Casa do futuro ainda pouco funcional e distante do público brasileiro

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“Não adianta trocar o interruptor pelo touch para fazer a mesma coisa”. Essa frase de um dos expositores do evento Tecnomultimídia InfoComm ficou martelando na minha cabeça enquanto eu via algumas das soluções de automação residencial mais avançadas disponíveis no país.
Ele tem total razão.
Claro que há um ganho estético e de design mas no quesito funcionalidade nos faz pensar e até evoluir na discussão. Numa das soluções disponíveis que eu vi, o dono da casa vai numa tela e informa que vai sair da casa, então uma série de rotinas é executada. Ou quando ele recebe uma namorada em casa o sistema pode abaixar a luz, descer as cortinas da casa e tocar uma determinada música. Romântico não?
Mas não deveria a casa – através de sensores, câmeras, beacons e reconhecimento facial – simplesmente perceber que o morador (ou moradora) chegou em casa e executar as rotinas pré-estabelecidas? Os comandos e funções não precisam ser mais orgânicos e aprender com o morador da casa como se comportar?
O touch casa oferece boa vista e deve impressionar sem dúvida, mas ainda acho que estamos longe de um modelo de uma casa realmente inteligente.

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Adoção da Alexa

Em todos os stands que eu vi sobre automação um detalhe chamou a atenção: a Alexa da Amazon era o padrão para comandos de reconhecimento de voz. Porém para o público brasileiro há o problema do idioma. Alexa ainda só fala e entende inglês e mesmo para projetos de famílias que são fluentes na língua haverá sempre o entrave da pronúncia e sotaque. Numa das demonstrações na feira o dono da empresa custou para fazer a Alexa fechar uma porta e apagar uma luz. O motivo? Ele tinha esquecido o comando correto em inglês. Aí o leitor há de convir comigo que um sistema que você tem que decorar comandos exatos em inglês não parece muito tentador.
Semana passada a LG anunciou a compatibilidade de produtos com Google Home (que hoje só responde comandos em inglês também mas terá mais facilidade em falar português uma vez que o Google Assistant e o OK Google já respondem nesse idioma nos celulares). Há ainda as soluções da D-link que já garantem aqui no Brasil uma conectividade maior da casa toda com câmeras IP, roteadores e repetidores que garantem uma malha de dados viável dentro das casas.
Mas uma casa que realmente aprende hábitos com  os donos com inteligência artificial, que responde comandos de voz de forma orgânica e natural ainda parece ser possível somente nos seriados distópicos da Netflix e especificamente falando do Brasil os custos e adaptações para o nosso idioma devem nos atrasar ainda mais nessa casa inteligente.
 

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