Telecine, Sesc e Olhar promovem exibição online e gratuita de Rafiki em homenagem ao Dia da Visibilidade Lésbica

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Em homenagem ao Dia da Visibilidade Lésbica, data que marca a luta pelo respeito e pela representatividade do amor entre mulheres, o Telecine se une ao Sesc e a Olhar Distribuição para disponibilizar a partir de sábado (29), às 20h, online e gratuitamente, na plataforma do Sesc , o longa Rafiki. O filme da diretora Wanuri Kahiu conta a história de amor entre Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva), duas jovens quenianas que começam a viver uma intensa paixão desafiando suas famílias conservadoras e as leis do Quênia, país que criminaliza a relação homossexual. A produção, que foi a primeira do Quênia a ser exibida no Festival de Cannes, vai ficar disponível durante 24h. A parceria entre Telecine, Sesc e Olhar Distribuição une esforços para a promoção de uma sociedade mais consciente e diversa por intermédio do cinema e das histórias que ele conta, gera orgulho e visibilidade.

A disponibilização de Rafiki faz parte de uma série de ações promovidas pelo Telecine em homenagem ao Dia da Visibilidade Lésbica. O público poderá conferir, ainda, programação especial no Telecine Cult, cinelist temática no streaming , live no Instagram @telecine com a atriz Bruna Linzmeyer e apoio ao FestivaLBT + .

Sobre “Rafiki”

Inspirado no conto “Jambula Tree” da premiada escritora ugandense Monica Arac Nyeko, “Rafiki”, que significa “amigo” em suaíli, é a história de amizade e amor entre duas jovens mulheres que vivem no Quênia, um país que ainda criminaliza a homossexualidade.

Segundo longa-metragem da diretora Wanuri Kahiu, o filme acompanha Kena (Samantha Mugatsia) e Ziki (Sheila Munyiva), duas garotas que vivem em um agitado conjunto habitacional em Nairobi e ousam desafiar o status quo. Filhas de políticos locais, a paixão das meninas é intensa, quase instantânea e proibida. A direção do filme opta por retratar esse romance de forma delicada e sutil. Mesmo assim, o filme chegou a ter sua exibição proibida no Quênia. Por se tratar de uma temática LGBTQ, o governo do país alegou que o filme “promovia o lesbianismo”. O Quênia tem uma legislação extremamente conservadora em relação aos direitos dos homossexuais. As relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo são penalizadas pelas leis quenianas, e a homossexualidade é considerada ilegal.

Primeiro longa metragem queniano a ser exibido no Festival de Cannes, “Rafiki” integrou a programação da mostra Un Certain Regard em 2018 e foi recebido positivamente pela imprensa internacional, além de representar um enorme avanço para a cinematografia africana.

Ficha técnica

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Rafiki

2018 | Quênia, África do Sul, Alemanha, Holanda, França, Noruega, Líbano e Reino Unido | Ficção | 83 min.

Direção: Wanuri Kahiu roteiro: Wanuri Kahiu, Jenna Cato Bass, elenco: Samantha Mugatsia, Sheila Munyiva, Neville Misati, Nice Githinji, distribuidora: Olhar Distribuição

Sinopse

Criadas para serem boas esposas e mães, Kena e Ziki anseiam por algo mais. Apesar da rivalidade política entre suas famílias, as garotas resistem e continuam sendo amigas próximas, apoiando-se mutuamente para perseguir seus sonhos em uma sociedade conservadora. Quando o amor floresce entre elas, as duas serão forçadas a escolher entre felicidade e segurança.

Sobre a Olhar Distribuição

A Olhar Distribuição nasceu do desejo de buscar a pluralidade de experiências, de visões de mundo, de mostrar a diversidade que existe no contexto em que vivemos. Cada filme tem um universo próprio, repleto de cores, texturas, sorrisos, dilemas e culturas singulares. Nosso objetivo é respeitar cada obra e transpor as fronteiras que limitam os mundos ficcionais e reais, e levando-as a outros olhares, cercados de realidades distintas, a fim de sensibilizar e provocar a reflexão.

Os filmes já distribuídos pela Olhar são: “Meu Corpo é Político”, “A gente”, “Ferrugem”, “Homem Livre”, “António Um Dois Três”, “Eleições”, “Dias Vazios”, “A parte do mundo que me pertence”, “Rafiki”, “Fernando”, “Meu Nome é Daniel”, “Nóis por Nóis”.

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