O difícil é chamar o novo Moto Z com Moto Snaps de Smartphone

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Foi em 1973 que Martin Cooper fez uma ligação histórica:

No meio da Sexta Avenida, em Nova Iorque, antes de entrar na coletiva de imprensa que faria o anúncio do primeiro celular, Cooper fez a chamada histórica usando o aparelho Motorola DynaTAC – um equipamento “móvel” que pesava 997 gramas (!) e tinha bateria com autonomia para apenas 20 minutos de chamada de voz.(fonte: Wikipedia)

O meu primeiro celular foi um PT-950 que foi na época carinhosamente apelidado de tijolão. E talvez lá anos na frente alguém diga que Motorola novamente foi pioneira no segmento em 2016. Pode parecer um exagero já que outras marcas lançaram add-ons que turbinam os celulares, mas daqui a pouco eu explico uma diferença no caso da Motorola que faz toda diferença. Já volto nisso…

Evento na sede Motorola

E fui eu então convidado pela primeira vez pela empresa para uma apresentação de produto. Fiquei muito empolgado com a possibilidade de conhecer a sede da Motorola no Brasil e o pessoal da assessoria de imprensa da marca – todos muito queridos e atenciosos.

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E lá fomos nós para um tour em um espaço com ar de laboratório maker para algumas experiências.

Na primeira sala não pudemos filmar ou fotografar nada. Foram apresentados os esboços iniciais dos aparelhos e seus snaps, o conceito por trás do telefone e até um fatiado do interior do aparelho. Os componentes eletrônicos são absurdamente pequenos e compactos.

O que são os Moto Snaps?

Na segunda sala conhecemos o primeiro Moto Snap. Com um sistema de engate bem simples você acopla módulos que dão super poderes ao aparelho: imãs conectam uma espécie de nova capa traseira ao aparelho e com isso novas funcionalidades – ou melhorias delas – aparecem.

É o caso do JBL SoundBoost que dá um up no som do celular. Para quem gosta de música é o complemento perfeito para o Moto Z. Ele tem bateria própria com autonomia estimada de dez horas e ainda se consegue facilmente atender uma chamada, colocando a música em espera.

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Meus olhos brilharam e eu não acreditava bem no que estava vendo ao descobrir o Moto Insta-ShareProjector, com este Moto Snap é possível transformar o celular numa espécie de Datashow. Você pluga ele no telefone e pronto já começa a projetar numa parede. É ainda possível projetar a imagem no teto, então você pode assistir Netflix ou outra coisa qualquer enquanto está deitado sem ficar com dor no pescoço ou ainda poder dar uma aula rápida ou uma palestra ou ainda numa reunião de negócios de uma forma muito compacta e simples. Só quem já teve que ficar instalando e desinstalando um Datashow (ainda mais quando ele não funciona) sabe como isso pode ser um recurso muito bacana. A imagem abaixo foi gerada por 4 Moto Z´s:

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E por fim conhecemos o PowerPack que turbina a bateria do telefone. Não fica aquele trombolho da capa grossa e você não precisa carregar pesados ou chatos powerbanks.

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Mas e o telefone em si?

Sim sei que tem os leitores que gostam das especificações técnicas então aí vai. O Moto Z é um celular superfino com 5,2 mm de espessura, tela Quad HD Amoled de 5,5 polegadas, processador snapdragon 820. São 4 GB de RAM e 64GB de memória interna e leitor de digital para desbloqueio do aparelho.

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A câmera traseira é de 13 MP porém, de acordo com a marca, com um melhoramento de software que garante fotos melhores que modelos com mais MPs. É possível gravar vídeos em Ultra HD 4k. Já a câmera frontal é de 5 MP com ângulo aberto e flash também frontal. São esses conectores externos que fazem a mágica acontecer com os Moto Snaps:

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Na sala de demonstrações foi mostrado o sistema de estabilização da câmera, que realmente deixa a imagem bem menos tremida. E a possibilidade de ajustes manuais de foco e sensibilidade de luz, além da velocidade de captura da imagem.

Já as Moto Style Shells irão personalizar o aparelho com acabamento premium e originais em madeira, couro e tecido.

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No hands-on que pude fazer do aparelho deu para perceber que ele é leve e fino porém resistente, com boa pegada e muita fluidez entre os apps. Estávamos num ambiente um pouco escuro e o brilho da tela dá um bom conforto visual. A conexão dos Moto Snaps, posso garantir, é tão simples quanto colocar um imã na geladeira.

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Bom mas é um telefone com add-ons

Sim e não. Talvez o detalhe que mais surpreenda no lançamento não é o aparelho em si mas uma plataforma criada para desenvolvedores para que qualquer empresa ou escola com capacidade técnica possam desenvolver novos Moto Snaps que podem ser certificados ou não. Códigos fontes, manuais, APIs e até mockups estão sendo disponibilizados para que qualquer empresa possa criar qualquer funcionalidade para o aparelho.

Isso abre, por exemplo, uma série de possibilidades de integração do telefone com outros dispositivos de Internet das Coisas. Assim o Moto Z poderá ser usado como chave, rastreador, controlador de eletrodoméstico e sabe-se lá quais outras coisas que podem vir desse universo.

Assim falar que o Moto Z é um smarphone talvez seja muito simplista. Ele acaba sendo uma nova plataforma de desenvolvimento para novas soluções mobile que integrem hardware e software em um só aparelho e de forma corajosa convidam a comunidade mundial de desenvolvedores a complementarem o projeto. E há que se ter coragem corporativa para fazer isso meus caros. E apesar dele ter um moderno sistema de microfones para garantir ligações telefônicas de boa qualidade talvez seja o menor dos recursos que você usará do gadget.

É claro que apesar dessa minha empolgação resta saber como o mercado reagirá a esta possibilidade e até já foi criado um fundo que fará um aporte de US$ 1 milhão de dólares  para quem criar o melhor Moto Snap até o dia 31 de março de 2017. Para saber mais visite http://developer.motorola.com.

O aparelho só estará disponível no mercado brasileiro em setembro e não foram divulgados o valor do aparelho ou dos Moto Snaps, mas trata-se de um celular premium, portanto uma faixa de preço parecida com os tops de linhas de outras marcas, assim como também não foram divulgados os valores dos Moto Snaps.

Em resumo o Moto Z tem tudo para ser um canivete suiço de Internet das Coisas e pode novamente colocar a Motorola no protagonismo da história destes dispositivos com a projeção de um novo olhar sobre o mundo dos dispositivos móveis.

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