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Ninguém vai te salvar é bem-vindo filme de invasão extraterrestre que pode não ser o que você está pensando.

Eu pude assistir em antecipado o novo filme disponível exclusivamente em Star+“Ninguém Vai Te Salvar”, escrito e dirigido por Brian Duffield.

O começo do filme mostra a vida de uma mulher bem solitária, Brynn Adams (Kaitlyn Dever), que lida com sua rotina – e memórias – numa cidadezinha do interior dos Estados Unidos. Podemos dizer que trata-se de um início de filme em ASMR – formato de vídeos que se popularizou na internet com ruídos e sussurros.

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E durante o filme vamos perceber que praticamente não há diálogos. Isso revela logo de cara a brilhante direção de Duffield e a atuação primorosa de Dever que consegue passar os sentimentos de cada momento do filme sem recorrer a recursos, como por exemplo, a narração em off dos seus pensamentos. Aqui nem os ET´s falam inglês e nem aprendem o idioma por qualquer discurso narrativo fácil. O diretor não escolheu caminhos óbvios.

“Ninguém vai te salvar” é brutal e delicado enquanto percorre um caminho tortuoso e inesperado de descobertas da narrativa.

Armindo Ferreira

Também é preciso destacar, por conta disso, o sound design do filme que consegue criar toda essa atmosfera que tem várias nuances enquanto a narrativa escala para o inesperado.

Desde os primórdios do cinema imaginamos a vida no espaço e a questão que sempre volta, do fato de se estamos sozinhos ou não, na imensidão da galáxia. Não seria exagero dizer que é algo que habita nosso insconsciente coletivo e de vez em quando surge numa obra audivisual.

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Mas seria muito simplista dizer que esse filme é somente sobre uma invasão alienígena de homens cinzentos clássicos. Há uma metáfora muito profunda no filme sobre a invasão.

Confesso que na segunda parte do filme eu quase achei que ele estava se arrastando demais até que vem o último ato, que faz uma virada na narrativa, e começa a amarrar diversas pontas abertas anteriormente e é nesse momento que o filme revela sua verdadeira essência delicada por trás de perseguições tensas com conclusões inesperadas e sua grandiosidade. Não é um final fácil e pode gerar algumas interpretações por parte de quem assiste: é um filme que a história dele vai se juntar com a sua em diversas possibilidades.

O leitor verá que nessa crítica eu evitei dar muitos detalhes sobre a narrativa em si e não é a toa. Qualquer spoiler pode estragar imensamente a sua experiência com o filme, que tem nas entrelinhas, a sua riqueza. Por conta disso cada palavra aqui foi escrita com o maior cuidado e parágrafos foram reescritos várias vezes para deixar você com essa descoberta;

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Por conta disso deve ser também um daqueles filmes que ou você ama, ou você odeia, mas dificilmente você sairá sem sentir sem nenhum tipo de sentimento sobre “Ninguém Vai Te Salvar”. Pra mim é um 9/10 e um dos melhores lançamentos do ano.

Sinopse.

Já imaginou estar se preparando para dormir e, do nada, um ser extraterrestre invade sua casa para capturá-lo e levá-lo para uma outra dimensão? Isso poderia ser um pesadelo, mas é o enredo no novo thriller psicológico de ficção científica, Ninguém Vai te Salvar, que estreia exclusivamente no Star+.

Estrelado pela atriz americana Kaitlyn Dever – indicada ao Emmy® de Melhor Atriz Coadjuvante em Minisséries ou Filmes por seu papel em Dopesick (2021) o longa conta a história de Brynn Adams, uma jovem criativa e talentosa que mora com seus pais e é capturada por intrusos sobrenaturais durante uma noite comum (ou nem tanto). Adams terá que lutar contra os seres extraterrestres sozinha enquanto tenta salvar a si mesmo e o mundo.

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Ninguém Vai te Salvar foi escrito e dirigido por Brian Duffield, responsável pela direção de Amor e Monstros (2020), A Série Divergente: Insurgente (2015) e Ameaça Profunda (2020), e conta com músicas do compositor Joseph Trapanese.

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