Um robô humanoide que pode avançar em áreas de risco antes dos policiais, câmeras que transformam ocorrências em dados, inteligência artificial aplicada ao trabalho operacional e sistemas capazes de lançar à distância dispositivos de menor potencial ofensivo estão entre as tecnologias que foram apresentadas no COP International 2026, em São Paulo, reunindo empresas, forças de segurança, especialistas e representantes do poder público em torno de tecnologias voltadas à atividade policial.
Entre os destaques está o Arcanjo, humanoide desenvolvido pela IPQ Tecnologia para aplicações de segurança pública. O projeto já recebeu cerca de R$ 1 milhão em investimentos e combina hardware produzido pela chinesa EngineAI com tecnologias de robótica e inteligência desenvolvidas no Brasil.
A proposta é utilizar o equipamento em situações nas quais a exposição de policiais representa risco elevado, transmitindo imagens e informações para as equipes à distância. O robô pode incorporar reconhecimento facial, visão computacional e câmera térmica, com aplicações estudadas para incursões em áreas de risco, rondas noturnas, monitoramento de instalações e ambientes fechados, onde drones podem ter limitações.
De câmeras corporais a evidências digitais.
A integração entre equipamentos e dados é outra frente de inovação apresentada no evento. A empresa Axon reúne armas de eletrochoque não letal, câmeras corporais com recursos de tradução de voz em tempo real para mais de 50 idiomas, inteligência artificial, drones, realidade virtual e gestão de evidências digitais. A companhia apresenta um ecossistema no qual informações produzidas durante uma ocorrência podem ser reunidas em uma única plataforma, reduzindo a fragmentação entre sistemas. Recursos de IA podem auxiliar na produção de relatórios a partir de registros de áudio e vídeo de ocorrências, reduzindo o tempo dedicado pelos agentes a atividades administrativas.
No Brasil, a empresa mantém contratos com forças estaduais do Rio Grande do Sul e da Bahia. No estado gaúcho, segundo a companhia, a tecnologia alcança instituições como Polícia Militar, Polícia Penal e Polícia Civil.
Tecnologia não letais para operações a distância.
Em operações de segurança, rapidez, precisão e redução da exposição das forças em campo são cada vez mais importantes soluções que combinam observação aérea e emprego tático de munições não letais para ampliar a consciência situacional e apoiar decisões em ambientes complexos. O drone desenvolvido pela Condor atua com capacidade para até 24 munições, selecionadas pelo operador, que ajudam a controlar distúrbios e reprimir crimes. Ao ser acionada, um agente lacrimogêneo é liberado gerando fumaça que contribui para dispersar grupos e afastar indivíduos de determinada área.
Proteção de infraestruturas estratégicas e transporte de cargas.
Em outro estande na feira também foi possível conferir drones que atuam em monitoramento remoto e proteção de infraestruturas estratégicas, equipados com câmeras térmicas e sensores avançados. Outros modelos são capazes de transportar cargas e suprimentos em áreas de difícil acesso. O portfólio da empresa Gohobby Sentinel Hunter ainda traz soluções que detectam, localizam e neutralizam drones e Gohobby Sentinel Pro, voltada ao monitoramento passivo do espaço aéreo, permitindo acompanhar trajetórias, identificar a localização do operador e mapear pontos de operação.





