúdo valioso no contexto da experiência do usuário, este é um conceito similar ao de uma ‘publi-reportagem’, que é um lugar patrocinado tentando parecer um artigo”
“o termo significa publicar artigos, postagens, histórias etc., pagas e identificadas como publicidade, no meio do conteúdo de um site ou rede social.”
“Um anúncio nativo tende a ser mais, obviamente, um anúncio parecido com a maioria dos publieditoriais”

E quando se tem várias explicações para um problema nenhuma é boa. Mas de uma maneira geral buscando estas múltiplas vozes podemos deduzir que a mídia nativa é aquela que associa conteúdo editorial e publicitário da forma mais orgânica possível.
Se no modelo tradicional de post pago, por exemplo, a marca manda um texto e o blogueiro dá um ctrl+c, ctrl+v, no formato nativo blogueiro e marca trabalhariam juntos para fazer um texto mais relevante para o leitor, mais informativo, mas ainda assim com a intenção de gerar valor para uma marca.
Você deve conviver com mídia nativa todo dia e não sabe. Além das propagandas tradicionais no Facebook você já deve ter notado conteúdo que pula na sua timeline junto com as atualizações dos seus colegas – o mesmo acontece com o Twitter – e essa aparição é orgânica, tá ali junto dos demais e com uma leve e discreta indicação de conteúdo patrocinado.
E este não é só um fenômeno digital, recentemente o New York Times lançou uma divisão só para tratar do que eles chamaram de uma plataforma publicitária completamente nativa. Neste post você confere um pouco mais sobre o assunto. Algumas revistas brasileiras também buscam o formato. Nunca conteúdo e publicidade estiveram tão perto (eu já trabalhei em empresas que redação e comercial ficavam em pontas opostas). Até o programa Estrelas que passa na Rede Globo mostra umas celebridades fazendo receita com o açúcar x, ou pintando o cabelo com a marca y.
E aí é claro as convenções sobre o que é native de fato ou não vão ao gosto do cliente. De forma que primariamente podemos deduzir que trata-se de uma mudança de postura do que propriamente de tecnologia ou simplesmente de formato. E tudo isso em busca do novo graal publicitário: engajamento. O relatório do eMarketer “Native Advertising Update: Marketers See Healthy Spending Growth in 2015” mostra que os anunciantes acreditam que a publicidade nativa (conteúdo publicitário inserido dentro do contexto, conceito similar a um publieditorial) deve crescer “saudável” em 2015. Esta informação saiu no Propmark e você confere outros dados aqui.
Veja este interessante case da Doralgina. O site Buzzfeed publicou um post com o tema: 8 situações da era “conectada” que dão muita dor de cabeça. O post segue o formato já consagrado do Buzzfeed e lá no último item a revelação:

Puristas iriam dizer que por ser mídia nativa não precisava ser tão explícita, mas trata-se sim de um case tratado como native, como podemos ver nesta matéria do Blog Comunicação e Cia.

Formatos de publicidade Nativa

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Uma olhadela na imagem abaixo e já podemos descobrir alguns formatos de native:

Nos Estados Unidos quase a metade dos profissionais de publicidade já fez alguma experiência com o formato. E as verbas podem chegar a US$ 21 bilhões.
Aqui no Brasil, além do publieditoral clássico repaginado numa versão mais orgânica, dois formatos estão se destacando: ações com envolvimento de influenciadores e brand channels. Falemos então um pouco mais sobre eles.

Ações com influenciadores

Ao invés de só comprar mídia com blogueiros as marcas podem envolver os formadores de opinião digital e influenciadores em ações que proporcionam experiências ao olhar deste produtor de conteúdo e consequentemente aos seus leitores. Assim há uma relação de proximidade e veracidade.
Recentemente demos aqui no Blog do Armindo este case da Fisk que usou personalidades do Youtube para falar da importância de um segundo idioma. É o caso do vídeo abaixo da Kéfera:
<iframe width=”560″ height=”315″ src=”https://www.youtube.com/embed/hiO8qdANMZE” frameborder=”0″ allowfullscreen></iframe>
E em 2015 o canal Go4Fun do serviço de pagamento de jogos Go4Gold fo UOL reuniu também celebridades do Youtube para fazer um canal temático sobre games e comportamento. Confira
<iframe width=”560″ height=”315″ src=”https://www.youtube.com/embed/eQuLH_cDBmk” frameborder=”0″ allowfullscreen></iframe>
O vídeo abaixa detalha um pouco mais sobre este tipo de ação e cita alguns cases clássicos, como por exemplo, a ida do Jovem Nerd para Nova Zelândia. É um vídeo longo – eu sei – mas quando tiver um tempinho e se você realmente se interessa por este tema vale a pena ver.
<iframe width=”560″ height=”315″ src=”https://www.youtube.com/embed/cASMkTtlGb8″ frameborder=”0″ allowfullscreen></iframe>

Brand Channels

Se você teve um tempo de assistir o vídeo viu que o blogueiro Cid do site Não Salvo, falou muito sobre Brand Channels, mas o que é exatamente este tipo de propaganda nativa?
Não há muito material sobre este tipo de prática, regras ou uma conceituação que delimite o formato. Mas não é algo novo. Do que eu me lembre (mas você pode ficar a vontade para me corrigir ali nos comentários) um dos primeiros cases é o de Pepsi para o Gizmodo. Numa matéria em 2008 o site explicou o conceito:
Para quem ainda não sabe, nossos brand channels são canais dentro do Gizmodo que contam com o patrocínio de uma marca bacana e inovadora. No caso do Trendy House, Spicy Media, empresa que publica o Gizmodo no Brasil, está fazendo um blog caprichadíssimo sob encomenda da Pepsi, patrocinadora exclusiva do novo espaço. Sem o apoio da Pepsi, a gente não teria a chance de garimpar e escrever todas as coisas legais que você verá no Trendy House.
(este material é um repost deste artigo)

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