O Motorola One é mais do que parece

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Eu estive no lançamento do Motorola One (ou seria MotorolaOne?) e se você quer saber mais especificamente sobre o aparelho em si é só seguir esse link. Nas linhas a seguir falarei das minhas impressões pessoais.

Na minha opinião a indústria de celular do Brasil acabou ficando refém de uma imprensa especializada que agora só faz cobertura dos celulares byte a byte, para uma leva de entusiastas que levam a sério a comparação de bit a bit em cada celular.

Mas pouca gente compra o celular pelo tipo de processador. Os motivos de compras vão desde preço até estilo e também o uso: há quem use mais para fotos, já outros para trabalhar e sim até para quem precisa fazer ligações. Pesquisa do IDC publicada por este blog aponta que no país temos mais de 700 mil aparelhos baratinhos e simplezinhos de tudo.

E aqui o número que mais chama a atenção: o ticket médio de compras de celular no Brasil é de cerca de R$ 1.200,00, ou seja, bem abaixo do que a indústria do celular gostaria como já apontei nesse artigo onde eu falo também da queda de vendas desse tipo de aparelhos no país.
E dei todo esse contexto porque a principal crítica da imprensa especializada ao Motorola One é o processador “desatualizado”, mas o aparelho é mais quem um simples amontado de componentes eletrônicos.

Co-criado com o Google


A Motorola já foi da Google e depois deixou de ser e agora as empresas separadas, mas juntas nesse projeto, criaram um aparelho em que o software conversa com o hardware. Um dos motivos para os problemas com o Android é que ele é um sistema operacional que foi feito para qualquer marca de celular. Já o iOS foi feito somente para o iPhone: a chance de dar ruim é menor.

Assim numa explicação mais lógica é natural pensar que um software melhor otimizado consegue tirar mais recursos do processador ou da câmera, por exemplo. É o fazer mais com menos.

Mas por que a Motorola não colocou um hardware mais potente? Porque se ela extrapola a casa dos R$ 1.500,00, perde uma parcela enorme de consumidores que só estão dispostos (ou tem condições) de ir até esse valor na compra do equipamento. E isso é louvável.

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Mas vale a pena comprar o MotorolaOne


Antes de mais nada é bom lembrar que estamos falando de um aparelho intermediário. Com o valor do aparelho dá pra pressupor que não dá pra esperar um senhor aparelho, mas ele parece entregar o que promete. Como não testei o aparelho não posso afirmar se a promessa de um aparelho otimizado com a Inteligência Artificial da Google se concretiza.

Como não testei o aparelho não posso afirmar se a promessa de um aparelho otimizado com a Inteligência Artificial da Google se concretiza.


No dia do lançamento pude usar por alguns minutos o aparelho. Ele é incrivelmente leve e um design e acabamentos bem bonitos – uma forte característica dos celulares da Motorola.

Assim o MototolaOne é mais do que parece, mas não dá pra saber se a entrega se concretiza, por isso recomendo o aparelho para pessoas que são entusiastas de tecnologia (mas tem orçamento apertado) e que gostam sempre de usar novidades e lançamentos.

Aos demais eu esperaria um pouco para ver como os primeiros usos vão se comportar.

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