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CES 2026 - A Motorola é uma marca que sabe se reinventar.

Atualizado em 12/01/2026 às 11:01, por Armindo Ferreira.

motorola

divulgação

Imagine um senhor de toalhas na rua gritando Eureka, esse é o Arquimedes, agora imagine outro senhor elegante de terno e gravata andando pelas ruas de Nova Iorque com uma geringonça na mão e fazendo a primeira ligação móvel. Estamos falando do senhor Martin Cooper, um engenheiro da Motorola que realizou a primeira chamada de um telefone móvel em 3 de abril de 1973, usando um protótipo do Motorola DynaTAC 8000X.

Corta para o Brasil em 1980, quando começamos a ter os primeiros celulares e o campeão de vendas que ocupava - praticamente todo - nosso bolso era o Motorola PT-550, carinhosamente apelidado de tijolão.

De lá para cá a empresa já foi comprada pelo Google e depois pela Lenovo e eis que ela sobe com a marca mãe na Sphere em Las Vegas para anunciar novidades interessantes, tais como novos dispositivos e uma nova linha de celulares ultra premium chamada Signature.

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Como jornalista eu cubro a marca há uns dez anos. Quando eu a conheci, já fazendo coberturas, era uma marca urbana, cheia de cores e atitude, mas foi perdendo o brilho com o passar do tempo. Sempre me dá a impressão - de quem olha de fora - de uma empresa que vive internamente um cabo-de-guerra entre estilo/design X engenharia.

Acontece que de dois anos para cá o estilo venceu e para mim faz muito sentido. Faz tempo que os celulares não apresentam nada assim tããããão novo. As telas esticam, puxam e enrolam, a bateria aumenta e carrega mais rápido, a tela mais bonita e os celulares conseguem tirar fotos dos cravos do nariz de alguém que está a 10km de distância. E isso todo concorrente tem.

Assim, a Motorola Mobility (a Lenovo Company) explora cristais em celulares que viram joias e objetos de desejo, cores pantones e uma comunicação totalmente aesthetic, que fala bem com a Genz, Alpha e também com o segmento luxo. Vem daí a criação do Signature, que alguns veículos brasileiros estimam que chegará ao mercado brasileiro por cerca de R$ 10.000,00.

É o celular para vestir, para tirar da bolsa e ser notado, para ter algo que quase ninguém tem.

Aqui no Brasil as marcas mais vendidas são Samsung, Motorola e uma chinesa. O Galaxy S25 teve vendas abaixo do esperado, levando a uma queda de até 50% no lucro operacional da divisão mobile no 2T25 vs. 2T24 e é justamente onde a Motorola pretende entrar com sua nova linha de celulares. E parece que entra para liderar.

É fato que todas as marcas desse setor sofrem com o crescimento massivo de diversas marcas chinesas, mas é notável ver como a Motorola (que agora também é chinesa, sendo nascida nos EUA, mas a empresa-mãe sendo da China) consegue se tornar relevante, um camaleão que muda de cores a todo momento.

E que tem coragem de ano após ano sair correndo na rua com algo novo na mão.


Armindo Ferreira

É jornalista com uma carreira sólida de mais de 22 anos na área – tendo passado pela TV Globo e SBT. Foi ainda finalista de um prêmio Esso e vencedor de um prêmio Unimed de Jornalismo. Hoje cobre três editorias: tecnologia, negócios e marcas. Há mais de 15 anos criou o Blog do Armindo para falar dos assuntos que gosta mais. Sempre de um jeito simples e descomplicado, com objetivo de empoderar o leitor para tomar melhores decisões quando o assunto é tecnologia.

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