É final da tarde quando recebo uma mensagem no WhatsApp com um convite para retornar e ver as novidades da viagem de formatura da Forma Turismo para Porto Seguro - Bahia. Eu já estive lá uma vez e pude conferir como a empresa usa a tecnologia de RFID e, outra, para conhecer a Arena Gamer. É uma honra para poucos poder voltar nessa viagem, isso porque, para a maioria dos visitantes, essa experiência só acontecerá uma única vez na vida, quando estão na casa dos 17 anos, no momento de formatura. É um momento bem específico na vida deles, que estão nesse momento buscando descobrir qual carreira vão seguir e os vestibulares pela frente.
Claro que a minha viagem é diferente e eu jamais vou saber o que se passa na cabeça deles, então, mesmo sendo minha segunda vez, nada irá se comparar com o que eles passarão nos dias em Porto Seguro. Continuo impressionado com o que a Forma faz ali. Hotéis lotados, restaurantes escalados, uma complexa rede de logística. Uma operação que leva meses para ser montada e que, nesta temporada, vai receber mais de 30 mil estudantes de todos os cantos do país, mais precisamente cerca de 450 cidades brasileiras. Quatro em cada dez voos que pousam em julho carregam formandos e seus sonhos.
Assim que cheguei ao Aeroporto Internacional de Porto Seguro, já dá para notar a presença amarela da Forma. E, depois de devidamente hospedado, fomos almoçar no BEAT Beach, um dos restaurantes disponíveis para os viajantes. .

Ao todo, somos cerca de 10 jornalistas e criadores, de diferentes perfis e veículos, além do time de comunicação dos nossos anfitriões. Foi um momento também para nos conhecermos um pouco mais. Além da comida, os formandos contam com um palco de shows, esportes e uma belíssima praia. São jovens vaidosos; o espelho perto do banheiro faz fila, enquanto a coreografia rola solta no palco do restaurante.

Também dá para notar logo nos primeiros minutos o impacto social e econômico que a Forma tem na comunidade local. Garçons, cozinheiros, dançarinos, técnicos de som e vendedores ambulantes locais. A empresa tem convênio com o Senac local para capacitar mão de obra para atender toda essa demanda. Há também a equipe formada pela empresa, também de diversos cantos do país, e que acompanha os visitantes a cada etapa, seja para cuidar, seja para animar, ou até para conter algum eventual excesso. São 380 monitores organizados em núcleos distintos.
Depois fomos para um passeio na Passarela da Cultura, lugar para conhecer um pouco da cidade e do comércio local, comprar alguns souvenirs, enfim sentir o clima da cidade. Dá para aproveitar um pouco mais também da arquitetura local, que remonta aos primórdios do Brasil.

Visitando os hotéis operados pela Forma.
Nesse período de julho, a Forma ocupa uma dezena de hotéis, e em cada um é montada uma estrutura especial que vai além da simples hospitalidade. O responsável pela operação em Porto Seguro nos recebeu para apresentar o esqueleto que sustenta as ações da companhia.

Está tudo num aplicativo móvel da Forma. Dá para saber onde está cada visitante, as programações e até necessidades especiais de cada um. Há uma espécie de central de comunicação em cada hotel; ali, também usando o aplicativo da empresa, é possível atender os pais mais aflitos ou saudosos, querendo saber onde seus filhos estão, com uma comunicação direta por WhatsApp. Cada estudante usa uma pulseira com RFID, tecnologia de identificação por radiofrequência que registra automaticamente cada contato físico com um leitor, batizada pela empresa de Forma Smart Pass. A pulseira libera o acesso a refeições e atrações, e a cada toque um novo registro sobe para o servidor em tempo real. Além da pulseira, alguns dos monitores também ficam espalhados pelo chamado Território Forma, área monitorada por onde os alunos podem transitar dentro da cidade.

Nos hotéis também há uma estrutura interessante de enfermaria. E, mais uma vez, a tecnologia por trás da operação fica evidente. A equipe de atendimento já chega para o primeiro dia com uma ficha completa de cada jovem: alergias, medicamentos em uso e, mais do que isso, atuação proativa em cima desses dados, não reativa. Quando um adolescente precisa de remédio, a equipe médica já sabe o que ele toma antes de perguntar.
E logo no lobby do hotel, um totem digital mostra todas as informações importantes numa só olhada.

Uma das frases ditas pelo responsável pela operação não saiu da minha cabeça.
A gente não pode errar, porque os formandos não terão uma segunda vez : responsável pela operação
It's Show Time.

Uma passada rápida no hotel para uma renovada igualmente rápida da bateria, e por volta das 22h fomos para o local que pode ser considerado o ápice da viagem, o Forma Music Park, um espaço especialmente criado para uma agenda recheada de shows, mas também com montanha-russa, tirolesa, praça de alimentação e até uma Arena Gamer.

O palco conta com uma estrutura impressionante, digna de grandes festivais de músicas, contando com telões de última geração, equipamento pesado de som e iluminação e efeitos, tais como fogos de artifício e fumaça.
Gustavo Bueno, diretor de marketing da Forma Turismo, explica que o desenho do espaço de shows mudou justamente para atender à demanda dos jovens. "Percebemos que uma parte dos formandos mais introspectivos não se sentia representada por uma programação até então muito concentrada em shows e festas", explica. Foi esse diagnóstico que deu origem à Arena Games, um espaço gamer dentro do Forma Music Park, com notebooks equipados para rodar CS2, League of Legends e Valorant, arcades com mais de dez mil jogos retrô e duas estações de FIFA no PlayStation 5. Foi uma forma de repensar o que "diversão" significa para essa geração. “Esse tipo de ajuste também tem uma raiz mais antiga: ao longo dos anos, pesquisas de satisfação com os próprios passageiros mostraram que a prioridade deles não era necessariamente conhecer lugares novos, e sim ter espaços confortáveis e seguros para conviver entre si - o que também guiou a decisão de concentrar toda a operação em um único território, em vez de pulverizá-la em vários passeios”, finalizou Bueno.
Segundo dia com um mergulho na cultura ancestral.
São cerca de duas horas da manhã quando chego ao hotel para um breve descanso. No dia seguinte, visitamos e passeamos por uma aldeia indígena e visitamos o centro histórico. É outra contribuição da Forma para os jovens. Aqui não se trata só de shows e curtição. Há também um viés histórico-cultural e, principalmente, a construção de memórias que levarão para a vida. Seja nas amizades, nos amores ou nos aprendizados com o nosso povo originário.


Cerca de duas mil pessoas trabalham diretamente na operação. Ao todo, a Forma Turismo gera aproximadamente três mil empregos diretos e indiretos na região. O impacto financeiro em Porto Seguro passa de R$ 110 milhões, uma cifra que, segundo a própria empresa, já se sustenta há quase 30 anos de história junto à cidade.
A operação da Forma Turismo em números.
• 30 mil estudantes
• 450 cidades
• 10 hotéis exclusivos
• 90 shows
• 380 monitores
• Cerca de 2 mil trabalhadores diretos
• R$ 110 milhões movimentados.
Depois de dois dias intensos, foi a hora de ir embora. No aeroporto, centenas de jovens com a carinha que mistura a felicidade dos dias que viveram, a tristeza de ter acabado e, claro, o cansaço de dias tão intensos.
Já eu estou reflexivo, depois de viver algo enorme e que, de fato, não pode ter erros, na frase que mais me marcou nessa viagem.
Talvez esse seja o maior mérito da operação: fazer com que milhares de adolescentes vivam uma experiência inesquecível sem perceber a enorme infraestrutura tecnológica e humana que trabalha silenciosamente para que tudo aconteça.
Aproveito para agradecer à Forma Turismo e sua equipe de comunicação pelo convite e por terem sido tão especiais em cada momento. Mesmo não sendo formando, pude construir novas memórias e aprendizagens que levarei para a vida.




