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Já joguei The Rogue Prince of Persia: confira minha review e veja se vale a pena jogar.

Pude jogar em antecipado o novo roguelite da EVIL EMPIRE com publicação da Ubisoft – The Rogue Prince of Persia. O game foi lançando em acesso antecipado e portanto com possibilidades de adições e melhorias confirme o feedback da comunidade.

E aqui vale esse primeiro alerta sobre o review, eu joguei alguns dias antes do lançamento e portanto pode ser que algumas observações minhas possam mudar com o passar do tempo. Dito isso vamos conhecer um pouco da história do jogo.

Conhecendo mais sobre a história de The Rogue Prince of Persia

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Você joga como o Príncipe, cego por sua determinação e desejo de provar seu valor como um futuro rei. Ele segura uma bola mística com poderes excepcionais: ela lhe dá a habilidade única de voltar no tempo quando ele chega perto da morte. Os hunos estão nas fronteiras da Pérsia e o plano de ataque do Príncipe é mais uma vez rejeitado por seu pai por considerar seu filho muito inexperiente e imprudente. Diante da recusa do pai, o Príncipe decide defender sozinho o seu povo. Mas ao chegar ao acampamento dos hunos, ele fica horrorizado ao descobrir sua devastadora magia xamânica. Apesar de uma batalha épica, o exército do Príncipe capitula diante dos poderosos hunos, que partiram para tomar a capital.

O Príncipe derrotado pelo Rei Huno Nogai é resgatado por seu antigo mentor Sukhra que o leva ao oásis escondido fora da capital para tratamento. Uma vez de pé, o Príncipe dirige-se imediatamente para a capital e logo percebe que o rei Hun está perdendo o controle de sua magia. O Príncipe terá que aprender com seus erros, finalmente ouvindo e confiando nas pessoas mais próximas dele. Graças a esta colaboração, ele finalmente será capaz de descobrir como salvar a Pérsia de uma vez por todas dos hunos e controlar a corrupção xamânica.

Games do tipo Roguelite.

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Antes de optar por jogar esse game é importante que você saiba que trata-se de um game do estilo roguelite. E isso é muito importante de saber antes de jogar para evitar que você passe muita raiva, sem saber o motivo, isso porque morrer e refazer uma fase e morrer novamente vai fazer parte da dinâmica desse tipo de jogo.

Os games do tipo roguelite têm ganhado destaque e conquistado uma legião de fãs nos últimos anos. Mas o que exatamente define esse gênero e por que ele tem se tornado tão popular?

Primeiramente, é importante entender a origem do termo. O conceito de roguelite deriva de “roguelike”, que se refere a jogos inspirados pelo clássico “Rogue” lançado em 1980. “Rogue” era caracterizado por seus elementos de geração procedural de mapas, morte permanente (permadeath) e jogabilidade em turnos. Nos roguelikes tradicionais, cada jogada é única, pois os níveis são gerados aleatoriamente, e a morte do personagem resulta em perder todo o progresso, obrigando o jogador a começar do zero.

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Os roguelites, por outro lado, mantêm alguns desses elementos fundamentais, mas introduzem mecânicas mais acessíveis e menos punitivas. Aqui estão algumas características-chave dos roguelites:

  1. Progressão Persistente: Ao contrário dos roguelikes puros, nos roguelites, os jogadores frequentemente mantêm algum tipo de progresso entre as sessões de jogo. Isso pode incluir melhorias permanentes nas habilidades do personagem, desbloqueio de novos itens ou habilidades, ou progressão na história.
  2. Geração Procedural: Assim como nos roguelikes, os mapas e desafios são gerados proceduralmente, garantindo que cada jogada seja única. Isso aumenta a rejogabilidade, pois os jogadores enfrentam novos desafios e descobrem novas combinações de inimigos e itens a cada partida.
  3. Desafios e Morte Permanente: Embora a morte do personagem ainda seja uma parte central da experiência, a punição é atenuada pela progressão persistente. Isso cria um equilíbrio entre o desafio e a recompensa, incentivando os jogadores a tentar “só mais uma vez”.
  4. Acessibilidade: Roguelites geralmente são mais acessíveis aos novos jogadores, graças a tutoriais, mecânicas de jogo mais intuitivas e uma curva de aprendizado menos íngreme. Isso os torna atraentes tanto para veteranos quanto para novatos.

Um exemplo emblemático de roguelite é “Dead Cells”, que combina ação em plataformas com elementos de progressão roguelike. Em “Dead Cells”, os jogadores exploram níveis gerados proceduralmente, enfrentam inimigos desafiadores e desbloqueiam habilidades permanentes que ajudam em futuras jogadas. Outro exemplo popular é “Hades”, que mistura combate intenso e narrativa profunda, onde cada morte contribui para o avanço da história e o desenvolvimento dos personagens.

A popularidade dos roguelites pode ser atribuída à sua capacidade de oferecer uma experiência de jogo profunda e recompensadora, onde cada falha é uma oportunidade de aprender e melhorar. Essa combinação de desafio, variedade e progressão persistente cria um ciclo viciante que mantém os jogadores engajados por longas horas.

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Em suma, os roguelites representam uma evolução acessível e moderna dos roguelikes tradicionais, proporcionando uma mistura equilibrada de desafio e progresso que cativa uma ampla gama de jogadores. Se você ainda não explorou esse gênero, vale a pena conferir alguns dos títulos mais populares e experimentar por si mesmo a emoção de cada nova jogada.

Design e jogabilidade de The Rogue Prince of Persia.

A primeira coisa que precisa ser falada é que o game design como um todo é lindo. Os traços, as escolhas de animação e cenários, tudo é muito bem cuidado e com uma proposta estética bem característica. Há sim uma preocupação de ter uma conexão com todos os outros games da mesma franquia. Pular em platataformas e posts me lembrou muito, inclusive, o primeiro de todos. O sound design do game funciona bem também e agrega toda experiência. Não é uau, nossa que trilha, mas funciona bem a toda proposta do jogo.

Logo no começo do jogo, se você joga em PC como eu, será alertado várias vezes que deve jogar o título usando um joystick. Eu até tentei com o teclado, mas não real a experiência é muito ruim mesmo. Então vale seguir o conselho e usar um controle.

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Logo no começo do jogo você será apresentado a um tutorial com a mecânica básica do jogo. Você pode andar, andar na parede, pular, dar um dash simples (pode ser que com o avançar do jogo libere um dash duplo), atacar inimigos com uma arma de proximidade e outra com uma arma de distância – porém está consome uma energia limitada – e também chutar os inimigos contra parede ou nos chãos com espinhos. É fundamental que você domine a caminhada na parede. Treine bastante antes de prosseguir.

Mais cedo ou mais tarde você irá morrer e o jogo recomeça de um ponto de partida onde você pode liberar mais armas ou poderes e assim ir ficando mais forte para poder ir cada vez mais forte. Aqui eu acho que é o primeiro ponto que eu gostaria de destacar, eu acho que o game ainda está muito desbalanceado nesse retorno te deixando sem manter alguns poderes que você coleta durante o mapa. Assim muitas vezes talvez você não sinta nenhuma diferença entre uma morte e outra. As armas que você adicionar serão espalhadas pelo mapa então você não poder começar com itens mais fortes pode ser um pouco frustrante.

Ao todo o game apresenta, nesse momento de lançamento antecipado, de 10h a 15h de caminho principal, 6 biomas diferentes, 8 armas principais, 6 ferramentas poderosas, 2 chefões, 30 pingentes com inúmeras combinações (pingentes te dão poderes extras, como por exemplo, deixar um rastro de cera num caminho).

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A geração das fases é feita de forma procedural, ou seja, cada vez que você revive o mapa se reconfigura. Algumas vezes com trechos bem desafiadores, por isso, por isso que é importante que você domine bem a dinâmica de movimentação no mapa.

Há também vendedores e forjadores que podem adicionar ou melhorar seus equipamentos, além de baús de tesouro que podem estar em salas ou cantinhos escondidos no mapa.

Os biomas são bem distintos e aumentam a dificuldade a cada avanço. A dica aqui é você testar diversar combinações de armas, equipamentos e pingentes até que o game se adapte ao seu estilo de gameplay. Por enquanto o game não possui localização em português, nem em legenda, mas normalmente a Ubisoft faz isso, então deve ser questão de tempo até acontecer.

Vale a pena jogar nesse momento de lançamento antecipado o game The Rogue Prince of Persia?

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A primeira coisa que eu preciso dizer ao leitor é que você precisa gostar e conhecer o estilo de game Rogue, senão provavelmente irá passar muita raiva. Isso porque até você pegar o jeito do jogo você irá morrer e voltar ao comecinho inúmeras vezes e se você não melhorar suas armas, irá ficar nesse lopping infinito. Na minha opinião o jogo não está tão balanceado nesse aspecto, então pode ser que você morra mais que o normal até pegar a dinâmica ou conseguir recursos para comprar bons upgrades.

Fora isso é um game lindo, desafiador como deve ser e uma boa adição a todo lore de Prince of Persia.

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