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Um mês com o Firefly V2 Pro Phantom Green: o mat que eu achei que fosse só um pad.

Não é um pad, é um mat, e a diferença aparece na mão

Não é um pad, é um mat, e a diferença aparece na mão.

Testei o Razer Firefly V2 Pro na edição Phantom Green pelo mesmo período em que testei o Basilisk V3 Pro 35K, um mês inteiro de uso lado a lado, e confesso que entrei nesse teste com expectativa baixa. Mouse pad, na minha cabeça, é aquele acessório que você compra sem pensar muito, usa até gastar e troca sem cerimônia. O Firefly V2 Pro me obrigou a rever esse conceito na primeira semana.

Não é um pad, é um mat, e a diferença aparece na mão.

Num primeiro momento, já veio a quebra de expectativa. Trata-se de uma placa rígida e não daquela borracha que você consegue enrolar ou dobrar. É a primeira vez que uso nesse formato. 
Na caixa você recebe o mat, um cabo e o manual de uso.

O primeiro contato já desfaz a expectativa. A superfície é rígida, com uma pegada de base emborrachada que simplesmente não sai do lugar. Em um mês de uso, incluindo sessões de Fortnite com movimento brusco de mira e trocas rápidas de direção, o mat nunca deslizou um centímetro sobre a mesa. Isso parece detalhe pequeno até você lembrar de quantas vezes um pad de tecido fino escorregou no meio de uma jogada decisiva. Aqui esse problema simplesmente não existe.

A textura também chama atenção pelo motivo certo. É uma superfície microtexturizada, pensada para sensor óptico, e o resultado prático é um deslizamento consistente do início ao fim do mat, sem ponto de atrito diferente entre o centro e as bordas. Rodei o Basilisk sobre ele em sessões longas de Black Flag, onde a câmera pede giro livre e contínuo, e a sensação de controle foi visivelmente mais estável do que em qualquer pad comum que já usei antes.

Especificações técnicas que deixam mais clara a dimensão do produto. 
Vale fechar com os números exatos para quem for medir o espaço na mesa antes de comprar. O Firefly V2 Pro mede 360 por 278 por 4,6 milímetros, um mat grande para os padrões de superfície rígida, pensado para dar espaço de sobra em movimento amplo de flick. Essa espessura não é vaidade de design; ela existe para acomodar a fita de LED que projeta a luz por baixo de toda a superfície. O peso fica em 645 gramas, número que ajuda a explicar a sensação de solidez sobre a mesa que relatei ao longo do mês, apoiada numa base emborrachada antiderrapante que segura o mat quase parado, mesmo em sessão intensa.

A conexão com o PC acontece por um cabo USB tipo C destacável e trançado, com cerca de 2,1 metros de comprimento, o suficiente para posicionar o computador sem esticar o fio, isso me ajudou bastante porque minha CPU fica bem distante da mesa. Além disso há uma porta USB tipo A 2.0 extra, embutida na parte de trás do mat. Ela funciona como passthrough dedicado para o dongle de mouse sem fio, por exemplo, reduzindo interferência e liberando uma porta traseira do gabinete.

Um último ponto que vale registrar, mas que na prática não faz muita diferença no dia-a-dia: o Firefly V2 Pro não tem memória interna própria. As configurações de iluminação dependem de conta Razer ID com Synapse instalado e sincronizado na nuvem, então, sem internet e sem login, o mat não guarda perfil salvo localmente.

Mouse e mat parecem projetados um para o outro.

Rodar o Basilisk V3 Pro 35K sobre o Firefly V2 Pro tirou o melhor do sensor Focus Pro 35K de um jeito que eu não esperava sentir tão claramente. A calibração da superfície para sensor óptico não é só promessa, é diferença perceptível de precisão e de constância de rastreamento. Faz sentido a Razer vender os dois produtos como parte do mesmo ecossistema, porque, na prática, funcionam como peças de um mesmo projeto, não como itens avulsos que por acaso combinam.

RGB de verdade, e não só na borda.

Eu já tive um mousepad gamer com RGB e esse RGB normalmente é uma fita de LED que fica no entorno do equipamento, mas evidentemente o tecido preto não fica iluminado, nem reflete a luz, pelo contrário, ele absorve. 

Aqui temos o primeiro mat com iluminação totalmente embutida do mercado, e, depois de um mês olhando para ele todos os dias, entendo por que a Razer aposta nisso. São 15 zonas de iluminação individualmente customizáveis, e a superfície recebe um acabamento fosco desenhado especificamente para captar e espalhar o brilho da fita de LED por baixo, criando um gradiente de cor que cobre o mat inteiro, não só o contorno como em produtos concorrentes.

A configuração roda pelo Chroma Studio dentro do Synapse 4, e o painel é simples de entender, mesmo para quem nunca mexeu em iluminação Chroma antes. Existe um controle de brilho por slider de zero a cem, e uma opção para desligar a iluminação automaticamente quando o monitor entra em espera, pensada para quem se incomoda com luz acesa sozinha no quarto vazio. Os efeitos ficam divididos entre Efeitos Rápidos, que são presets prontos, e Efeitos Avançados, com controle mais granular por zona. No meu teste, deixei o Ciclo de Espectros ativo na maior parte do tempo, e o resultado é um gradiente que passeia suavemente entre cores sem nunca parecer poluído, problema comum em iluminação RGB mal calibrada.

O Synapse permite aplicar o mesmo efeito a outros aparelhos habilitados para Chroma com um clique, e isso significa que o gradiente do mat pode literalmente conversar com a iluminação do mouse, criando uma identidade visual única na mesa em vez de dois produtos piscando cada um na sua própria lógica.

Phantom Green: estética e performance na mesma linha.

A edição Phantom Green segue a mesma filosofia que já vimos no Basilisk. A engenharia por baixo é idêntica ao modelo padrão, o que muda é o tratamento translúcido e esverdeado aplicado ao acabamento externo. Só que aqui o efeito ganha um reforço que o mouse sozinho não tem. Como a própria superfície do mat já é o ponto forte visual do produto, a transparência da moldura e da base potencializa a sensação de profundidade da luz por baixo, e o conjunto observado de cima, com o mouse Phantom Green ao lado, cria uma coerência visual de setup que dificilmente se constrói comprando peças avulsas de marcas diferentes.

Para quem gosta de cor no ambiente de trabalho ou de jogo, e a Razer sabe exatamente que público está vendendo isso, esse é o tipo de detalhe que pesa tanto quanto qualquer especificação técnica na hora de decidir a compra. Setup bonito também é experiência de uso, não é vaidade descartável.

Como eu acho que setups gamers coloridos são sempre mais bonitos, esse efeito visual dele agrega demais quando você também aprecia isso. 

O veredito depois de um mês de uso real.

O Firefly V2 Pro Phantom Green não é mouse pad, é peça diferenciada para o seu setup. Quem só precisa de uma superfície de deslizamento básica não vai justificar o investimento. Mas para quem já tem um mouse de sensor de alta precisão como o Basilisk, valoriza estabilidade absoluta sobre a mesa, e não abre mão de identidade visual coerente no setup, o Firefly entrega os três pontos sem deixar nenhum a desejar.

Armindo Ferreira

News Influenciador

É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta…