Sem pressa terminei Watch Dogs Legion e nadando contra a maré: eu adorei o game.

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A regra dos algoritmos é bem clara: quem publica primeiro, indexa melhor e tem mais leitores ou assinantes ou views. Porém essa lógica faz uma corrida desesperada para que produtores de conteúdos tenham que jogar muito rápido e chegar ao final do jogo muito rápido para logo emitirem a sua opinião.

Com Watch Dogs Legion eu resolvi fazer diferente e realmente jogar o game, curtir o enredo, fazer algumas missões secundárias e realmente aproveitar o jogo.

E pra variar, nadando contra a modinha de falar mal da Ubisoft, eu preciso dizer que eu realmente gostei do jogo. Eu me diverti, me empolguei, parei alguns momentos para apreciar a paisagem e achei o plot twist do finalzinho do jogo sensacional.

Perfeito não é, mas se você comparar com o que anda sendo falado do tão hypado Cyberpunk dá pra ver que nem é tão ruim, mas vou evitar comparações porque ainda não joguei este último.

As críticas fazem sentido?

Eu acho que sim principalmente quando vem do cliente que pegou seu rico dinheiro e não gostou do jogo, mas é preciso tomar cuidado com críticas que são geradas por diversos interesses econômicos e que as vezes envolvem inveja, problemas de negociação comercial e ondas de boataria.

Watch Dogs Legion tem alguns problemas sim: algumas missões repetitivas, a mesma mecânica de puzzle de ficar fazendo o fluxo de dados fluir, e os bugs de você eventualmente ter sua perna cortada ao andar numa escada, ou seu corpo entrar parcialmente num muro e os NPC’s (personagens genéricos do game) que ficam as vezes presos em loopings ou andando batendo a cabeça na parede.

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Mas o game tem muitos acertos e eu acho que o principal deles é a possibilidade de você poder recrutar qualquer pessoa que tá andando na rua para o seu time. E não é verdade que eles não fazem diferença na gameplay. Um paramédico no time diminui o tempo de hospital de um membro da equipe ferido, um advogado tira o pessoal mais rápido da cadeia e um detetive espião vem com um carro irado e solta mísseis e tem camuflagem avançada. Por favor tenha um espião no seu time.

Mas claro que com tantas possibilidades você acaba não se conectando direito com nenhum personagem, exceto com o melhor de todos, o Baggley, sistema de inteligência artificial do Deadsec. Ele tem tem um humor britânico muito bom e a sua localização para o português brasileiro chega a ser genial em alguns momentos.

E jogar como eu fiz degustando o game tem um outro valor porque o mapa criado pela Ubisoft é riquíssimo e envolve belos grafites, reproduções muito fieis de pontos turísticos de Londres (adaptados, claro, para o futuro), lojas de roupas bem diferentonas e umas coisas inusitadas como túneis que tem leds em seu interior e até a possibilidade de dar uma volta na London Eye.

Os figurinos são muito interessantes e mostram um visual aqui sim cyber punk bem atual com cabelos coloridos, roupas com led e as maravilhosas máscaras que podem ser colecionadas durante o jogo ou em eventos especiais da Ubisoft.

Eu não quero dar spoilers mas o leitor verá uma subtrama de uma pesquisadora maluca e sua casa tecnológica que é extraordinária, fascinante e perturbadora ao mesmo tempo. Um dos pontos altos do game pra mim.

Mas principalmente e que essa sim deveria ser uma boa discussão sobre como os sistemas de vigilância trazem efeito colateral para a sociedade e como a briga por poder e status pode corromper o ser humano.

Agradecimento

Joguei Watch Dogs com uma cópia cedida gentilmente pela Ubisoft a qual eu agradeço demais a parceria de sempre.

E antes que aquele leitor mais crítico venha falar que eu estou elogiando o game por causa disso, ledo engano, eu me diverti horrores com o game e não tinha a menor obrigação de elogiar.

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