Era exatamente o que o punk temia: o que conecta Dalí, Sex Pistols, Hackers e Night City?
Entenda os signos que fazem do cyberpunk muito mais do que um gênero de ficção científica.
imagem criada com o Gemini
Existe um paradoxo no coração da cultura cyberpunk que poucos param para encarar de frente: ela fala do futuro usando a linguagem do passado. Neons que lembram letreiros de 1950. Teclados mecânicos e monitores de tubo convivendo com inteligências artificiais. Corpos aumentados por tecnologia, mas com cicatrizes que parecem saídas de um noir dos anos 40. O cyberpunk não é uma visão do amanhã. É uma arqueologia imaginária. E é exatamente aí que mora sua força estética mais profunda.
Para entender esse universo em toda a sua densidade visual e simbólica passear por outras referências estéticas. Cyberpunk é muito mais do que um gênero de ficção científica. É uma linguagem. Um sistema de signos. Uma forma de ler o mundo.
A estética do Punk.
Quando mais jovem na década de 80 na região do ABC Paulista, especificamente em São Bernardo do Campo, pude ter um contato vivo com a cultura punk - que a minha irmã mais velha fazia parte junto com seus amigos que não tomavam banho, por se tratar de algo capitalista. Várias vezes minha mãe perdia a linha e mandava um ou outro pro chuveiro.

Armindo Ferreira
É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta mais. Sempre de um jeito simples e descomplicado, com objetivo de empoderar o leitor para tomar melhores decisões quando o assunto é tecnologia.








