A tecnologia chegou na escola mas a educação mudou. Será?

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Lembro do máximo que tínhamos de tecnologia quando estudei o primário no começo da década de 80. Nós tínhamos uma sala onde eram passados slides, bem diferente dos que conhecemos hoje. Eram pequenos quadrados fotográficos colocados um a um num projetor. E lembro também de um sistema (que eu não vou lembrar o nome) que era composto por um disco preto e branco que girava por trás de uma imagem. Ao girar aparecia um efeito ótico de movimento. Foi assim que aprendi o movimento do tubo digestivo, por exemplo.
No demais era lousa e giz. Então na tabuada a professora pacientemente ia escrevendo na lousa
1×1 = 1
1×2 = 2
1×3 = 3
E a gente ia lá anotando no caderno enquanto a professora copiava. Alguns professores tinham que autorizar a gente começar a copiar e normalmente depois do começo da explicação não podíamos mais tomar notas.
E aí a gente faz um pulo aqui pro futuro e vê professores com um slide no PowerPoint, um moderno projetor multimídia e a hora que o powerpoint é aberto nós vemos lá:
1×1 = 1
1×2 = 2
1×3 = 3
Não estou aqui generalizando claro, mas estou dando um exemplo extremo para dizer que se apropriar da tecnologia não é usar tecnologia em sala de aula, mas canalizar os canais de comunicação para o ambiente digital e tomar o melhor proveito dele.
Então precisamos sim pensar novas formas de ensinar e educar, mas há ainda muitas barreiras e a maioria delas é cultural. Dar hoje somente aulas expositivas vai cada vez menos surtir efeito. Neste sentido adoção de metodologias tais como a flipped classroom me parecem um caminha natural.
Mas sobre isso falaremos nos próximos posts sobre educação.

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