Pessoas não são mídias. São pessoas.

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Essa semana não se falou de outra coisa que não seja o podcaster que defendeu ideias que são basicamente indefensáveis. Ato contínuo as marcas patrocinadoras do projeto foram saindo uma a uma emitindo notas de repúdio. Eu já escrevi um textão aqui no meu Linkedin falando que a mim não convence: a marca sabia (ou deveria saber) onde estava colocando o nariz e só saiu porque chegou numa situação limite, mas foi ela que apoiou até ir onde chegou. São verdades duras, mas que precisam ser ditas.

Outra verdade que precisa ser dita é que por muito tempo a publicidade contratou uma empresa (normalmente um veículo de comunicação) para fazer publicidade, agora elas também contratam pessoas. Assim podemos resumir:

Modelo tradicional: empresa contrata outra empresa para falar sobre uma marca/produto.

Modelo influenciadores: empresa contrata uma pessoa para falar sobre uma marca/produto.

O problema é quando as marcas pensam com o modelo tradicional para um novo formato. Quer um exemplo disso? Quando uma agência quer fazer uma ação comigo ela pede meu mídia-kit, e eu respondo com o meu profile-kit, pelo simples motivo que eu não sou uma mídia, eu sou uma pessoa.

Eu não penso que seja só um caso de semântica, mas cultural, em tratar pessoas como números, como se trataria a audiência do Jornal Nacional, por exemplo, e isso existe basicamente pra tornar tudo mais fácil e rápido.

Se um projeto de conteúdo, como um podcast, por exemplo, explode de audiência e vira um dos mais ouvidos a publicidade sai correndo para aproveitar todo esse poder de comunicação, só que como só valoriza somente os números, depois tenta sair correndo de algo que há uma semana atrás tinha orgulho de fazer parte.

Enquanto isso centenas de projetos de qualidade indiscutível minguam por não ter apoio de marca (e com esse apoio poderiam aí sim, ter um alcance maior), justamente por uma lógica que não deveria fazer mais sentido.

Diferente de mídias (que são empresas), pessoas são complexas, tem valores, crenças, atitudes, acertam e erram… E as empresas reduzindo isso a simples números correm riscos que podem custar caro. O mundo mudou, mas certas empresas – bom lembrar que não dá pra generalizar, uma vez que várias já sacaram isso que eu falei – parecem ainda comprar inserções de 30″ como sempre fizeram. E isso é triste e dá no que deu essa semana.

.antes de seguir um recado importante

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.tecnologia

A Intelbras, empresa brasileira desenvolvedora de tecnologias com mais de 45 anos de história, anuncia o patrocínio da Stock Car Pro Series temporada 2022. A ação vem para consolidar uma parceria muito positiva, que teve início no ano passado. Sendo assim, soluções tecnológicas da empresa, como os switches gerenciáveis, as catracas para o controle de entrada e saída do público e o sistema de CFTV, estarão presentes em todas as corridas da temporada, levando inteligência artificial (IA), reconhecimento facial, mais eficiência e segurança à competição.

.games

O PredatorShot é o mais novo produto da Acer do Brasil. O energético, desenvolvido para os gamers, tem como objeto auxiliar no foco e energia durante as partidas de jogos online.

.entretenimento

Telecine lança nesse final de semana a versão para as telas da consagrada peça de teatro “Hermanoteu Na Terra De Godah”. Eu já assisti e conto o que eu achei aqui.

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