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Cavalo Chorão: O erro de fábrica que virou meme e símbolo da "geração exausta" chega ao AliExpress

Fenômeno das redes asiáticas chega com opções em diferentes tamanhos e faixas de preço e já pode ser adquirido por consumidores no Brasil.

Atualizado em 03/02/2026 às 11:02, por Armindo Ferreira.

Fenômeno das redes asiáticas chega com opções em diferentes tamanhos e faixas de preço e já pode ser adquirido por consumidores no Brasil.

divulgação

Um erro de fabricação em um lote de pelúcias para o Ano Novo Chinês resultou na criação do "Cavalo Chorão", um brinquedo que se tornou fenômeno de vendas na China e agora alcança o mercado global via AliExpress. O item, que deveria ser um cavalo convencional, teve a costura da boca aplicada de forma invertida, gerando uma expressão de tristeza que ressoou com usuários de redes sociais. Segundo a agência estatal Xinhua, a demanda atingiu o patamar de 20 mil pedidos diários nas fábricas de Yiwu, consolidando o objeto como um símbolo do esgotamento físico e mental contemporâneo.

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Do erro técnico ao fenômeno de mercado

O que seria descartado como falha de controle de qualidade transformou-se em estratégia comercial. Originalmente planejado como um item festivo padrão, a expressão desanimada do brinquedo foi rapidamente adotada pelos internautas como uma metáfora visual para as pressões da rotina moderna.

Devido à alta procura, as linhas de montagem chinesas adaptaram sua produção. Atualmente, os fabricantes disponibilizam duas variações distintas do produto:

A versão original, com a costura da boca correta;

A versão viral, com a boca invertida (o "Cavalo Chorão").
 

Disponibilidade no Brasil

Para o público brasileiro, as pelúcias já podem ser encontradas em plataformas de e-commerce internacional como o AliExpress. O produto é comercializado em diferentes dimensões, permitindo que o consumidor escolha a versão que, segundo a narrativa da tendência, "melhor representa seu estado de espírito".

Embora tenha nascido de um equívoco industrial, o sucesso do item reforça como o mercado de bens de consumo na era digital é moldado pela rapidez dos memes e pela identificação emocional do público com narrativas de vulnerabilidade, mesmo que representadas por um objeto inanimado.


Armindo Ferreira

É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta mais. Sempre de um jeito simples e descomplicado, com objetivo de empoderar o leitor para tomar melhores decisões quando o assunto é tecnologia.